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169 mil potiguares maiores de 18 anos já sofreram violência sexual, diz IBGE; 73% são mulheres

Maioria dos registros de violência aconteceu contra mulheres — Foto: Pixabay

A Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) do IBGE apontou que 169 mil pessoas maiores de 18 anos que moram no Rio Grande do Norte atualmente já sofreram algum tipo de violência sexual durante a vida. O número representa 6,4% da população potiguar nesse grupo de idade.

O relatório com o dado consta no volume 5 da PNS de 2019, que foi publicada pelo IBGE na sexta-feira (7).

Desse total de 169 mil pessoas que já tiveram alguma violência sexual, 124 mil são mulheres, que representa 73% do total – quase três vezes o número de homens44 mil.

A pesquisa considera violência sexual quando uma pessoa for “tocada, manipulada, beijada ou teve parte do corpo expostas contra a vontade, foi ameaçada ou forçada a ter relações sexuais ou quaisquer atos sexuais contra a vontade”.

No Nordeste, o número estimado de mulheres que sofreram violência sexual é de 1,8 milhão, também três vezes maior que o de homens (612 mil).

No Brasil, essa diferença é ainda maior: de quatro vezes. Em todo o Brasil, 7,4 milhões de mulheres relataram ter sofrido esse tipo de violência, enquanto o número de homens foi de 1,8 milhão.

Violência física e psicológica

Além da violência sexual, a PNS também retratou que no Rio Grande do Norte 478 mil pessoas maiores de 18 anos já sofreram ou violência física ou psicológica no período de 12 meses anterior à pesquisa, que foi realizada em 2019. Isso equivale a 18,3% da população do estado nessa faixa de idade.

Desse total, 15,2% das pessoas deixaram de realizar suas atividades habituais em razão da violência que sofreram, aponta o IBGE. Ou seja, 73 mil potiguares.

A maioria dessas agressões foram psicológicas: 453 mil pessoas.

Isso significa que elas foram: ofendidas, humilhadas ou ridicularizadas na frente de outras pessoas; foram alvo de grito ou xingamento; sofreram ameaças, ofensas, xingamento ou tiveram suas imagens expostas sem seu consentimento por meio de mídias sociais; receberam ameaça verbal de feri-la ou alguém importante para esta pessoa a recebeu; ou teve algo destruído de propósito por outra pessoa.

Considerando apenas a violência física, foram 101 mil potiguares que relataram ter passado por uma situação desse tipo – 3,9% da população nessa faixa de idade.

G1RN

Médicos defendem despolitizar e dar liberdade a tratamento da Covid-19

Os deputados da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados ouviram nesta sexta-feira (7) médicos e especialistas favoráveis e contrários ao tratamento precoce contra a Covid-19. Mesmo tendo como base trabalhos científicos e a prática clínica, a discussão teve alguns momentos de tensão.

Apesar de divergirem sobre como prevenir e cuidar da doença, todos concordaram que é necessário despolitizar o atendimento de saúde e privilegiar a liberdade para que os médicos prescrevam o atendimento e os pacientes tenham o direito de escolher. Todos também se mostraram preocupados com a automedicação e com a prescrição de doses exageradas ou em momentos errados da evolução da doença.

O deputado Giovani Cherini (PL-RS), que solicitou a audiência pública, destacou a importância de ouvir os médicos que “estão no pé da cama”. Ele lamentou que os defensores do tratamento precoce estejam sendo censurados pela mídia e pelas redes sociais e que sejam tratados como “bandidos ou fake news”.

“É como uma disputa de time de futebol. Não defendo automedicação ou kit Covid. Hoje estamos proibidos de debater o assunto porque temos a ousadia de buscar o conhecimento de médicos e cientistas que estão no pé da cama”, afirmou Cherini.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) destacou que convidou pessoas com opiniões diferentes para participar do debate, e lamentou a desproporção entre as posições a respeito do tratamento precoce. “Em determinado momento, a arrogância substituiu o debate de conteúdo. Também acho que lugar de debater tratamento não é na política. Muito menos no Palácio do Planalto, de onde emanam imposições aos ministros, que saíram porque não tinham autonomia para prescrever protocolos”, atacou.

A deputada, que também é médica, demonstrou preocupação com a automedicação e com questionamentos à eficácia da vacina contra Covid-19. “Não acho que devamos proibir o médico de prescrever o que queira. O problema é que, quando falam que um tratamento funciona, e não precisa de receita para comprar na farmácia, as pessoas se automedicam. No desespero as pessoas compram e tomam em doses absurdas.”

Feghali: “Lugar de debater tratamento não é na política”

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Comissão discute o não cumprimento da lei do Revalida

A Comissão de Fiscalização Financeira e Controle realiza audiência pública na segunda-feira (10) para debater o não cumprimento da Lei 13.959/19, que institui o Revalida, o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos Expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira.

A audiência será no plenário 6, às 10 horas.

O debate atende requerimento dos deputados Hildo Rocha (MDB-MA) e Jorge Solla (PT-BA). Segundo os autores, a lei determina que o Revalida será aplicado semestralmente, na forma de edital a ser publicado em até 60 dias antes da realização do exame escrito. “Sabe-se que esse dispositivo da lei é flagrantemente descumprido pelo Poder Executivo, acarretando danos severos ao processo de revalidação de diplomas de medicina obtidos no estrangeiro, o que se acentua ainda mais diante do quadro de pandemia que vivemos na atualidade”, observam os deputados.

Foram convidados para o debate:

  •  o diretor de Avaliação da Educação Superior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC), Luís Filipe de Miranda Grochocki;
  • o prefeito de Aracaju e presidente da Frente Nacional de Prefeitos, Edvaldo Nogueira;
  • a consultora em saúde da Confederação Nacional dos Municípios, Carla Albert;
  • a advogada no processo de revalidação dos médicos brasileiros formados no exterior, Charliane Maria Silva; e
  • a especialista em saúde da família e residente, dra. Bruna Sousa Frazão de Almeida.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

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