Polícia prende 132 pessoas em ação contra a pedofilia pelo país

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O Ministério Extraordinário da Segurança Pública deflagrou na manhã desta quinta-feira, 17, a Operação Luz na Infância 2, em parceria com as Polícias Civis do Distrito Federal e de 24 Estados. Ao todo, a operação cumpre 579 mandados de busca e apreensão. Segundo a pasta, 132 pessoas foram detidas até agora.

O ministério informou que, durante as buscas, policiais identificaram imagens que configuram os crime de exploração sexual contra crianças e adolescentes e, nestes casos, os responsáveis são presos em flagrante.

Os alvos foram identificados pela Diretoria de Inteligência da Secretaria Nacional de Segurança Pública, com base em indícios coletados em ambientes virtuais.

As informações obtidas durante quatro meses foram repassadas às Polícias Civis – em especial delegacias de proteção à criança e ao adolescente, e repressão a crimes informáticos – que instauraram inquéritos e solicitaram aos juízes locais a expedição dos mandados. Thiago Faria e Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

Em São Paulo, pelo menos 30 pessoas foram presas em flagrante – a maioria, homem – até 9h30 desta quinta-feira. Em todo o Estado, são 166 mandados de busca e apreensão. Os acusados estão sendo trazidos desde 6 horas para o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), na região central.

Entre os presos, há jovens e idosos. Um dos homens mais velhos teria chegado com a cuidadora, e outro era um cadeirante. Computadores, CPUs, pendrives e celulares foram apreendidos e passarão por análise técnica dos peritos.

Os flagrantes se deram por armazenamento, distribuição e compartilhamento de imagens e vídeos de pornografia infantil. Segundo a diretora do DHPP, Elizabete Sato, o trabalho de análise dos técnicos está focado em tentar recuperar links e imagens que foram apagados dos aparelhos pelos acusados. Ela afirma que é possível recuperar mídias deletadas.

“Os técnicos já observam que se tiver uma pasta ali com os links de pornografia infantil, já é flagrante. Se está obscuro o arquivo, que é o que eles fazem, vivem na obscuridade, não é possível ver no local. Para que o delegado e as nossas equipes saberem se ali existem, apreendem a CPU e fazem o levantamento técnico”, explica a diretora do DHPP.

Entre os presos nesta 2ª fase, há casos de reincidentes: pessoas que foram presas na primeira etapa da operação, no ano passado, pagaram fiança e continuaram acessando sites de pornografia infantil. Na Mooca, na zona leste da capital, um acusado resistiu ao mandado e chegou a acionar a Polícia Militar por invasão. Mas com apoio tático, a polícia entrou e prendeu o acusado, que já está no DHPP.

A polícia investiga se os acusados agiam em rede. Elizabete diz que celulares foram apreendidos e que há casos de compartilhamento de imagens e vídeos para outros estados.

“A sociedade está acordando para um crime que acontece dentro de casa envolvendo pornografia infantil, crianças sendo abusadas. Não é permissivo nem tolerável que isso aconteça. Os senhores não têm ideia de quantas pessoas acessam esses sites. O número é verdadeiramente assustador”, afirma Elizabete. Segundo ela, não há perfil etário para a prática do crime.

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