Ministro é acusado de cobrar propina em contratos federais

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O marqueteiro Renato Pereira afirma que o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, cobrou 4,5% de propina para que a Prole, empresa do publicitário, pudesse participar dos contratos de publicidade do Ministério da Saúde, órgão sob influência do PMDB desde 2015. Pereira diz, inclusive, ter conseguido reduzir para 3% a comissão a ser paga, depois de se encontrar com Picciani no apartamento do ministro no Rio.

Mas, com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e as alterações no ministério, o negócio não foi adiante, segundo o marqueteiro. Entre 2007 e 2017, a Propeg faturou R$ 546,3 milhões em contratos da área de Saúde do governo federal – 42% do total faturado pela agência nos últimos dez anos com a União: quase R$ 1,3 bilhão.

Em nota, Picciani disse que as acusações do delator “são fantasiosas” e “mentiras de quem quer se livrar da cadeia acusando outros sem provas”. A Propeg também negou e disse que “ninguém da agência tem relação com Picciani”. O presidente da Nacional Comunicação, Paulo de Tarso, negou as acusações de Pereira.

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