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Auxílio emergencial e perda de renda dos mais ricos fazem classe C alcançar seu maior patamar histórico

Fila para auxílio emergencial na Caixa Econômica Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

O auxílio emergencial  e a queda de renda das famílias de classe média alta fizeram a população no meio da pirâmide de renda, a chamada Classe C, chegar ao seu maior patamar histórico. Segundo estudo do economista Marcelo Neri, diretor da FGV Social, chegou a 63% da população, ou 133,5 milhões de pessoas. O melhor momento tinha sido em 2014, quando alcançou 55,10%.

— Aumentou muito o auxílio emergencial, com uma dose cavalar de transferência. Em nove meses, representa nove anos do Bolsa Família. Com isso, 15 milhões de pessoas saíram da pobreza.

Outro motivo citado pelo economista é que 4,8 milhões de pessoas da classe média alta (que tem rendimento per capita a partir de dois salários mínimos) perderam renda e desceram para Classe C:

— Essa classe média baixa, identificada com classe C, foi alimentada por boas notícias dos pobres e más notícias de quem estava acima.

Ian Prates, sociólogo do Centro Brasileiro de Pesquisa e Planejamento (Cebrap), aponta outro motivo para o aumento da Classe C. Pequenos empresários sofreram muito com a crise provocada pela pandemia e esse grupo estava acima da Classe C:

— Donos de pequenos negócios, pequenos empregadores foram muito afetados. No início da pandemia, houve dificuldade para o crédito chegar aos pequenos empresários.

Pelo estudo, 21,4 milhões de pessoas entraram na Classe C de 2019 até agosto. Foram 15 milhões que deixaram a pobreza, mais 4,8 milhões da classe média que perderam renda e engordaram a faixa intermediária e mais 1,6 milhão de aumento populacional.

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Lava Jato continua funcionando normalmente para outros órgãos, diz Bolsonaro

É o que vocês merecem', diz Bolsonaro a argentinos sobre governo Fernández  - Jornal O Globo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou nesta quinta-feira (8) que a Lava Jato continua “funcionando normalmente”, colocando um adendo na frase dita ontem, de que tinha “acabado” com a operação.

No complemento, Bolsonaro argumentou que, ao dizer que a operação havia terminado, seu ponto era o de que a força-tarefa não era mais necessária para fiscalizar seu governo porque não “tem mais notícia de corrupção” no Executivo federal.

“Para o meu governo não tem mais Lava Jato. Nós não temos mais notícia de corrupção. Para os demais órgãos, os estados e os municípios, vai continuar funcionando normalmente. Todo dia tem Lava Jato”, disse o presidente durante transmissão ao vivo nas redes sociais.

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