Novas conversas de Moro mostram perseguição judicial a Lula, diz defesa

A defesa do ex-presidente Lula divulgou nota neste sábado (15/6) afirmando que a nova leva de conversas vazadas entre Sergio Moro e procuradores da “lava jato” mostram “além de qualquer dúvida” que o magistrado não teve um olhar imparcial para o caso.

Na noite desta sexta-feira (14/6) o site The Intercept divulgou conversas do dia 10 de maio de 2017, ocasião em que Lula fez seu primeiro depoimento no caso do triplex. Então atuando como juiz do caso, Moro mandou uma mensagem para o procurador Carlos Fernando de Santos Lima pedindo que o MPF fizesse uma nota pública para contestar a defesa de Lula. O pedido foi aceito.

Os advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e Valeska T. Z. Martins, afirmam na nota deste sábado que as conversas mostram que Moro não só auxiliou na construção da acusação como atuou para minar a defesa.

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PMs e Bombeiros anunciam greve para segunda-feira

Os policiais e bombeiros militares do Rio Grande do Norte confirmaram, na tarde desta sexta-feira (14), que darão início a uma paralisação de suas atividades na próxima semana. Os militares estaduais se apresentarão às 8h da segunda-feira (17) em frente à Governadoria, mantendo em serviço apenas o chamado “efetivo de guarda”, que garante a segurança das unidades policiais e o próprio patrimônio da corporação. Segundo a Associação dos Subtenentes e Sargentos Policiais e Bombeiros Militares do RN (ASSPMBMRN), foram meses de negociação com o governo sem a resolução do reajuste do salário das categorias, principal demanda proposta.

Através de assessoria de imprensa, o Governo do Estado reforçou que “está acompanhando a movimentação da categoria” e que “vai trabalhar para que a segurança da população esteja garantida” mesmo durante a paralisação. A ação de paralisar as atividades foi decidida em assembleia geral no último dia 31 de maio. Na ocasião, militares estaduais deliberaram, por unanimidade, a interrupção das atividades para o dia 17 de junho.

Cientes da deliberação, os secretários de Planejamento e Finanças, Aldemir Freire, e de Administração do Governo do Estado, Virgínia Ferreira, estiveram reunidos com representantes dos militares estaduais nesta sexta. Apesar da administração pública propor um projeto de reestruturação das carreiras da Polícia Militar, não foi mencionada solução para o reajuste do subsídio da categoria, o que fez com que a decisão pela paralisação fosse mantida.

Segundo o subtenente Eliabe Marques, presidente da ASSPMBMRN, as propostas do governo na reunião desta sexta foram “protelares” e sugeriu que as mudanças comecem “pela reestruturação da remuneração”, citando que há cinco anos policiais e bombeiros militares não recebem sequer a reposição da inflação do período. Sem solução, o militar classifica o cenário como “insustentável”.

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