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‘Está faltando um pedaço de mim’, diz mãe do campeão mundial de jiu-jítsu

“Você foi um presente de Deus na minha vida. Vou sentir tanto sua falta, tá faltando um pedaço de mim. Te amo eternamente, filho amado. Guardarei as lembranças boas que foram muitas”, desabafou Fátima, em postagem ilustrada com um desenho de Lo subindo em uma corda em direção às nuvens, enquanto é aplaudido

O atleta será enterrado nesta segunda-feira, no Cemitério do Morumby, na zona sul de São Paulo. O velório começou por volta das 8 horas da manhã, conforme informou a administração do cemitério. Ele foi baleado na cabeça durante um show de pagode no Clube Sírio, na zona sul da cidade, na madrugada de domingo, por um policial militar de folga, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-SP). Lo foi levado para o Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya, no Jabaquara, onde teve a morte cerebral confirmada pela família.

Lo nasceu no dia 11 de maio de 1989, na zona oeste da capital, e iniciou em seu esporte preferido com 14 anos, sob a tutela do professor Cicero Costha, no Projeto Social Lutando pelo Bem. Foi ali que alcançou a sua faixa preta, mas já competia antes mesmo da especialização. O cartel de Leandro é incrível: 268 vitórias e apenas 39 derrotas, sendo somente dez delas por finalização. Na Copa Pódio, manteve uma invencibilidade por dois anos, entre 2011 e 2013.

O caso

O policial militar Henrique Otávio Oliveira, de 30 anos, se entregou à Corregedoria da PM no fim da tarde de domingo, após ter a prisão decretada pela morte de Lo.

Ivã Siqueira Júnior, advogado do atleta, relatou, com base no depoimento de testemunhas, que a discussão começou quando o PM, durante o evento, foi em direção à mesa em que o lutador e outros amigos estavam e começou a mexer nas bebidas. Como reação à insistência do policial, Lo aplicou um golpe de jiu-jítsu para imobilizá-lo. “Nesse momento, o rapaz levantou, deu a volta e deu um tiro na cabeça do Leandro”, disse Ivã Siqueira. O policial ainda teria chutado a vítima duas vezes quando ela estava no chão.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirmou que a PM “lamenta o ocorrido” e abriu uma apuração administrativa para investigar o caso. O policial foi levado para o presídio militar Romão Gomes.

Estadão Conteúdo

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