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Prisão de Roberto Jefferson repercute na política; veja reações

Ex-deputado Roberto Jefferson é preso pela Polícia Federal no inquérito das milícias digitais | Política | G1

A prisão do ex-deputado e presidente nacional do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) Roberto Jefferson nesta sexta-feira (13) movimentou o mundo político, já que sua detenção se deu, em decisão do ministro Alexandre de Moraes, por suposta participação nos esquemas de “milícias digitais” que atentariam contra a democracia.

Até a tarde de sexta, a notícia havia causado forte reação do núcleo próximo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), principalmente por meio de mensagens publicadas pelos seus filhos e por parlamentares da base governista nas redes sociais. A filha de Jefferson, Christiane Brasil, chegou a criticar o presidente pelo silêncio. Bolsonaro, porém, ainda não se manifestou oficialmente.

Do outro lado, políticos da oposição celebraram o ato de Moraes. Até mesmo o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, comentou sobre o fato em seu perfil no Twitter.

No poder Executivo, o vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que apesar do ministro ter “certa prorrogativa” em buscar a prisão, ele considerava “essa história de prender […] meio complicado”, afirmou rapidamente a jornalistas.

“Eu tenho visto aí que o ex-deputado Roberto Jefferson faz as criticas aí, que você pode colocar como pesadas. Se o camarada se sente ofendido, acho que ele tem que buscar o devido processo. O ministro Alexandre de Moraes tem uma certa prerrogativa aí, e essa história de mandar prender, eu acho que é meio complicado isso aí”, disse Mourão. Assista:

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) escreveu que “a democracia, essa balela de Estado democrático de direito, já não estão sob ameaça, estão sob ataque intenso mesmo”. O parlamentar foi acompanhado de posicionamento similar vindo de Carla Zambelli (PSL-SP), deputada da base governista. “Apagaram as contas do Roberto Jefferson nas redes sociais. Daniel Silveira continua preso. Não existe mais Estado de Direito no país”, escreveu.

Uma das mensagens de apoio a Roberto Jefferson veio de sua filha, Christiane Brasil, que também criticou o presidente Jair Bolsonaro sem mencioná-lo diretamente por supostamente “não fazer nada”: “Estão prendendo os conservadores e o bonito não faz nada? O próximo será ele! E se não for preso, não vai poder sair nas ruas já já!”, escreveu.

O partido presidido por Jefferson também manifestou-se em nota oficial: “O PTB foi surpreendido com mais uma medida arbitrária orquestrada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Este é mais um triste capítulo da perseguição aos conservadores”, escreveram.

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Após prisão de aliado, Bolsonaro afirma que vai pedir ao Senado abertura de processos para impeachment dos ministros Moraes e Barroso

Presidente Jair Bolsonaro em cerimônia oficial no Palácio do Planalto

Após a prisão do seu aliado Roberto Jefferson na sexta-feira, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o presidente Jair Bolsonaro voltou a fazer ataques aos ministros da Corte neste sábado, em uma publicação em rede social, e afirmou que vai apresentar ao Senado na próxima semana um pedido para abertura de processos contra Moraes e contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Luís Roberto Barroso.

Os ataques são feitos no momento em que o presidente da República é alvo de quatro inquéritos no  Supremo Tribunal Federal (STF) e um no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por interferência na Polícia Federal, escândalo da Covaxin, ataques à urna eletrônica e vazamento de inquérito sigiloso da PF.

Na publicação, Bolsonaro volta a subir o tom e faz ameaças de “ruptura institucional”.

“De há muito, os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, extrapolam com atos os limites constitucionais. Na próxima semana, levarei ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, um pedido para que instaure um processo sobre ambos, de acordo com o art. 52 da Constituição Federal”, escreveu Bolsonaro.

Esse artigo prevê que cabe ao Senado julgar crimes de responsabilidade de ministros do Supremo, o que poderia significar a perda dos seus cargos. Desde a promulgação da Constituição, este instrumento nunca foi usado pelo Senado.

Prosseguiu Bolsonaro: “O povo brasileiro não aceitará passivamente que direitos e garantias fundamentais (art. 5º da CF), como o da liberdade de expressão, continuem a ser violados e punidos com prisões arbitrárias, justamente por quem deveria defendê-los”.

Moraes ordenou a prisão de Roberto Jefferson sob suspeita de dez crimes, após pedido da Polícia Federal, que detectou a atuação do ex-deputado em ataques e ameaças às instituições democráticas.

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