Bolsonaro chama Lula de canalha, e Moro lamenta revés no Supremo

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Ao se manifestar neste sábado (9) pela primeira vez sobre a soltura do ex-presidente Lula, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) pediu aos seus seguidores que não deem “munição ao canalha”, em uma referência ao líder petista.

Sem citar o nome do ex-presidente, Bolsonaro postou um vídeo em homenagem ao ministro da Justiça, Sergio Moro. Hoje membro do governo, o ex-juiz foi responsável pela condenação de Lula na primeira instância no caso do tríplex de Guarujá (SP).

Alem da postagem feita em redes sociais pela manhã, o presidente comentou a soltura do petista ao deixar o Palácio da Alvorada no início desta tarde.

“A grande maioria do povo brasileiro é honesta, trabalhadora, e nós não vamos dar espaço nem contemporizar com um presidiário. Ele está solto, mas continua com todos os crimes dele nas costas”, afirmou Bolsonaro.

O presidente saiu do palácio e disse que iria a um churrasco em um clube em Brasília.

Na internet, Bolsonaro defendeu seu governo. “Iniciamos a (sic) poucos meses a nova fase de recuperação do Brasil e não é um processo rápido, mas avançamos com fatos. Não dê munição ao canalha, que momentaneamente está livre, mas carregado de culpa”, escreveu o presidente em redes sociais.

No vídeo que acompanha a publicação, Bolsonaro recupera um discurso em que afirma que pessoas de bem são maioria no Brasil e atribui a Moro parte da responsabilidade por sua chegada à Presidência da República.

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Agroamigo supera marca de R$ 2 bilhões aplicados em 2019

O programa de microcrédito rural do Banco do Nordeste, o Agroamigo, acaba de superar a marca de R$ 2 bilhões em aplicações em 2019. Apenas este ano, foram contratadas mais de 400 mil operações com produtores beneficiados pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) na área de atuação da instituição, que inclui os nove estados nordestinos e o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

No Rio Grande do Norte, onde o programa tem 15 unidades de atendimento e 55 agentes de microcrédito, foram aplicados R$ 111,8 milhões este ano, valor distribuído em 22 mil operações.

Criado há 14 anos, o Agroamigo beneficiou mais de 2 milhões de agricultores familiares, com volume de recursos superior a R$ 16,9 bilhões investidos na Região. Atualmente possui 1,2 milhão de clientes ativos, dos quais 70% residem no semiárido e 47% são mulheres. Do total de financiamentos liberados, 82% chegam até R$ 4 mil.

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A facção dos 6 do STF deu um golpe para favorecer seus clientes

Daniel Ferreira/Metrópoles

O Brasil da corrupção, do desprezo pelo império da lei e da impunidade perpétua para os bandidos da elite ganhou de novo. Ganhou por pouco, e teve de ir aos seus piores extremos, em matéria de mentira, falsificação da realidade e prática avançada da trapaça para ganhar – mas garantiu um período de sobrevida para a usina de lixo que processa o que existe de mais tóxico na vida pública e privada deste país.

Os seis ministros do STF que votaram contra a possibilidade de mandar para a cadeia criminosos que foram condenados duas vezes seguidas, por juízes diferentes, vão ficar marcados, para sempre, como os cúmplices do crime em modo extremo no Brasil.

A decisão que tomaram assegurando aos criminosos o direito de ficarem em liberdade enquanto suas sentenças de condenação não “transitarem em julgado”, não é uma interpretação do que está escrito na Constituição. É apenas uma deformidade patológica, que não existe na lei de nenhum país sério do mundo.

Tem um objetivo baixo – ajudar um político condenado em duas instâncias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mais a manada de ladrões cevada em seus dois mandatos como presidente e no mandato e meio de sua sucessora. Mais do que tudo, pretende retardar ao máximo a eliminação das piores práticas que envenenam a existência do Estado brasileiro.

Constituição? Direito de defesa? Soberania das provas? Que piada. Eles mesmos, no STF, já tinham decidido ao contrário do que acabam de decidir, deixando claro que condenações em segunda instância são suficientes, sim, para se enviar um criminoso para a penitenciária. Não há nada mais para ser provado a essa altura, e ele pode continuar recorrendo para os tribunais superiores – desde que faça isso do lado de dentro do xadrez.

O que a facção dos seis fez agora foi aplicar um golpe, embrulhado em palavrório de vigarista jurídico – “sabença”, “ficto”, “convolar” – para favorecer a sua clientela. Está todo mundo cansado de saber quem é ela: as “criaturas do pântano”, que passam a vida cercadas de advogados e que não entendem a noção, nem sequer a mera noção, de que a maioria das pessoas vive de outra maneira.

*Metropoles

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