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Presidente do PT diz que é ‘um absurdo’ pedido de condenação de Lula

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O presidente do PT, Rui Falcão, considerou neste sábado “um absurdo” o pedido feito pelo Ministério Público Federal para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpra pena em regime fechado, caso seja condenado no processo que apura o suposto pagamento de propina, pela OAS, na compra de um apartamento tríplex em Guarujá (SP).

– É um absurdo continuar investindo contra alguém que não cometeu crime, não tem apartamento nenhum. Não tem prova para condená-lo e já estão prevendo forma de cumprimento de pena. Isso faz parte da campanha para tentar interditar a possibilidade de Lula ser candidato – disse Rui Falcão.

O líder da minoria, senador Humberto Costa (PT-PE), foi na mesma linha de Falcão, dizendo que não há provas contra Lula. Para ele, o pedido de prisão contra o ex-presidente faz parte de um roteiro “acertado” entre Ministério Público e o juiz Sergio Moro. Costa diz que resta saber se Moro terá “coragem” de mandar prender o líder maior do PT. As informações são de O Globo.

– Esse não é um pedido de prisão, é um pedido de condenação. Faz parte de um roteiro de condenação de Lula acertado entre o Ministério Público e o juiz Sergio Moro. Vamos ver se Moro vai ter coragem de levar isso a frente, sem provas.

O assunto também foi tema de discurso, durante o 6º Congresso do PT, que se encerra neste sábado. Markus Sokol, da corrente de esquerda “O Trabalho”, criticou o pedido de prisão, além da multa “estratosférica”, e afirmou que esse é mais um motivo para o partido se unir internamente. Os senadores Gleisi Hoffmann (PR) e Lindbergh Farias (RJ) disputam a presidência do PT. A eleição acontece hoje.

O Ministério Público Federal pediu ontem a condenação e prisão do ex-presidente por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Os procuradores também pedem que seja devolvido aos cofres públicos R$ 87,6 milhões, referentes a contratos da OAS com a Petrobras. De acordo com o MPF, o tríplex está em nome da OAS mas seria, de fato, do ex-presidente, como contrapartida por contratos que a OAS fechou com a Petrobras no governo do petista.

No documento de alegações finais entregue ao juiz Sergio Moro, os procuradores pedem a condenação com base em provas indiciárias. Afirmam que o Supremo Tribunal Federal tem externado que a prova por indícios é apta a lastrear a condenação, mesmo quando baseada em presunções.

Para eles, a dificuldade de produzir provas de que o apartamento pertence à família de Lula é fruto da profissionalização dos crimes de lavagem de dinheiro.

Para o MPF, o fato de o apartamento ter se mantido em nome da OAS foi a forma encontrada para que a propriedade fosse ocultada de terceiros.

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