Rondas de fiscalização ao cumprimento do decreto de isolamento social serão diárias, diz governadora do RN

Governadora Fátima Bezerra concedeu entrevista coletiva sobre novo decreto de enfrentamento à Covid-19 — Foto: Reprodução

As forças segurança do Governo do Rio Grande do Norte vão realizar ações diárias para fazer cumprir o decreto publicado nesta quinta-feira (4), que aumenta as medidas de isolamento social para evitar o contágio da Covid-19. A informação foi concedida pela governadora Fátima Bezerra (PT), durante entrevista coletiva. “Haverá ronda nos comércios e bairros”, afirmou.

Segundo a chefe do Poder Executivo potiguar, operações como a que aconteceu nesta quinta bairro do Alecrim, maior centro comercial de Natal, serão diárias. Durante essa a fiscalização, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros determinaram o fechamento de lojas, camelôs e outros estabelecimentos não essenciais.

A governadora alega que a renovação do decreto e ampliação das restrições se dão pelo fato de as taxas de isolamento social terem caído no mês de maio, implicando no crescimento da taxa de contágio do novo coronavírus e consequente maior ocupação dos leitos hospitalares.

“Trabalhamos na confiança de que as medidas serão cumpridas, até porque temos encontrado adesão em nossos diálogos com empresários, com trabalhadores e prefeitos”, declarou.

Durante a coletiva, Fátima Bezerra também disse que a retomada das atividades econômicas, marcada para o dia 17 de junho, só será possível se o estado alcançar maiores índices no isolamento e diminuir a ocupação dos leitos. Além disso, ela diz que é necessário reduzir também a taxa de contágio do vírus. Segundo a governadora, caso isso não ocorra, novas datas serão pensadas.

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Testes da vacina de Oxford começam na semana do dia 15 de junho no Brasil

O Brasil foi um dos países escolhidos para testar a eficácia da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford contra o novo coronavírus. O procedimento foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa) e testará 5 mil voluntários no país.

O VivaBem conversou com a professora que liderou a articulação para a vinda dos testes ao Brasil, Sue Ann Costa Clemens, chefe do Instituto de Saúde Global da Universidade de Siena, pesquisadora do Crie (Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais) da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) e consultora sênior da Fundação Bill & Melinda Gates para o desenvolvimento de vacinas.

Segundo Clemens, os voluntários ainda serão recrutados e os testes deverão começar na semana do dia de 15 de junho. A chegada das doses, entretanto, depende de quando elas conseguirão desembarcar do Reino Unido, uma vez que os voos estão circulando em número reduzido.

Abaixo, você confere a entrevista completa.

VivaBem: Como funciona a vacina de Oxford?

Sue Ann Costa Clemens: A vacina utiliza um vírus não replicante e não infeccioso que carrega uma parte do coronavírus modificado e não infeccioso, uma proteína. Essa plataforma é conhecida como vetor viral recombinante, ou seja, combina dois vírus não infectantes e modificados.

Ela vem sendo usada por diferentes farmacêuticas, especialmente para combater surtos virais, como Ebola e Mers, e inclusive está sendo usada para o combate ao coronavírus.

A vacina de Oxford usa como vetor o adenovírus como esse cavalo de Troia que esconde dentro essa proteína do coronavírus. Quando ela é injetada no ser humano, o sistema imunológico promove uma resposta imune à essa proteína que estava escondida dentro do vetor, levando à produção de anticorpos e de outras células de defesa capazes de proteger o indivíduo da covid-19.

Qual fase dos testes será feita no Brasil?

Já estamos na fase três. Estamos muito orgulhosos. É o primeiro país, além do Reino Unido, no mundo a começar a fase três.

Já fizemos a fase pré-clínica, feita em modelos animais que se assemelham ao humano. Foi testada em ratos, furões e macacos e se mostrou segura. Aí passamos para a fase clínica. Na fase 1, testados o produto em adultos saudáveis, que têm respostas imunológicas mais fortes, e vimos as reações.

Depois, passamos para a fase dois, para analisar a imunogenicidade. Até, por fim, chegar à fase três, para testar a eficácia do produto, se ele realmente protege e imuniza.

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Comitê Científico do Nordeste recomenda pela segunda vez lockdown em Natal e Mossoró

Neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis é o coordenador da Comissão Científica do Consórcio do Nordeste — Foto: Divulgação/Campus Party Brasil

A Comissão Científica do Consórcio do Nordeste para o combate à Covid-19 recomendou que seja realizado um lockdown em Natal e Mossoró, no Oeste potiguar. A recomendação foi entregue na segunda-feira (1º), segundo o neurocientista Miguel Nicolelis, coordenador da comissão.

A medida já havia sido sugerida pela Comissão no mês passado e foi novamente orientada agora. O “lockdown” é a maior restrição possível na atuação contra a doença. Esse tipo de recurso já foi adotado em regiões da Itália, Espanha e China, entre outros países, além do estado do Maranhão e cidades do Pará e Ceará. Trata-se de um bloqueio total da operação quaisquer atividades, com exceção das essenciais.

Nicolelis explica que a Comissão Científica se baseou, para fazer a recomendação, na taxa de ocupação dos leitos, que é superior a 80%, na crescente curva de infectados e mortes provocadas pelo novo coronavírus, e nos baixos índices de cumprimento do isolamento social por parte da população.

A orientação da comissão foi entregue às prefeituras de cada cidade e ao Governo do Estado. Apesar de, neste momento, a recomendação se restringir a Natal e Mossoró, Nicolelis adiantou que, nas últimas 24h, a situação também se agravou em Parnamirim, São Gonçalo do Amarante e Macaíba, todas na Região Metropolitana.

Para Miguel Nicolelis, o Governo Federal não se aproximou de Estados e Municípios para dar condições financeiras para que as pessoas fiquem em casa. A situação se agravou e o momento é, para o neurocientista, de enrijecer as regras de distanciamento social.

Nicolelis disse também que os cientistas da comissão do Consórcio do Nordeste não conseguem enxergar ainda o pico da pandemia no Rio Grande do Norte. “Claramente os dados apontam, em qualquer matriz de risco do mundo, para o momento de lockdown”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de flexibilização das normas de isolamento e possível reabertura do comércio na capital e em Mossoró, Miguel Nicolelis reforçou que o cenário não aponta para esse tipo de medida. “Não é momento para abrir o comércio de forma alguma, seria contraproducente”.

G1 RN

Projeto de lei que autoriza telemedicina veterinária será arquivado

O projeto foi retirado de pauta a pedido de seu autor, Wellington Fagundes

Foi retirado da pauta do Senado o projeto de lei que autoriza a medicina veterinária a distância durante a pandemia de covid-19. O PL 1.275/2020, que seria votado nesta quarta-feira (3), foi retirado definitivamente a pedido do autor, senador Wellington Fagundes (PL-MT). O projeto será arquivado.

Além de autorizar a telemedicina veterinária, o projeto elenca as atividades dos médicos veterinários consideradas essenciais durante o período de calamidade pública. Entre elas estavam a prática clínica, o trabalho de peritos da área em questões judiciais e a direção de hospitais para animais, de laboratórios de medicina veterinária e de serviços de inseminação artificial.

No relatório em que recomendava a aprovação desse texto com emendas, o senador Elmano Férrer (Podemos-PI) cita o decreto do governo que já havia reconhecido o caráter essencial das atividades dos veterinários. Para Elmano, apesar de a classificação já ter sido feita nesse decreto, a consignação em lei contribuiria para prover segurança jurídica à continuidade dessas atividades durante a pandemia.

Fonte: Agência Senado

Cobertura de quimioterapia de uso oral em casa pode se tornar obrigatória; texto vai à Câmara

Sessão deliberativa remota (SDR) do Senado Federal realizada a partir da sala de controle da Secretaria de Tecnologia da Informação (Prodasen). Ordem do dia.   Na pauta, discussão, em turno único, de dois (02) projetos de lei: PL 1.291/2020, que torna essenciais os serviços de combate e prevenção à violência doméstica durante a pandemia de covid-19; e PL 6.330/2019, que obriga cobertura de tratamento domiciliar de uso oral contra o câncer.   O PL 1.275/2020, que constava na ordem do dia de hoje, foi retirado da pauta.   Senador Romário (Podemos-RJ) em pronunciamento via videoconferência.  Foto: Leopoldo Silva/Agência Senado

Planos de saúde poderão ser obrigados a cobrir quimioterapia de uso oral registrado na Anvisa para portadores de câncer. Em sessão remota nesta quarta-feira (3), o Senado aprovou o Projeto de Lei (PLS) 6.330/2019, que amplia o acesso a tratamentos antineoplásicos domiciliares de uso oral para usuários de planos de assistência à saúde. Aprovado por unanimidade por 74 votos, o projeto será encaminhado à Câmara dos Deputados.

Os antineoplásicos são medicamentos utilizados para destruir neoplasmas (massa anormal de tecido) ou células malignas, como câncer, e tem como finalidade evitar ou inibir o crescimento e a disseminação de tumores.

O PLS 6.330/2019 revoga a regra que condiciona a cobertura dos tratamentos antineoplásicos ambulatoriais e domiciliares de uso oral, os procedimentos radioterápicos para tratamento de câncer e hemoterapia, além dos medicamentos para controle de efeitos adversos e dos adjuvantes da quimioterapia oncológica, à publicação, pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, elaborados após serem ouvidas as sociedades médicas de especialistas da área.

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Queimado: Vereador de Parnamirim crítica politicagem de Taveira e denuncia falta de estrutura de hospital inaugurado dia 1°

Com informações de Flávio Marinho

Um Hospital de Campanha feito às pressas para desafogar o atendimento de uma UPA, sem equipamentos adequados para o tratamento dos pacientes acometidos pela covid. Pelo menos é assim que avalia o vereador de Parnamirim Paulão Júnior (Solidariedade).

Segundo ele, apesar de ter sido inaugurado nessa segunda-feira, o Hospital de Campanha de Parnamirim, tão festejado pelo prefeito Rosano Taveira, “está mais para um spa”, por não ter, na opinião de Paulão, equipamentos adequados para prestar assistência à população.

De acordo com o vereador, o objetivo de Taveira foi tão somente dar uma resposta política aos eleitores. “O hospital não foi aberto nem a metade e muito menos com estrutura adequada (sic)”, disse o vereador, referindo-se ao fato de, logo após ter sido inaugurado, o hospital ter recebido pacientes da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Nova Esperança, que precisou fechar as portas no fim de semana por causa da superlotação.

FOTO: REPRODUÇÃO/REDES SOCIAIS

Para Paulão, se depender da gestão municipal, infelizmente a coisa só tem a piorar. “Esse hospital está mais para um spa. A população não quer ir para lá se deitar e curtir o ar condicionado. A população quer ser tratada desse vírus, desse caos que está acontecendo”, argumentou.

O vereador condenou, também, a distribuição de jetons e gratificações para auxiliares do prefeito Rosano Taveira e denunciou que o gestor municipal tem nomeado cargos comissionados para fazer “politicagem”.

Paulão Júnior criticou ainda o fato de a secretária municipal de Saúde, Terezinha Rêgo, e outros integrantes da pasta estarem recebendo gratificação de 20% sobre os salários por causa da Covid-19.

O aumento temporário nos salários foi aprovado pela Câmara Municipal e tinha o objetivo de premiar servidores da saúde que estão na linha frente do combate à pandemia. Apesar disso, de acordo com Paulão Júnior, alguns profissionais da saúde não têm recebido, a despeito de a secretária já ter ganhado o adicional.

“Enquanto falta dinheiro para tudo, não falta dinheiro para jetons aos secretários. Não falta dinheiro para nomear cargos comissionados por causa de politicagem, coisa que ele prometeu que não iria fazer na gestão dele”, afirmou o vereador.

Inaugurado na segunda, o Hospital Municipal de Campanha de Parnamirim terá 44 leitos em seu funcionamento pleno (de início, são 14), sendo duas salas de estabilização. Por não ter leitos de UTI, o local está preparado apenas para receber pacientes com quadros leves ou moderados da Covid-19. As salas de estabilização serão usadas para preparar pacientes que precisarem aguardar transferência para UTI.

Caixa libera saque da 2ª parcela do auxílio a quem nasceu em maio

Auxílio Emergencial: Caixa explica processo de análise

Aproximadamente 2,7 milhões de brasileiros nascidos no mês de maio já podem sacar, a partir desta quinta-feira (4), a segunda parcela do auxílio emergencial de R$ 600 em agências da Caixa Econômica ou nas casas lotéricas de todo o País.

De acordo com a Caixa Econômica Federal, a liberação vale neste momento para todos aqueles beneficiários que receberam o primeiro pagamento até o dia 30 de abril.

O saque da segunda parcela do benefício também segue disponível os beneficiários que fazem aniversário entre os meses de janeiro e abril, que tiveram os recursos liberados nos últimos dias.

Caso não efetivem o saque, os aniversariantes dos cinco primeiros meses do ano ainda podem sacar os valores até o final do calendário, que se encerra no dia 13 de junho.

Diferentemente do que aconteceu durante o saque da primeira parcela, a Caixa alterou o pagamento para um grupo de aniversariantes por dia com o objetivo de evitar filas e aglomerações.

A medida limita os desembolsos a cerca de 2,5 milhões por dia. Ao todo serão pagos cerca de 30 milhões de trabalhadores informais, desempregados, microempreendedores individuais, intermitentes e toda população de baixa renda que receberam a primeira parcela até 30 de abril.

Também foi estabelecida uma parceria entre a Caixa e as empresas Cielo e GetNet para que os beneficiários auxílio emergencial conseguirem do realizar compras e pagar contas apenas com o uso do aplicativo, sem a necessidade de retirar os recursos do banco.

Confira o calendário de saques da segunda parcela do auxílio emergencial:

Nascidos em janeiro – 30 de maio (2,6 milhões)
Nascidos em fevereiro – 1º de junho (2,4 milhões)
Nascidos em março – 2 de junho (2,7 milhões)
Nascidos em abril – 3 de junho (2,6 milhões)
Nascidos em maio – 4 de junho (2,7 milhões)
Nascidos em junho – 5 de junho (2,6 milhões)
Nascidos em julho – 6 de junho (2,6 milhões)
Nascidos em agosto – 8 de junho (2,6 milhões)
Nascidos em setembro – 9 de junho (2,6 milhões)
Nascidos em outubro – 10 de junho (2,6 milhões)
Nascidos em novembro – 12 de junho (2,5 milhões)
Nascidos em dezembro – 13 de junho (2,5 milhões)

R7

 

Covid-19: Saúde já investiu R$ 1 bi na habilitação de leitos de UTI

Desde o início de abril, o Ministério da Saúde investiu R$ 1 bilhão na habilitação de 7.441 leitos de UTI, sendo 231 de UTI pediátrica, voltados exclusivamente para o atendimento de pacientes com a covid-19, em todo o país, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse recurso já foi liberado, em parcela única, aos estados, municípios e o Distrito Federal e é direcionado ao custeio desses leitos pelos próximos 90 dias ou enquanto durar a pandemia.

De acordo com o ministério, na semana que compreende os dias 20 a 28 de maio, a pasta habilitou mais 1.299 leitos, sendo seis deles de UTI pediátrica, ao custo de R$ 187 milhões. Desse total, 976 receberam habilitação na quinta-feira (28) da semana passada.

As portarias que autorizaram o repasse dos recursos foram publicadas no Diário Oficial da União e contemplaram nove estados: Bahia (47), Distrito Federal (95), Espírito Santo (77), Minas Gerais (20), Mato Grosso do Sul (10), Paraíba (63), Rio de Janeiro (436), Santa Catarina (125) e São Paulo (426). O gestor recebe o recurso mesmo que o leito não seja utilizado.

O pedido de habilitação para o custeio dos leitos a pacientes com covid-19 é feito pelas secretarias estaduais ou municipais de saúde, que garantem a estrutura necessária para o funcionamento dos leitos. O ministério, por sua vez, garante o repasse de recursos destinados à manutenção dos serviços, diz a pasta.

No início de abril o ministério publicou a Portaria nº 568, que dobrou o valor do custeio diário dos leitos UTI Adulto e Pediátrico de R$ 800 para R$ 1,6 mil, em caráter excepcional, exclusivamente para o atendimento dos pacientes com coronavírus.

*Com informações do Ministério da Saúde

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