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Manifestantes venezuelanos incendeiam posto militar na fronteira

Manifestantes e agentes lançam pedras uns contra os outros na fronteira entre Venezuela e Brasil; posto militar foi incendiado Foto: RICARDO MORAES 23-02-2019 / REUTERS

Manifestantes entraram em confronto contra agentes da Guarda Nacional Bolivariana (GNB) na fronteira entre Venezuela e Brasil, neste sábado, depois que a oposição venezuelana tentou ingressar no país com caminhões de ajuda internacional. Coquetéis molotov foram lançados contra um posto dos militares venezuelanos, que pegou fogo.

O conflito se intensificou por volta de 18h20, quando os manifestantes começaram a jogar pedras contra os agentes, que bloqueavam a fronteira por ordem do presidente Nicolás Maduro desde quinta-feira por ver na ajuda uma tentativa de intervenção estrangeira liderada pelos EUA. Os policiais responderam com bombas de gás lacrimogêneo e chegaram a lançar de volta pedras contra os civis.

Segundo o G1, os coquetéis molotov foram atirados por venezuelanos que vivem no Brasil. Eles conseguiram se aproximar dos fundos das instalações militares. Houve correria. Uma casa do posto militar ficou em chamas, assim como um carro estacionado no local.

Imagens reproduzidas ao vivo pela GloboNews mostraram o acirramento dos ânimos na fronteira. Não há informações sobre feridos nestes confrontos.

O coronel do Exército brasileiro José Jacaúna classificou ser “lamentável” o lançamento de gás lacrimogêneo no território brasileiro, durante os confrontos com os manifestantes.

— Eu nunca tinha visto nenhum exército de outro país jogar bomba de gás lacrimogêneo no Brasil”, afirmou o militar à GloboNews.

O coronel ainda denunciou que agentes da Guarda Nacional Bolivariana dispararam tiros com armas de fogo em direção ao Brasil. Jacaúna não quis comentar se o ato configurava ataque à soberania brasileira, mas considerou que o campo político deve analisar a questão e a via diplomática, atuar “fortemente” contra os responsáveis.

— Eles [os militares da Venezuela] realmente extrapolaram na reação em cima dos venezuelanos que estão aqui no nosso território — frisou.

Na cidade venezuelana de Santa Elena, perto da fronteira com o Brasil, a repressão do governo Maduro contra a operação oposicionista deixou ao menos quatro mortos — entre eles, um adolescente de 14 anos. Grupos armados pelo chavismo atacaram moradores que pretendiam participar das ações para abrir um canal humanitário na fronteira com o Brasil. Mais de 20 pessoas ficaram feridas gravemente, todas atingidas por disparos de arma de fogo.

As forças de Maduro também avançaram contra manifestantes na fronteira com a Colômbia. Só na ponte Símon Bolívar, uma das quatro que ligam os dois países, ficaram feridas 80 pessoas — sete com traumatismo craniano, segundo o portal venezuelano Efecto Cocuyo. Pelo menos dois caminhões da ajuda internacional foram incendiados, e voluntários correram para salvar os produtos das chamas.

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