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Fiocruz recebe mais 225 litros de IFA e garante produção de vacinas até maio

Fiocruz recebe insumos e garante produção até maio Foto: Fotoarena / Agência O Globo

A Fiocruz recebeu nesta sexta-feira mais 225 litros de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), equivalente a 5,3 milhões de doses. Com mais este lote, há IFA suficiente para garantir a produção de vacinas contra Covid-19 até maio.

A Fiocruz recebeu, nos últimos dias, IFA equivalente a 23,5 milhões de doses. Somadas às 11 milhões de doses já produzidas e que estão em processo de controle de qualidade, a Fiocruz garante 35 milhões de doses a serem entregues ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Até o momento, a Fiocruz entregou ao Ministério da Saúde 8,1 milhões de doses da vacina Covid-19, sendo 4 milhões de doses importadas da Índia e 4,1 milhões produzidos até esta sexta-feira (2/4). As entregas ao Ministério da Saúde somarão 100,4 milhões de doses até julho.

Promessas

O Instituto de Biotecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), vinculado à Fiocruz, encerrou o mês de março entregando 2,8 milhões de doses da vacina AstraZeneca/Oxford ao Programa Nacional de Imunização (PNI). Há três meses, quando divulgou o primeiro cronograma do acordo com a farmacêutica anglo-sueca, a Fiocruz mencionava a entrega de 15 milhões de doses em março.

Nesta quinta-feira (1), a Fiocruz informou em nota que, além das 2,8 milhões de unidades já despachadas, entregará na sexta-feira (2) mais 1,3 milhão de doses do imunizante do PNI. O texto afirma, no entanto, que o cronograma “está sujeito à logística de distribuição definido pela pasta, além dos protocolos de controle de qualidade”. O diretor de Bio-Manguinhos, Maurício Zuma, disse que o atraso do envio deste último lote se explica, em parte, pelo mau funcionamento de uma máquina recravadora. O aparelho ficou parado uma semana após apresentar falhas.

Calcanhar de Aquiles de Bio-Manguinhos no envase da vacina, a recravadora cumpre a função de selar com alumínio os frascos de vacina já fechados com uma rolha. Após essa etapa, os frascos seguem para rotulagem e embalagem. O diretor explicou que a máquina “performou mal” ao selar o último dos três lotes de validação da vacina (destinados aos testes de controle de qualidade junto à Agência Nacional de Saúde, a Anvisa), descartando frascos que apresentavam boas condições.

Para sanar o problema, segundo Zuma, Bio-Manguinhos foi obrigado a comprar peças na Itália — país de origem do fabricante da máquina, a IMA, Industria Macchine Automatiche. Após o reparo, um técnico da empresa italiana e um especialista em controle de qualidade da Fiocruz passaram a acompanhar 24 horas por dia o desempenho da recravadora, afirmou Zuma, ao garantir que o processamento voltou ao ritmo esperado e que o lote selado com problemas — em torno de 450 mil doses — está separado para análise mas não foi descartado.

O Globo

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