Bolsonaro volta a criticar metodologia do IBGE para medir desemprego no país

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Foto: Reprodução TV

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a metodologia adotada pelo IBGE para medir a taxa de desemprego no Brasil. Em entrevista concedida na noite desta segunda-feira à TV Record, durante visita a Jerusalém, o presidente afirmou que o método utilizado para verificar o número de desocupados no país não corresponde à realidade. Segundo ele, “parecem índices feitos para enganar a população”.

Em outubro do ano passado, na condição de presidente eleito, Bolsonaro já havia classificado a metodologia de cálculo de desemprego do IBGE como “farsa” . Na ocasião, após fala de Bolsonaro, o IBGE disse que a pesquisa de desemprego segue padrões internacionais.

Na entrevista desta segunda-feira, Bolsonaro voltou a criticar o fato de que beneficiários do Bolsa Família não são considerados desempregados. E afirmou que, quando há aumento na procura por emprego, o desemprego sobe.

— Como é feita hoje em dia a taxa? Leva-se em conta quem está procurando emprego, só quem está procurando emprego. Quem não procura emprego, não é tido como desempregado (…). Então, quando há uma pequena melhora na questão do emprego no Brasil, essas pessoas que não estavam procurando emprego, procuram, e, quando procuram e não acham, aumenta a taxa de desemprego. É uma coisa que não mede a realidade. Parecem índices que são feitos para enganar a população  — afirmou Bolsonaro.

Os números mostram, porém, que o aumento do desemprego em fevereiro, quando a taxa subiu para 12,4% e o total de desempregados voltou a superar 13 milhões, não foi provocado por uma maior procura por vagas.

Pelo contrário: o número de brasileiros desalentados, ou seja, que estão disponíveis para trabalhar, mas, por algum motivo, deixaram de buscar emprego, aumentou para 4,85 milhões, um patamar recorde, segundo a mais recente pesquisa do IBGE sobre o tema, de fevereiro.

Além disso, o número de brasileiros fora da força de trabalho, ou seja, que não estão nem empregados nem buscando emprego, também é recorde: 65,7 milhões.

Segundo o presidente, a metodologia usada pelo IBGE não é a mais correta.

— Quem gera emprego é o setor privado.Tenho dito aqui, fui muito criticado, e volto a repetir: não interessam as críticas. Eu tenho de falar a verdade. Com todo respeito ao IBGE, essa metodologia, em que pese ser aplicada em outros países, não é a mais correta.

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