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Covid-19 segue a crescer entre mais jovens e atinge população sem comorbidades

Leitos de UTI e enfermaria para Covid-19 em hospitais do interior de SP (18.dez.

 As primeiras evidências de que há uma tendência de rejuvenescimento da pandemia no Brasil foram constatadas pelas três últimas edições do boletim Observatório Covid-19, elaboradas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

O relatório divulgado no último dia 9 mostra que, entre as semanas epidemiológicas 1 (de 3 a 9 de janeiro de 2021) e 12 (de 21 a 27 de março), o crescimento das taxas de hospitalizações por Covid-19 em indivíduos das faixas etárias de 30 a 59 anos superou o aumento global, de 701,58%, que considera todas as idades, passando de 1.000% (veja quadro).

 O documento ganhou uma atualização na última quarta-feira (14), apontando uma tendência de continuidade dos níveis elevados de novos casos e mortes no Brasil ao longo de abril. O primeiro boletim, divulgado em 26 de março e que disparou o alerta, já destacava que a Covid-19 se alastrava nas faixas etárias mais jovens.

Os boletins consideram os dados de hospitalizações por Covid-19 inseridos no Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe (Sivep-Gripe). “Eles são rotineiramente atualizados, com a correção de inconsistências e inclusão de notificações ainda não realizadas para aquela semana. Daí a variação de um boletim para o outro”, explica o pesquisador do Observatório Covid-19 Raphael Guimarães.

“O destaque desses levantamentos é o registro de que o aumento do número de casos de hospitalizações por Covid-19 nas faixas de 30 a 59 anos foi maior do que o aumento da taxa global. Isso caracteriza o rejuvenescimento da pandemia”, comenta. Segundo o especialista, é possível que o próximo boletim aponte números ainda mais altos entre pessoas abaixo de 60 anos.

Internações por Covid-19
Internações por Covid-19
Foto: Arte/CNN Brasil

Pacientes sem doenças prévias

“O relatório da Fiocruz mostra também uma tendência de crescimento de casos graves nessa população, o que coincide com o que a gente observa nos atendimentos”, diz o infectologista Alexandre Naime Barbosa, chefe do Departamento de Infectologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp/Botucatu). “A impressão é de que a Covid-19 em 2021 é mais rápida, mais agressiva e leva a uma internação maior de pessoas mais novas”, analisa.

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Fátima: R$ 8 milhões para Cultura, mas sem recursos para sanitização das escolas

A governadora Fátima Bezerra (PT) anunciou nesta sexta-feira (17) que o Governo do RN vai ampliar para R$ 8 milhões os recursos disponíveis para financiar a Lei Câmara Cascudo em 2021. Este é o maior montante aplicado no projeto pelo Estado desde o seu início, há 21 anos. O dinheiro é oriundo de renúncia fiscal do ICMS de empresas que aderiram ao programa. Mas, no mesmo dia em que celebrou o “investimento” cultural, a gestora cobrou mais recursos federais para a educação, “hoje insuficientes”.

“É Lamentável que o Governo Federal não tenha assumido a liderança do processo de segurança sanitária nas escolas públicas, à mercê dos recursos obrigatórios, hoje insuficientes, e com um único repasse com foco na pandemia, o PDDE emergencial, que não atende às necessidades dos Estados e Municípios”, disse a governadora durante o lançamento da Agenda da Aprendizagem 2021-2022, que reúne os temas considerados prioritários pelos gestores da área para o biênio.

Mas, enquanto diz faltar dinheiro para Educação, a governadora decidiu abrir o cofre potiguar para os eventos culturais. “Nosso governo tem o compromisso de respeitar os artistas potiguares. Mesmo com todas as dificuldades enfrentadas no contexto da pandemia, sabemos que a Cultura é uma das principais ferramentas para o engrandecimento de um povo. É imensamente gratificante para mim ter sido autora do Projeto de Lei, quando era deputada estadual, que deu o pontapé para a criação da lei que há 21 anos incentiva o setor cultural do Rio Grande do Norte”, disse a governadora Fátima Bezerra.

Fonte: Portal Grande Ponto

Filho de lavadeira passa em 1º lugar no curso de Medicina da UFRN em Caicó: ‘É por você, mainha’

Luiz Gustavo Oliveira, de 19 anos, passou em primeiro lugar no curso de Medicina na UFRN, em Caicó — Foto: Gláucia Lima

O primeiro sinal de um aprovado no Sisu é a cabeça raspada e a testa riscada com o nome do curso. O de Luiz Gustavo de Oliveira, de 19 anos, é Medicina. E, no caso dele, representa muita superação. Além de toda a adaptação necessária em um ano de pandemia, ele contou com uma ajuda especial: a dedicação da mãe, dona Francileide Marques, que trabalha como lavadeira e também como boleira.

São cerca de 14 horas de trabalho por dia para conseguir ajudar nos estudos do filho. “Eu acordava muito cedo para lavar roupa. Lavava, passava. Quando dava umas 5h30, já soltava as roupas para ir para os bolos. Minha casa é pequena. Eu carregava a batedeira para dentro do meu quarto, cobria com um pano de prato e fechava as portas para ele não ouvir”, conta a mãe.

Por causa da dificuldade financeira dos pais, Luiz Gustavo contou com a ajuda de uma tia, que financiava os estudos dele. Em 2019, concluiu o Ensino Médio, concorreu também ao curso de Medicina, mas não passou.

No ano passado, conseguiu uma bolsa de estudos em um cursinho da cidade. Foram várias noites de sono perdidas, mas a recompensa veio. O jovem fez o Enem e atingiu 940 pontos. Com apenas 19 anos, foi aprovado em primeiro lugar no curso de Medicina da UFRN em Caicó.

Luiz Gustavo Oliveira, de 19 anos, passou em primeiro lugar no curso de Medicina na UFRN, em Caicó — Foto: Gláucia Lima

“Eu encontrava as vezes com Luiz indo de bicicleta para a escola. Eu passava de carro para ir trabalhar e achava ele no caminho”, relata o professor Rhodriggo Mendes

“Sábados, domingos, que ficava ali fazendo simulados, algo extremamente cansativo. E agora, estou colhendo os frutos. Isso é o que vem na minha mente”, diz o rapaz.

A história de Luiz Gustavo é praticamente a mesma de milhares de potiguares que tentam, através dos estudos, dar uma vida melhor aos pais.

“Minha mãe e meu pai acordam às 4h da manhã para começar a trabalhar em um trabalho que às vezes vai acabar umas 22h, 22h30. Isso é muito cansativo para ela. O mais rápido que eu conseguir tirar minha mãe dali, eu vou tirar. Essa era minha motivação. Era ver meus pais, saber que o que eles estavam fazendo era muito mais difícil do que eu estava fazendo, que era estudar”, afirma o jovem.

“É por você mainha, por você pai, vocês que trabalham muito por mim e estão orgulhosos de mim. Isso tudo é por vocês”, declarou Luiz.

“É muita felicidade, muita gratidão. Eu sabia que esse dia ia chegar”, disse Francileide. “Estou me sentindo feliz”, resumiu o pai do novo universitário, José Procópio.

G1RN

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