Ivan Júnior e profissionais da saúde debatem situação do COVID 19 em Assú e região


A convite do radialista Adailton Amorim, o ex prefeito Ivan Júnior, a médica Dra. Vanessa Lopes, e a ex gestora de saúde, Lucianny Guerra, participaram do programa Discussão Aberta da 89 Fm, com a finalidade de criar um debate detalhado e qualificado sobre o cenário de crise na saúde do Assú, as expectavas sobre o COVID 19 (novo corona vírus).

O ex prefeito Ivan Júnior junto com os outros participantes, deram muitos esclarecimentos, para que a população saiba um pouco mais da doença, e deu dicas de como proceder diante dessa pandemia.

Ivan ainda cobrou que a Prefeitura do Assú realize um planejamento das ações, e principalmente, capacitar os funcionários para atender com segurança à população, e que eles saibam como se proteger também.

O bate papo teve bastante participação popular, tirando dúvidas, levando seus comentários, e ao final, o programa deu sua contribuição de esclarecimentos e orientações de como a população pode conhecer melhor esse problema e como cobrar soluções do poder público.

Decreto limita acesso de pessoas a farmácias e supermercados do RN

A governadora Fátima Bezerra determinou através de decreto neste sábado, 21, restrições nos supermercados e farmácias para conter a pandemia do Coronavírus no Rio Grande do Norte. A partir de agora, o acesso a esses estabelecimentos está limitado a uma pessoa por família, de preferência fora do grupo de risco, e a um cliente a casa 5 m² no ambiente interno. O decreto também afirma que esses locais devem limitar os quantitativos para aquisição de medicamentos, higiene e alimentação para evitar desabastecimento.

As medidas estão no mesmo documento que fecha bares, restaurantes e shoppings, anunciada nesta sexta-feira pela governadora. O decreto também destaca que o aumento de preços dos itens essenciais é considerado prática abusiva ao consumidor e será coibida pelo Procon.

O documento não específica, entretanto, como as determinações serão fiscalizadas. Supermercados e farmácias são os únicos estabelecimentos que permanecerão abertos durante a quarentena atual por serem considerados essenciais.

O funcionamento interno desses locais e acesso aos estoques também está assegurado para os funcionários a fim de permitir o serviço delivery.

A publicação deste decreto acontece um dia depois do Rio Grande do Norte confirmar cinco novos casos da Covid-19, doença causada pelo coronavírus, e considerar a transmissão comunitária. Até a sexta-feira, 21, 130 pessoas eram considerados suspeitos de estarem com a doença.

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Bolsonaro edita MP e decreto para definir atividades essenciais

O presidente Jair Bolsonaro editou na noite desta sexta-feira (20) um decreto e uma medida provisória que garantem ao governo federal a competência sobre serviços essenciais, entre os quais a circulação interestadual e intermunicipal. De acordo com o governo, os dispositivos têm como objetivo “harmonizar as ações de enfrentamento à pandemia do novo coronavírus”.

Com os dispositivos, que têm força de lei e passam a vigorar imediatamente, caberá ao presidente da República indicar quais serviços públicos e atividades essenciais não podem ser interrompidos em meio à pandemia provocada pelo novo coronavírus. O texto, segundo o governo, busca impedir que a circulação de insumos necessários para a população seja afetada pelas restrições sanitárias e biológicas em vigor em vários estados.

Além de delegar ao presidente a definição de serviços e atividades essenciais, a Medida Provisória 926/2020 determina que qualquer interrupção de locomoção interestadual e intermunicipal seja embasada em normas técnicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A MP altera a Lei 13.979/2020, sancionada em fevereiro por Bolsonaro, que trata do enfrentamento ao coronavírus no país.

A MP entra em conflito com medidas de restrição à locomoção editadas por estados. Na quinta-feira (19), o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, editou um decreto que determinava a suspensão do transporte interestadual de passageiros entre o Rio e estados com circulação confirmada do coronavírus ou situação de emergência decretada. Paraná e Maranhão tomaram decisões semelhantes.

Outro ponto da MP simplifica procedimentos para a compra de material e de serviços necessários ao combate à pandemia. O texto flexibiliza e burocratiza a licitação para a aquisição de bens para o Sistema Único de Saúde (SUS).

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Deputados aprovam calamidade pública no RN

Em sessão extraordinária realizada nesta sexta-feira (20), a Assembleia Legislativa aprovou à unanimidade o Decreto Governamental Nº 29.534, de 19 de março de 2020, que declara estado de calamidade pública no Rio Grande do Norte, em razão da grave crise de saúde pública decorrente da pandemia COVID-19, o novo coronavírus e suas repercussões nas finanças públicas no RN. O documento aprovado pelos deputados estaduais permite a adoção de medidas como remanejamento de recursos financeiros do Executivo para atender necessidades que o momento exige. O decreto também autoriza o Governo do RN a fazer contratação de operações de crédito, contratações temporárias, suspensão de exigências de atendimento às metas fiscais e limites de gastos com pessoal, ente outras medidas.

“Por entender a importância do decreto, esta Casa Legislativa se reúne para analisar e aprovar esse documento que vai permitir que o Governo do Estado adote providências urgentes com o objetivo de minimizar os efeitos do Coronavírus no RN”, disso o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PSDB), aos abrir os trabalhos.

Durante a sessão foi criada uma Comissão Legislativa de Enfrentamento ao Coronavírus, paritária, e que vai acompanhar e fiscalizar as medidas referentes ao decreto de calamidade pública com a seguinte composição: Getúlio Rêgo (DEM), Tomba Farias (PSDB), Francisco do PT, Sandro Pimentel (PSOL), Dr. Bernardo (AVANTE) e Cristiane Dantas (SDD).

Na discussão da matéria, o deputado Hermano Morais (PSB) afirmou que os deputados estão a postos para colaborar. “O setor de saúde está na linha de frente”, disse. O deputado sugeriu que parte dos recursos seja aplicada na implantação de dez leitos de UTI e 50 de semi-UTI do Hospital da Polícia. “O hospital está pronto e o serviço de UTI não foi concluído, precisando apenas de um aporte de R$ 6 milhões”, disse Hermano que também sugeriu que em virtude da crise, não sejam cortados serviços de água e luz, que podem gerar ainda mais caos entre a população.

O deputado Coronel Azevedo (PSC) também parabenizou os colegas por atenderem à convocação e destacou que é preciso um olhar diferenciado para os servidores da saúde e da segurança pública: “Sabemos o quão grave é o momento e essas duas categorias merecem nossa atenção e o nosso reconhecimento”, disse.

Ao comentar a formação da comissão especial de acompanhamento dos recursos o deputado Gustavo Carvalho afirmou: “Me sinto confortável porque aqui está constituída uma comissão paritária, que tem muita competência em fiscalizar esses recursos”, disse. O deputado sugeriu que o governo também utilizasse os recursos na rede hospitalar e liberasse todas as emendas parlamentares dos 24 deputados relacionadas à saúde.

O deputado Kleber Rodrigues (PL) reforçou a necessidade do Governo do Estado intervir quando se trata das feiras livres. “As feiras livres são locais de muita aglomeração e é preciso uma ação enérgica do Governo para que esses locais não se tornem ambientes de proliferação do vírus”, observou.

A deputada Isolda Dantas (PT) chamou a atenção para que os municípios também se integrem ao Estado nessa luta. A deputada fez sugestões: que os restaurantes populares não cessem as atividades e passem a entregar as refeições à população assistida pelo serviço através de quentinhas, para evitar aglomerações no local. “Também sugiro que o Governo suspenda a cobrança da taxa de um real pela refeição”, disse. Outra sugestão foi antecipar a conclusão da turma de Medicina da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) para que os 27 concluintes, que faltam apenas quatro meses de curso, possam ser contratados em regime emergencial pelo Governo do Estado.

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Rafael Motta solicita abertura de hospitais das Forças Armadas para atendimento de civis

O deputado federal Rafael Motta (PSB) protocolou, nesta sexta-feira, 20, um ofício no Ministério da Defesa solicitando autorização para que os hospitais das Forças Armadas possam atender cidadãos civis durante a pandemia do novo Coronavírus.

O parlamentar usou a afirmação do próprio ministro da Defesa, general Fernando Azevedo e Silva, que classificou a situação como uma “guerra contra um inimigo invisível e feroz” para justificar o pedido.

“Sabemos que os leitos de UTI do SUS estão ocupados e que o número de pessoas infectadas irá aumentar exponencialmente nas próximas semanas. Todas as estruturas de saúde do nosso país devem ser disponibilizadas para garantir o atendimento de todos”, afirma o deputado.

Os hospitais da Marinha, do Exército e da Aeronáutica são de uso exclusivo para militares, cônjuges e dependentes, o que o parlamentar propõe que seja flexibilizado enquanto durar a pandemia.

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