Maia prevê derrota de Temer no plenário da Câmara

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Apesar de garantir que não há conflito com o presidente Michel Temer e que continua na base de apoio ao governo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem dito a interlocutores que há chance de o plenário aceitar a continuidade da tramitação da segunda denúncia contra Temer. Segundo reportagem do site Poder 360, Maia avalia que o presidente conseguirá aprovar o relatório de Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) – pelo arquivamento da denúncia – na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nesta semana, mas a votação no plenário será mais difícil.

Segundo a reportagem, interlocutores do presidente da Câmara dizem que Maia identifica um “grande descontentamento” de deputados da base com o Planalto, que não estaria cumprindo promessas feitas por Temer quando o plenário barrou a primeira denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR).

Rodrigo Maia tem se irritado bastante com o presidente nas últimas semanas. Primeiro, foi a investida do PMDB, de Temer, sobre parlamentares do PSB que estavam sendo sondados para migrar para o DEM, de Maia. O democrata acusou o Planalto de querer esvaziar seu partido. Na semana passada, outro atrito: por ordem do governo, parlamentares da base abandonaram o plenário durante análise de uma Medida Provisória (MP) que estava prestes a caducar. O objetivo foi encerrar a sessão e permitir o início da leitura da denúncia contra Temer na CCJ. O governo tem pressa na tramitação do caso. A debandada irritou Maia, que prometeu não votar mais nenhuma MP do presidente. As informações são de O TEMPO.

A crise se acirrou ainda mais no fim de semana, quando a “Folha de S.Paulo” divulgou vídeos da delação do doleiro Lúcio Funaro citando Temer. O material já estava disponível no site da Câmara desde o fim de setembro. O episódio gerou trocas de acusações públicas entre Maia e o advogado de Michel Temer.

Segundo o Poder 360, o democrata tem sido procurado por colegas que avisam: “Votei para salvar o Temer (na primeira denúncia) porque você me pediu. Agora, não sei se vai dar”. Diante da ameaça, Maia fica em silêncio e não reitera o pedido em prol do presidente.

Planos. Ainda de acordo com o site de notícias, Maia já faz planos para o caso de a denúncia ser aceita pela Câmara e Temer ser afastado do mandato, o que colocaria o democrata na cadeira da Presidência. O deputado admite para interlocutores que mudaria todo o Palácio do Planalto. O atual secretário geral de Temer, Moreira Franco, seria mantido, mas em um cargo que não estivesse diretamente ligado à Presidência. Já o titular da Casa Civil, Eliseu Padilha, “estaria 100% fora” num eventual novo governo, segundo o Poder 360.

Os dois ministros, além de Antonio Imbassahy (PSDB, que cuida da articulação política), são os principais alvos de queixas de aliados do Planalto.

Maia também já estaria em contato com velhos caciques da política, como o ex-presidente José Sarney, para discutir o “day after” de eventual queda de Temer.

Na terça-feira (16), o presidente da Câmara disse que a polêmica dos vídeos de Funaro “está superada” e que até “ajudou a garantir o andamento da denúncia” na Casa, como quer o Planalto. Maia afirmou que “nada afeta” sua relação com Temer e que apenas reagiu à declaração da defesa do presidente, que havia chamado “criminoso vazamento” a divulgação dos vídeos da delação do doleiro apontado como operador de propinas do PMDB.

Visita ao Chile

Adiada. Maia decidiu adiar a viagem para o Chile que faria nesta quarta-feira (18), dia da votação da denúncia contra Temer na CCJ. Segundo interlocutores do democrata, a visita foi adiada por “motivos de força maior”.

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