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Depoimento de dono da Precisa, que obteve direito de ficar em silêncio, é adiado

Senadores integrantes da CPI da Pandemia conversam com a imprensa sobre as ações da comissão.   Relator da CPIPANDEMIA, senador Renan Calheiros (MDB-AL).   concede entrevista.  Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A CPI da Pandemia adiou o depoimento do empresário Francisco Emerson Maximiano, sócio-administrador da Precisa Medicamentos. A audiência estava prevista para esta quinta-feira (1º), mas, depois que a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Rosa Weber concedeu a Maximiano, o direito de ficar em silêncio na CPI, o presidente da comissão, senador Omar Aziz (PSD-AM), anunciou a alteração do cronograma, confirmando o depoimento do representante da Davati Medical Supply, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que denunciou a cobrança de propina para vender vacinas da AstraZeneca ao Ministério da Saúde, para esta quinta.

A Precisa é responsável por um contrato com o Ministério da Saúde para aquisição da vacina indiana Covaxin — que não tem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Na semana passada, o servidor do ministério Luis Ricardo Miranda disse à CPI que vinha sendo pressionado para fazer o pagamento de uma fatura referente à negociação que continha várias irregularidades.

Para o relator da CPI, senador Renan Calheiros (MDB-AL), a comissão já virou a página do “negacionismo ideológico” do governo em relação à pandemia e agora terá como foco as acusações de irregularidades na compra de vacinas.

— Esta comissão começou investigando o negacionismo ideológico, que por si só já seria um grave crime contra a humanidade, e agora nos deparamos com esse câncer da corrupção. É pior. Isso precisa ser investigado e punido exemplarmente.

Renan avaliou que o caso da Covaxin tem importância especial porque há indícios da participação direta do presidente Jair Bolsonaro, que manifestou interesse desde cedo pela vacina indiana. Bolsonaro chegou a enviar uma carta ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, para manifestar o interesse do Brasil pelo imunizante.

— Como todos sabem, o envolvimento do presidente não é por prevaricação, é porque ele teria participado, desde o primeiro momento, das negociações da Covaxin.

O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que a investigação sobre o caso Covaxin pode abrir portas para que a CPI identifique diferenças nos esforços do governo para a aquisição de vacinas que se manifestem dependendo do fornecedor.

— Está claro que o comportamento do governo em relação à compra de vacinas através de intermediários era muito mais ágil e, quando é para comprar diretamente dos laboratórios, a dificuldade é muito grande. O governo boicotou muito a vinda da CoronaVac, da Pfizer, demorou muito. Nós iremos investigar.

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