Após novo incentivo de Bolsonaro a atos, Congresso prepara reação ao Executivo

Mesmo com a decisão de parlamentares de esperar os atos do dia 15 de março para dar resposta dura à declaração de Jair Bolsonaro deste sábado (7) de incentivo aos protestos, que têm na pauta críticas ao Congresso e o Supremo Tribunal Federal, a fala foi um divisor de águas nas relações com o Legislativo.

Por ter ocorrido uma semana após líderes partidários terem atuado para pacificar a relação entre os Poderes, o discurso de Bolsonaro minou ainda mais a confiança da cúpula no Congresso nele.

Sem acreditar em entendimentos, parlamentares preparam reação ao Executivo em pautas do Senado e da Câmara após o dia 15. O nível da resposta dependerá da adesão da população aos atos e da força política que Bolsonaro demonstrará.

TIROTEIO

Como deputado, ele tem compromisso institucional com a democracia, se espera que conheça a lei, então é muito grave

Da conselheira do Comitê Gestor da Internet Flávia Lefèvre, sobre ligação do gabinete de Eduardo Bolsonaro a conta de email de ataques virtuais.

Após 7 anos em queda, diferença salarial de homens e mulheres aumenta

Natália*, 40 anos e Felipe*, 42 anos, são professores, têm formação semelhante e exercem funções semelhantes, mas ao longo de 20 anos de carreira, Natália sempre ganhou menos que o marido. O caso mais marcante foi há dois anos, quando ela fez uma entrevista de emprego para uma escola particular, em São Carlos (SP), e recebeu a proposta salarial de R$ 800 por mês para lecionar seis aulas de 40 minutos cada, por manhã. “Na semana seguinte, a escola conversou com o meu marido e ofereceu R$ 1,7 mil pelo mesmo trabalho”, diz Natália.

O caso de Natália e Felipe não é isolado. Historicamente, no Brasil, homens ganham mais que mulheres. Após sete anos de quedas consecutivas, em 2019, houve um aumento da diferença dos salários de mulheres e homens de 9,2% em relação a 2018.

Em 2011, homens com ensino superior ganhavam, em média, R$ 3.058, enquanto as mulheres com o mesmo nível de formação ganhavam, em média, R$ 1.865, o que representa uma diferença de salário de 63,98%.

Em 2012, essa diferença começou a cair, passando para 61,78%. Em 2018, chegou a ser 44,7%, com homens ganhando, em média, R$ 3.752 e, mulheres, R$ 2.593. Em 2019, a diferença aumentou e passou a ser de 47,24%, com homens ganhando em média R$ 3.946 e, mulheres, R$ 2.680.

Os dados foram compilados para a Agência Brasil pela Quero Bolsa, plataforma de bolsas e vagas para o ensino superior, com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

“Muitas vezes não é só o currículo que conta, a capacidade, o profissionalismo, mas o simples fato de ser mulher. Se é mulher, você não é contratada porque vai dar problema, como já ouvi muitas vezes”, diz Natália. Ela conta que certa vez, uma escola de Jaú (SP) pediu que ela se comprometesse a não engravidar para não comprometer o ano letivo enquanto lecionasse na instituição. Ela recusou a vaga.
Previsão constitucional

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