Rogério Marinho é alvo de suspeita na fraude de emenda da saúde para Touros

O atual secretário da Previdência do ministro da Economia Paulo Guedes, do governo Bolsonaro, o ex-deputado federal Rogério Marinho, é apontado pelo Blog do Dina, do jornalista Dinarte Assunção, como um dos envolvidos indiretamente na Operação Tiro, deflagrada no final de março para combater fraudes no município de Touros sobre o uso de recursos públicos para a compra de medicamentos.

O dinheiro de emenda parlamentar que ele propôs, em 2016, passou pela conta da empresa Artmed, do Gabriel Delanne Marinho com o propósito de compra de medicamentos. Mas, da conta da empresa, recursos saíram com destino a Ruy Aranha Marinho Júnior, primo de Rogério. Em nota, Rogério Marinho nega envolvimento em irregularidades.

Na ação deflagrada conjuntamente pela Polícia Federal, pelo Ministério Público Federal e pela Controladoria Geral da União ao fim de março, investigadores realizaram busca e apreensão na residência de Ruy Aranha Marinho e apreenderam R$ 265.900,00.

O prefeito do Assu Gustavo Soares, irmão do líder do governadora Fátima Bezerra, do PT e deputado do PR, George Soares, fez negócio milionário também com a empresa Artmed, do Gabriel Delanne Marinho, a quem pagou mais de R$ 850 mil nos anos de 2017 e 2018.

Justiça Federal determina manutenção da prisão de envolvido 

Foi negado o pedido de revogação da prisão para Gabriel Delanne Marinho, acusado de integrar um suposto esquema operado para desvio de recursos federais, originários de emendas parlamentares, e destinados à compra de medicamentos na Prefeitura Municipal de Touros.

A decisão foi do Juiz Federal Hallison Rego Bezerra, titular da 15 Vara da Justiça Federal no Rio Grande do Norte. Está sendo investigado pela Polícia Federal a acusação de que R$ 269.999,97 teriam sido desviados a partir de um contrato para compra de medicamentos, em novembro de 2016, e o material supostamente adquirido não teria sido encontrado no Hospital Municipal Paulo de Almeida Machado.

O magistrado chamou atenção que as investigação mostram que Gabriel Delanne Marinho lança mão da intermediação de terceiros para servirem de receptores de dinheiro, geralmente funcionários da empresa Artmed Comercial Eireli¿. Para o Juiz Federal Hallison Bezerra, o acusado ¿não lançava mão da intermediação de terceiros apenas para a constituição de empresas, mas também fazia de seus funcionários receptores de dinheiro, para não despertar suspeitas acerca dos expressivos valores sacados.

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