Desembargador manda soltar ex-governador do MS preso pela PF

O desembargador Paulo Fontes, do Tribunal Regional da 3ª Região, determinou nesta quarta-feira a soltura do ex-governador do Mato Grosso do Sul André Puccinelli (PMDB) e do filho dele, o advogado André Puccinelli Filho. Ambos foram alvo de um mandado de prisão preventiva na terça-feira, durante operação da Polícia Federal (PF) que investiga o desvio de R$ 235 milhões em obras públicas no estado.

Em seu despacho, o desembargador argumenta que a investigação fala de supostos crimes ocorridos entre 2006 e 2013 e que não houve registro que, desde então, os dois investigados tenham tentado atrapalhar a apuração policial. Ainda segundo ele, em maio, quando Puccinelli foi alvo de outra operação da PF, a Justiça já havia decidido que ele poderia ficar em liberdade.

A prisão do ex-governador e do filho dele ocorreram no âmbito da Operação Papiro de Lama, que, de acordo com a PF, investiga desvios de recursos públicos por meio do direcionamento de licitações, superfaturamento de obras e aquisição fictícia ou ilícita de produtos em troca do recebimento de propina. As informações são de O Globo.

De acordo com os investigadores, Puccinelli aproveitou-se da venda de livros de Direito Constitucional de seu filho para lavar dinheiro do esquema de corrupção.

A investigação é baseada na delação premiada do pecuarista Ivanildo da Cunha Miranda, que confessou atuar como operador do ex-governador. Em seu acordo de colaboração com a Justiça, Miranda relata que a JBS pagou a Puccinelli US$ 20 milhões de propina em 2012. Ele disse que levou parte desse dinheiro em uma caixa de isopor dentro de um avião de São Paulo a Mato Grosso do Sul.

O advogado Renê Siufi, que defende o ex-governador, afirma que Puccinelli nunca recebeu propina.

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