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Médico de Assu passa remédio que chega a custar R$ 56 mil para paciente intubada

A Unidade Central de Agentes Terapêuticos do Rio Grande do Norte (Unicat), órgão ligado à Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap), negou a uma paciente de 51 anos de idade o acesso a um medicamento que vem sendo utilizado em caráter experimental, com resultados promissores, para tratamento de casos graves de Covid-19. O remédio é o tocilizumabe, historicamente usado para artrite reumatoide.

A paciente, diagnosticada com Covid-19, está internada desde a noite de segunda-feira (17) na UTI do Hospital Regional Nelson Inácio dos Santos, em Assu, no interior do Estado. Nesta terça-feira (18), com o agravamento do quadro, ela foi intubada e permanece ligada a um respirador pulmonar. Ela recebeu a indicação para uso urgente do tocilizumabe pelo médico Elder Freire Bezerra, coordenador da UTI do hospital, sob risco de evolução da doença. CLIQUE AQUI e leia a declaração médica.

À família da paciente, a Unicat alegou que, mesmo com a prescrição médica e a apresentação de estudos que mostram resultados promissores com o uso da droga, não pode fornecer o tocilizumabe porque a bula não prevê indicação para Covid-19. O remédio está disponível na Unicat, mas só é liberado para pacientes cadastrados e para as finalidades autorizadas pelo Ministério da Saúde (no caso, artrite reumatoide).

Em fornecedores privados, uma ampola com 200 mg do medicamento chega a custar R$ 14 mil. O preço está inflacionado por causa do aumento na procura nas últimas semanas. A paciente necessita da aplicação de quatro ampolas, totalizando 800 mg, ou seja, R$ 56 mil. A família informou ao PORTAL DA 98 FM que está viabilizando a compra de pelo menos uma ampola para não atrasar o início o tratamento, mas não dispõe de recursos financeiros para comprar todas as doses necessárias.

O PORTAL DA 98 FM entrou em contato com a Unicat na manhã desta quarta-feira e foi informado que o medicamento tocilizumabe não é autorizado para pacientes com Covid-19, mesmo com prescrição médica. Pacientes nessa condição que necessitam da droga precisam recorrer à Justiça para ter acesso ao remédio.

Em nota, a Sesap informou que o medicamento é enviado pelo Ministério da Saúde ao Rio Grande do Norte para ser fornecido apenas aos pacientes com artrite reumatoide. “O envio desse medicamento é condicionado a uma lista nominal de cada paciente. O Ministério da Saúde não reconhece o uso do medicamento e sua eficácia para o tratamento de pacientes acometidos pela Covid-19”, enfatiza o órgão.

A nota enfatiza, ainda, que “a própria fabricante reconhece que não há evidências clinicas de que ocorra melhora do quadro do paciente Covid com uso de tocilizumabe”. “Até o presente momento não há previsão de incorporação ao SUS ou uso do medicamento neste contexto pois não há indicação de uso no contexto da Covid-19”, finaliza o texto.

Justiça também nega pedido

Com a negativa da Unicat, a família procurou a Justiça. Mas, em decisão na manhã desta quarta-feira (19), o juiz federal Arnaldo Pereira de Andrade Segundo negou o pedido para obrigar o Estado a fornecer o medicamento. CLIQUE AQUI e leia a decisão.

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FAVORECIMENTO: Prefeita de Carnaubais compra material hospitalar de empresa de parente sem licitação

A prefeita de Carnaubais Marineide Diniz, está a todo vapor para enriquecer familiares e parece que vai fazer isso, mesmo que custe o seu mandato.

A empresa FC VIEIRA ODONTOLOGIA E MEDICINA LTDA que tem como proprietários, parentes próximos da prefeita, é contemplada com um valor de R$ 18.443,00 que está empenhado para reembolso de aquisição de material hospitalar para combater ao coronavírus (covid 19), destinado a equipe que trabalha na linha de frente na pandemia, nota fiscal de nº12 e 13, emitida em 19/11/2020.

Vale lembrar que nessa época em 2020, a prefeita Marineide já exercia o mandato de desde que o então prefeito Thiago Meira tinha sido cassado pela justiça. Mas no dia primeiro de dezembro de 2020, Thiago conseguiu uma liminar, voltou ao cargo e não pagou a empresa que havia sido escolhida pela prefeita Marineide.

Apesar de haver uma justificativa (Inciso II do Artigo 24 da Lei nº 8.666/93) para o valor da empresa ser contratada sem licitação, fica a dúvida se é legal e moral, supostamente favorecer parentes.

Se a participação de licitante que possua relação de parentesco com o gestor ou pessoas envolvidos no procedimento licitatório poderia incidir em ofensa aos princípios da moralidade e impessoalidade, imagine quando há a dispensa. Isso com certeza deve já estar na mira do MP, porque por muito menos Thiago Meira foi afastado do cargo.

RN contabiliza 253.101 casos confirmados e 5.890 mortes por Covid-19

RN tem 253.101 casos confirmados de Covid-19 — Foto: Anastácia Vaz/UFRN

Rio Grande do Norte tem 253.101 casos confirmados de Covid-19 desde o início da pandemia. A doença provocou a morte de 5.890 pessoas no estado. Os dados estão no boletim epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) desta quarta-feira (19).

Outros 1.214 óbitos estão sob investigação.

Atualmente, 930 pessoas estão internadas por causa da Covid-19 no RN – 659 na rede pública e 271 na rede privada (apenas 8 dos 10 hospitais privados atualizaram os dados, de acordo com a Sesap). Com 374 pacientes, a taxa de ocupação dos leitos críticos (semi-intensivo e UTIs) é de 82% na rede pública; com 146 internados, a rede privada tem 95% de ocupação.

O RN tem ainda 81.862 casos suspeitos e 495.568 casos descartados de Covid-19. O número de confirmados recuperados foi retirado do boletim. Os casos inconclusivos, tratados como “Síndrome Gripal não especificada”, seguem em 131.949.

A Sesap informa que 547.298 testes de Covid-19 foram realizados no estado até o momento, sendo 318.427 RT-PCR (conhecidos também como Swab) e 228.871 sorológicos.

Números do coronavírus no RN

  • 253.101 casos confirmados
  • 5.890 mortes
  • 81.862 casos suspeitos
  • 495.568 casos descartados

G1RN

Após Bolsonaro ter vídeos retirados do ar, governo prepara decreto que proíbe redes sociais de apagarem publicações

O presidente Jair Bolsonaro em solenidade no Planalto Foto: Alan Santos/PR

O governo Bolsonaro prepara um decreto para limitar a atuação de redes sociais no Brasil e proibir que sites e redes sociais apaguem publicações ou suspendam usuários de suas plataformas. O texto foi elaborado nas últimas semanas pela Secretaria de Cultura e recebeu parecer favorável da Advocacia-Geral da União. O decreto é uma resposta do governo à atuação das principais plataformas e, caso seja editado, pode permitir que  a propagação de informações falsas e o discurso de ódio cresça ainda mais. Nos últimos meses, publicações e vídeos do presidente Bolsonaro foram retirados do ar pelo Facebook e pelo Google sob a alegação de que propagavam informações falsas ou sem comprovação e receberam críticas do presidente. Influenciadores bolsonaristas e o presidente Donald Trump também já tiveram suas contas suspensas pelas plataformas.

Segundo o decreto, os provedores de serviço só poderão agir por determinação da Justiça ou para suspender perfis falsos, automatizados ou inadimplentes. O bloqueio de conteúdos sem decisão judicial também só poderá ocorrer em casos específicos, como nudez, apologia ao crime, apoio a organizações criminosas ou terroristas, violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente e incitação de atos de ameaça ou violência. O decreto foi encaminhado ao Palácio do Planalto e a outros ministérios na última semana.

O controle sobre as plataformas é uma das bandeiras defendidas pela ala mais radical do governo, que vê na política atual das redes sociais uma forma de censura. Recentemente, expoentes do bolsonarismo tiveram suas contas bloqueadas ou limitadas. Além disso, publicações propagando o uso de tratamentos contra a Covid-19 sem comprovação científica foram tirados do ar. Na CPI da Covid no Senado, um dos temas investigados pelos parlamentares é exatamente a forma como o presidente, seus auxiliares e até mesmo órgãos do governo usaram as redes sociais para divulgar o uso de medicamentos contra a covid-19, como a cloroquina.

De acordo com a minuta do decreto, a Secretaria Nacional de Direitos Autorais ficaria responsável por fiscalizar e apurar casos em que sites e redes sociais retirassem publicações do ar.

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