Disputa pela sucessão de Janot em clima de incerteza

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O Ministério Público começou nessa segunda-feira (15) o processo de escolha do sucessor do procurador geral da República, Rodrigo Janot. Os candidatos já podem inscrever-se oficialmente para a eleição interna, que será realizada na última semana de junho.

A possibilidade de uma nova recondução de Rodrigo Janot, que está no cargo desde 2013, é descartada por apoiadores e opositores. Sem consenso em torno de um nome forte para o cargo, a disputa deste ano é vista como uma das mais incertas do histórico recente da instituição. O procurador geral é o responsável por conduzir, por exemplo, as investigações da operação Lava Jato. O mandato de Janot vai até 17 de setembro.

Desde os governos de Lula e de Dilma há a tradição de se indicar o mais votado da lista tríplice formada pelo Ministério Público. Há uma incerteza, no entanto, a respeito da decisão do presidente Michel Temer – há especulações de que ele não indicará o candidato que receber mais votos da categoria. Pela Constituição, o posto é de livre nomeação do presidente da República.

Presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), que organiza as eleições internas, José Robalinho Cavalcanti disse que os procuradores “não admitem mais que não se respeite a lista tríplice”.

O prazo de inscrição na ANPR vai até a quarta-feira da próxima semana. A partir daí, a associação agendou o período de campanha, do dia 25 de maio a 26 de junho, no qual deverão ser realizados seis debates. Podem votar membros do MPF, ativos e inativos, associados à ANPR.

Após a escolha do presidente, o nome terá de ser sabatinado e aprovado pelo Senado, que tem mais de um terço de seus integrantes investigado pelo STF por iniciativa de Janot, boa parte deles na Lava Jato. Até essa segunda, apresentaram-se como candidatos à sucessão do procurador Nicolao Dino, Ela Wiecko, Mario Bonsaglia, Raquel Dodge, Carlos Frederico e Sandra Cureau.

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