Discutir rompimento na convenção é ‘amesquinhar o PSDB’, diz Aloysio

Aloysio Nunes

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse nesta quinta-feira, 30, que a convenção do PSDB, no próximo dia 9, deve se concentrar apenas na eleição do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para comandar o partido, e não no rompimento com o governo de Michel Temer. “Colocar esse tema agora na pauta é amesquinhar o PSDB”, argumentou o chanceler.

Um dia depois de o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, ter dito que “o PSDB não está mais na base de sustentação do governo”, Aloysio afirmou, em tom de ironia, que o colega provavelmente conheceu uma ata “nunca vista” de reunião dos tucanos. “Até onde eu sei, a decisão da Executiva Nacional do partido de apoiar o governo Temer nunca foi revogada”, insistiu ele, que é vice-presidente do PSDB. “Se o Padilha tiver ata de alguma reunião da qual eu não tenha participado, gostaria de saber. Talvez eu tenha cochilado”, provocou.

Aloysio participou nesta quinta do início de um encontro da Executiva e depois foi chamado ao Palácio do Planalto pelo presidente. Desde que Alckmin disse que, se dependesse dele, o PSDB nunca teria entrado na equipe de Temer, as relações do governador com o Palácio do Planalto azedaram. N sábado, 2, Temer conversará com Alckmin – potencial candidato do PSDB à Presidência – e há uma expectativa de que seja definido ali um roteiro para uma “saída negociada” do partido. As informações são de O Estado de São Paulo.

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