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Jurista Miguel Reale: “O PSDB é um muro que vai acabar se tornando o seu túmulo”

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“Com essa medida, o PSDB perde consistência, ética e eleitorado. Perde o discurso”, afirmou o jurista Miguel Reale Junior, ex-ministro da Justiça no governo FHC. “O PSDB é um muro que vai acabar se tornando o seu túmulo”, completou ele, que já foi deputado federal e atuou como professor universitário.

Segundo o jurista, a permanência do PSDB no governo Temer nada mais é do que um acordo que visa evitar mais desgastes ao senador e presidente afastado do partido Aécio Neves (MG), ameaçado de ser preso e de ter o mandato cassado no Senado.

“Essa história de que ‘está se olhando para o Brasil, para a necessidade das reformas, é só uma desculpa. Uma mão lava a outra. O presidente precisa de apoio. Além disso, há interesses de aliança eleitoral”, afirmou Reale Junior, segundo informações do jornal Folha de São Paulo.

O ex-tucano reagiu às declarações de tucanos de que novas denúncias contra Temer virão e que será necessário o partido rever posição. “É cansativo isso. Estou indignado com esse posicionamento do partido pelo qual tanto lutei”, afirmou.

Reale Junior afirmou que não pretende se filiar a mais nenhum outro partido “Não tem nenhum outro [partido] que mereça a minha participação]”, disse. Sobre entrar com um pedido de impeachment contra Temer, ele afirmou que não pretende tomar a medida. “Já fiz o bastante.”

O PSDB nacional informou que ainda não recebeu nenhum pedido de desfiliação por parte de Miguel Reale Junior. O presidente do diretório municipal do PSDB em São Paulo, Mário Covas Neto, lamentou a decisão, mas afirmou que compreende o que leva o jurista a esse “desgosto”.

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