Estados brasileiros começam a receber vacina de Oxford

Os estados brasileiros começaram a receber as doses da vacina de Astrazeneca/Oxford, chegadas na sexta-feira (22). As doses fazem parte do lote fabricado pelo Instituto Serum, da Índia, e têm uso emergencial autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Anvisa confirmou a eficácia global do imunizante em 70,42%, validando estudo publicado no início de dezembro pela revista científica The Lancet. A eficácia mede a taxa de sucesso na prevenção da covid-19 comparada a quem recebeu placebo (medicamento inócuo).

O governo do estado do Rio de Janeiro vai iniciar amanhã (25) a distribuição das 185 mil doses da vacina AstraZeneca/Oxford aos municípios fluminense, recebidas ainda neste sábado (23). “Uma grande operação foi montada para que todas as cidades possam dar início a essa nova fase da vacinação assim que receberem as doses e as recomendações técnicas da secretaria, oriundas do Ministério da Saúde”, afirma nota divulgada na noite de ontem.

Assim como as 487 mil doses da vacina Coronavac recebidas na semana passada, as vacinas AstraZeneca/Oxford serão destinadas ao público prioritário, segundo orientação do Ministério da Saúde.

O estado do Rio de Janeiro já vacinou 89.237 pessoas em 85 municípios até as 18h de ontem (23), todos com a vacina Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório Sinovac.

A Secretaria de Estado de Saúde afirma ter enviado ofício aos municípios recomendando que seja feita uma busca ativa para levantar casos de idosos e pessoas com deficiência vivendo em instituições que não estejam cadastradas no Ministério da Saúde e, por isso, possam não ter recebido ainda doses da vacina Coronavac.

Leia maisEstados brasileiros começam a receber vacina de Oxford

Sob pressão para sair do cargo, Pazuello viaja a Manaus sem ‘voo de volta’

Sob pressão para deixar o cargo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, desembarcou na noite de sábado (23) em Manaus, cidade que enfrenta um colapso de saúde por causa da epidemia do coronavírus.

Segundo relatos feitos à Folha, a viagem foi sugerida pelo Palácio do Planalto, que tenta diminuir o desgaste de imagem do ministro.

O objetivo é também rebater discurso dos partidos de oposição de que o Poder Executivo não tem atuado de maneira efetiva no combate à doença.

Em nota, o Ministério da Saúde informou que o ministro “não tem voo de volta a Brasília” e que “ficará no Amazonas o tempo que for necessário”.

No sábado (23), a Procuradoria-Geral da República solicitou ao STF (Supremo Tribunal Federal), abertura de inquérito para apurar a conduta do ministro em relação à crise enfrentada em Manaus.

O pedido aumentou a pressão, sobretudo entre integrantes da cúpula militar, para que Pazuello deixe o comando da Saúde para não prejudicar a imagem das Forças Armadas.

Apesar de estar incomodado com a postura do ministro, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) tem afirmado que, por enquanto, não pretende trocar Pazuello

O presidente escalou o ministro das Comunicações, Fábio Faria, para comandar um plano de reação ao desgaste, o que inclui a divulgação de balanços sobre iniciativas capitaneadas pelo governo contra a pandemia.

Segundo a Saúde, Pazuello transportou a Manaus 132,5 mil doses da vacina AstraZeneca para integrar o plano de imunização no Amazonas.

Leia maisSob pressão para sair do cargo, Pazuello viaja a Manaus sem ‘voo de volta’

error: Content is protected !!
%d blogueiros gostam disto: