Investigação da Lava-Jato mira bancos do Brasil e do Paraguai

Operação da Lava Jato mira Banco Paulista Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo

Desconhecido do grande público mas com sede em um suntuoso edifício da Avenida Brigadeiro Faria Lima, coração financeiro de São Paulo, o Banco Paulista será alvo de escrutínio daLava-Jato por causa do registro, em apenas três anos, de uma proeza: entre 2014 e 2016, a instituição financeira trouxe para o país em aviões fretados R$ 6,7 bilhões em espécie .

Se esse montante tivesse sido transportado em notas de R$ 50 e de uma só vez, teria ocupado todo o compartimento de cargas de um Boeing 737. A maior parte desta operação de importação de moeda foi feita com o paraguaio Banco Basa, antigo Amambay, que pertence à família do ex-presidente do Paraguai Horacio Cartes.

A investigação suspeita que não haja atividade comercial no país vizinho capaz de justificar esse volume de movimentações. Há suspeita de lavagem de dinheiro para acobertar crimes. O banco paraguaio, por sua vez, diz que o dinheiro é resultante do comércio de produtos eletrônicos e bebidas, entre outros, para brasileiros que atravessam a fronteira e sustenta não haver qualquer ilegalidade.

A primeira investida da Lava-Jato de Curitiba contra o Banco Paulista, o comprador de moeda, foi feita há cerca de dez dias, quando foi deflagrada a 61ª fase da operação anticorrupção. Um colaborador e dois diretores do banco foram presos, entre eles Gerson Mendes de Brito, responsável pela área de controladoria.O Globo

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Brasil oscila entre a estagnação e a depressão, avaliam economistas

O que aconteceu com a economia brasileira no 1º tri de 2019?

Os economistas passaram os últimos dias avaliando os riscos de o país voltar à recessão ou estar vivendo um período de estagnação.

Na sexta-feira (17), a consultoria AC Pastore, do ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, acrescentou um novo item à discussão: o Brasil não apenas está vivendo a mais lenta retomada da história como caminha para a depressão.

Não há uma definição fechada para depressão. Em seu “Dicionário de Economia do Século 21”, Paulo Sandroni a define como “fase do ciclo econômico em que a produção entra em declínio acentuado, gerando queda nos lucros, perda do poder aquisitivo da população e desemprego” —elementos bem presentes no cotidiano nacional atualmente.

Em relatório intitulado “A Depressão Depois da Recessão”, a equipe da AC Pastore considera como principal critério para caracterizar o estado depressivo da economia brasileira a estagnação da renda per capita (valor que é obtido pela divisão do PIB, Produto Interno Bruto do país, que mede a geração de riqueza, pelo número de habitantes). Anaïs Fernandes e Érica Fraga – Folha de São Paulo

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