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PT não quer aliança com PMDB

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A presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), divulgou um texto em suas redes sociais na segunda-feira (6), no qual defende a decisão da direção do partido que restringe a política de alianças petista às legendas e grupos de esquerda. O texto é uma reação à entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo” do presidente estadual do PT de São Paulo e pré-candidato ao governo paulista Luiz Marinho, para quem a proibição deve ser revista.

“O PT tem sua aliança política com o povo brasileiro, suas lutas e conquistas. A aliança eleitoral para eleger Lula em 2018 tem de ser construída com setores progressistas da sociedade e com a centro-esquerda, baseada na reconstrução do Estado e na revogação dos retrocessos implementados por esse governo golpista”, diz Gleisi.

A senadora inclui no leque de alianças indesejadas as forças que apoiaram a reforma trabalhista, a emenda do teto, a revisão do sistema de exploração do pré-sal e as privatizações do governo Michel Temer.

Na prática, a entrevista de Marinho desencadeou o debate interno no PT sobre a política de alianças a ser adotada no ano que vem. No entorno de Lula, a opinião corrente é que Marinho apenas verbalizou o que boa parte do partido já pensa, mas foi precipitado.

A Democracia Socialista (DS), corrente de esquerda que integra a Mensagem, publicou uma nota na qual reforça a decisão tomada pelo 6º Congresso Nacional do PT.

“A política de alianças, incluindo as coalizões eleitorais, deve aglutinar quem partilhe de uma perspectiva anti-imperialista, antimonopolista, antilatifundiária e radicalmente democrática. Aponta para um governo encabeçado pelo PT, com Lula presidente,com partidos, correntes e personalidades que estabeleçam compromisso programático dessa natureza”, diz a resolução.

A corrente aborda ainda a decisão do PT de Alagoas de voltar a integrar o governo de Renan Filho (PMDB). “Em Alagoas, assim como em outros Estados, é preciso reconstruir o PT com independência de classe, ao lado dos movimentos sindicais e populares, com programa e alianças de esquerda”, diz a DS. Além de Alagoas, o PT negocia alianças com o PMDB em ao menos outros cinco Estados: Minas Gerais, Ceará, Piauí, Sergipe e Paraná (berço eleitoral de Gleisi).

Diante repercussão interna da entrevista, o próprio Marinho divulgou uma nota explicando sua posição. Segundo ele, a candidatura de Lula não vai precisar de alianças fora do campo da esquerda, descarta uma coligação com o PMDB em São Paulo mas reitera que existem exceções entre as lideranças peemedebistas, como o senador Roberto Requião (PMDB-PR), que se posicionou contra o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff e faz oposição ao governo Temer.

Segundo Gleisi, o debate sobre política de alianças é livre no PT e o martelo será batido no momento adequado.

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