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Governo requisita medicamentos de intubação para o SUS e estoque de hospitais privados pode acabar em 48 horas, diz associação

A associação que representa os hospitais privados do Brasil afirma que a iniciativa do Ministério da Saúde de requisitar medicamentos da indústria usados para intubar pacientes e destiná-los ao SUS pode fazer com que eles acabem em até 48 horas em algumas instituições privadas.

O governo decidiu fazer as requisições depois de receber a informação de que os estoques do SUS poderiam terminar em 15 dias. Faltam sedativos, anestésicos e bloqueadores musculares, essenciais para instalar o tubo de oxigênio nos doentes. Sem eles, não é possível socorrer pacientes graves que estão em UTIs e precisam de ventilação mecânica. E eles podem morrer sufocados.

“Precisamos que o governo dialogue o quanto antes com o setor privado. Nossos estoques estão muito baixos e não estão sendo repostos pela indústria por conta das requisições administrativas que o ministério está fazendo nas fábricas”, afirma o diretor-executivo da Associação Nacional de Hospitais Privado (Anahp), Marco Aurélio Ferreira.

“A situação é preocupante porque os hospitais estão lotados. Alguns medicamentos podem acabar em até 48 horas”, segue ele.

Ferreira afirma ainda que uma pesquisa foi feita com os associados nesta semana. Os hospitais informaram que o estoque de medicamentos duraria de 5 a 15 dias. Com a demanda explosiva, no entanto, e o corte de fornecimento, o prazo foi reduzido.

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Vacina de Oxford é eficaz contra variante brasileira do coronavírus, diz Fiocruz

Vacina da AstraZeneca/Oxford é suspensa em países europeus após eventos  adversos — Setor Saúde

Fiocruz divulgou um comunicado nesta sexta-feira (19) afirmando que a vacina da AstraZeneca/Oxford protege contra a variante brasileira do novo coronavírus. A conclusão é de uma pesquisa que ainda não foi revisada por outros cientistas nem publicada em revista, mas está disponível online.

O estudo, que teve a colaboração de pesquisadores da Fiocruz Amazônia e do laboratório de vírus respiratórios do Instituto Oswaldo Cruz (Ioc), mostrou que a cepa identificada em janeiro em Manaus (P.1) reage ao imunizante de forma idêntica à cepa britânica (B.1.1.17).

Os pesquisadores avaliaram a capacidade da variante do Amazonas de “escapar” de diferentes tipos de anticorpos: os induzidos por vacinas, os gerados por quem já teve a infecção e os chamados anticorpos monoclonais, que são um tipo de remédio biológico.

Para isso, eles coletaram amostras de soro de 25 pessoas que receberam a dose de Oxford e de outras 25 que receberam a dose da Pfizer. O resultado foi que a P.1 não comprometeu o efeito dos imunizantes, apesar de se verificar uma pequena perda de neutralização do vírus na comparação com as cepas mais comuns.

A Fiocruz credita essas informações à médica carioca Sue Ann Costa Clemens, coordenadora dos centros de pesquisa da vacina de Oxford no Brasil e diretora do Instituto para a Saúde Global da Universidade de Siena (Itália).

Segundo ela, os pesquisadores esperavam que a variante brasileira se comportasse como a sul-africana, mas não foi o que aconteceu. “Testes indicaram que ela tem comportamento semelhante à britânica, em que há, sim, impacto na neutralização [do vírus]”, afirmou à fundação.

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Japão veta torcedores do exterior na Olimpíada de Tóquio; Comitê ressarcirá mais de 900 mil ingressos vendidos

Japão não terá visitantes estrangeiros na Olimpíada de Tóquio

Torcedores vindos de outros países não poderão entrar no Japão para a Olimpíada de Tóquio. A decisão, motivada pelos riscos impostos pela pandemia do novo coronavírus, foi tomada pelos organizadores e anunciada neste sábado.

Os mais de 600 mil ingressos comprados por torcedores ao redor do mundo serão ressarcidos, bem como outros 300 mil da Paralimpíada, garantiu Toshiro Muto, executivo-chefe do cômite organizador dos Jogos. Perguntado, ele não informou quanto custará tal ressarcimento. Ainda segundo ele, os custos de cancelamentos no setor de hotelaria não serão cobertos.

“A decisão garantirá jogos tranquilos e seguros para todos os participantes e o público japonês”, diz trecho de comunicado emitido pela organização. Segundo Muto, será permitida a entrada de pessoas envolvidas com a organização e a realização dos jogos, mas não a de visitantes comuns.

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