Ibovespa opera em alta e dólar volta a ultrapassar R$ 5,45; euro está acima de R$ 5,90

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Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, abriu as negociações do dia com o Ibovespa, principal índice do mercado de ações do Brasil, em leve alta, mantendo o patamar de 80 mil pontos. Pouco tempo após a abertura, atingiu a máxima do dia, em 81 mil pontos.

O patamar de R$ 5,40 foi atingido na quarta-feira, 22, pela primeira vez. A valorização da moeda dos Estados Unidos é superior a 35%. A primeira vez que os 30% de variação foram alcançados foi em 18 de março, quando a barreira de R$ 5,20 foi quebrada. Desde então, o real tem sofrido forte depreciação, se mantendo, se não acima de 30%, próximo a ele.

euro também tem se valorizado muito frente ao real. Nesta quinta, a cotação está em R$ 5,93, uma valorização também superior a 30% em relação ao início do ano. Para se ter uma ideia, o valor da moeda oficial da União Europeia era de R$ 4,50 no primeiro dia de 2020. No pregão desta quinta, inclusive, a moeda europeia atingiu seu máximo histórico nominal. Ambas as moedas atingiram R$ 5 de cotação em março deste ano.

Mercados internacionais

As Bolsas de Ásia e Europa ensaiam um segundo dia consecutivo de altas após, no começo da semana, terem despencado por conta do colapso de preços do petróleo, cotado de maneira negativa (-US$ 37,63) pela primera vez na história.

Neste momento, a commodity, mesmo que ainda muito barata, se recupera do giganesco recuo. O índice WTI, negociado em Nova York, nos Estados Unidos, que ficou negativado, estava em US$ 15,28, por volta das 5h, no horário de Brasília, desta quinta-feira, 23. Já o Brent, cotado em Londres, na Inglaterra, estava, no mesmo horário, em US$ 21,97.

Mercado de olho

Dados de atividade fracos na Europa limitam uma melhora das bolsas da região e dos futuros de Nova York com mais um dia de alta acentuada do petróleo. Os índices de gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro, Alemanha e Reino Unido atingiram as mínimas históricas e o PMI dos Estados Unidos será monitorado de perto, juntamente com os pedidos de auxílio-desemprego.

No Brasil, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, fica no foco, com sua participação em mais um evento de um grande banco fechado à imprensa.

*Estadão

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