Maluf bota adega de R$ 15 milhões à venda

Marcos Alves

Paulo Maluf botou à venda parte de sua adega, uma das mais célebres do Brasil e certamente a mais bem fornida do mundo político.

Quer se desfazer de 862 garrafas das melhores safras dos grandes vinhos da Borgonha. Quem se interessar, vai pagar um total de US$ 3.889 milhões (cerca de R$ 15 milhões).

Por décadas, a adega serve (e muito bem) a amigos do ex-governador. Era comum depois de um jantar na casa de Maluf que o convidado saísse de lá com uma garrafa nas mãos — fosse ele político, empresário ou jornalista.

Maluf é tido como o maior colecionador de Romanée-Conti do Brasil. E das melhores safras, ou seja, as de 1961, 1966, 1971, 1978, 1985 e 1990. Aliás, o mais caro dos vinhos oferecidos é uma garrafa magnum (de 1,5 litro) do Romanée-Conti, safra 1971. Maluf pede por esse néctar da Borgonha US$ 66,8 mil, o equivalente a R$ 258 mil.

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Moro vai investigar a origem de R$ 174,5 bilhões que foram regularizados

O futuro Ministro da Justiça Sergio Moro participa do Simpósio Nacional de Combate à Corrupção na FGV Foto: Guito Moreto / Agência O Globo
Dinheiro estava no exterior sem registro na Receita Federal e foi regularizado graças a programas de incentivo editados por Dilma Rousseff e Michel Temer

A gestão do futuro ministro da Justiça, Sergio Moro, quer investigar a origem dos R$ 174,5 bilhões que pertencem a brasileiros, estavam no exterior sem registro na Receita Federal e foram regularizados graças a dois programas de incentivo editados nos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer.

As medidas promoveram a anistia de crimes como evasão de divisas e sonegação fiscal, mediante mera declaração de posse dos valores e de sua licitude, sem que houvesse qualquer tipo de análise sobre a origem dos recursos ou da capacidade econômico-financeira de seus beneficiários.

O plano de Moro é incrementar a integração entre a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e unidades de inteligência financeira, em especial o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf), para verificar o uso dos valores por organizações criminosas — tanto aquelas com atuação violenta, como tráfico de drogas e armas, quanto as envolvidas em crimes de colarinho branco. Essas condutas não estão anistiadas pela lei. Thiago Herdy – O Globo

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Passada a eleição, é hora de o Judiciário se recolher, diz Toffoli em debate

A partir da es, sentados à mesa, o ex ministro da Relações Internacionais Celso Lafer, a juíza federal Marcia Hoffmann, o presidente do STF, Dias Toffoli, o advogado e professor Tércio Sampaio, o advogado Torquato Castro e o advogado João Maurício Adeodato nos Seminários da Feiticeira, em Ilhabela, litoral de São Paulo

A realidade brasileira levou o Judiciário a ter maior atuação na sociedade, mas agora, encerrada a eleição, é hora de se recolher, afirmou o presidente do STF, Dias Toffoli, neste domingo (2).

O ministro foi um dos palestrantes dos Seminários da Feiticeira 2018, evento organizado pelo advogado e professor Tercio Sampaio em Ilhabela (SP).

Em seu discurso, Toffoli analisou as mudanças nas configurações da Justiça, e do STF em particular, após a Constituição de 1988. A ampla garantia de direitos expressos na Carta Magna acarretou, explica, a criação de uma série de acessos à Justiça para garantir esses mesmos direitos.

A isso se devem, entre outros fatores, os maiores poderes concedidos ao Ministério Público, para capacitá-lo a defender essas normas, em relação a outros países. 

Empoderada, diz o ministro, a sociedade passou a exigir seus direitos garantidos por lei. As frustrações no usufruto deles passaram a desaguar na Justiça, sobretudo no STF. Marco Rodrigo Almeida – Folha de São Paulo

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Justiça suspende reintegração de área em Minas Gerais invadida por sem-terra em 2004

Assembleia de sem-terra em Campo do Meio (MG)

O TJ (Tribunal de Justiça) de Minas Gerais suspendeu a reintegração de posse de área invadida na década passada por integrantes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) em Campo do Meio (MG).

O efeito suspensivo, do desembargador Marcos Henrique Caldeira Brant, permite que os 1.851 acampados no Quilombo Campo Grande desde 2004 permaneçam no local até uma decisão futura.

A Justiça de Minas Gerais havia determinado no último dia 7 a reintegração de posse de uma área da antiga usina Ariadnópolis, alvo de imbróglio que se arrasta desde 2004 entre a família proprietária da terra e o grupo de invasores.

Os sem-terra estão distribuídos em 11 acampamentos nos 3.880 hectares (5.434 campos de futebol) do local. Laudo feito a partir de dados de instituições como a Secretaria do Estado do Desenvolvimento Agrário e a Unifal (Universidade Federal de Alfenas) mostra que o local abriga 462 famílias, das quais 142 tiveram trabalhadores da antiga usina —que saíram sem receber direitos trabalhistas, segundo o MST. Marcelo Toledo – Folha de São Paulo

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STF arquivou ou enviou à 1ª instância maioria dos inquéritos da Odebrecht

Sessão plenária do Supremo Tribunal Federal na última quarta-feira (28)

O STF (Supremo Tribunal Federal) já arquivou ou baixou para a primeira instância mais da metade dos inquéritos abertos com base na delação da Odebrecht, anunciada como a “delação do fim do mundo” que viria a comprometer dezenas de parlamentares com foro especial.

De 83 inquéritos analisados pela Folha decorrentes da delação da empreiteira, 49 (ou 59% do total) não estão mais no Supremo: 22 foram arquivados, a maioria por falta de provas, e 27 desceram para o primeiro grau, a maior parte para a Justiça Eleitoral, e não criminal.

Nos casos de remessa, os ministros aplicaram o novo entendimento da corte, firmado em maio deste ano, que restringiu a prerrogativa de foro perante o STF a supostos crimes cometidos no cargo e em razão dele.

Muitos fatos delatados sobre parlamentares eram de antes de eles se elegerem.

Das 22 investigações da Odebrecht que o Supremo arquivou, ao menos 13 não encontraram provas que corroborassem os relatos dos delatores, segundo o entendimento dos ministros. Reynaldo Turollo Jr. e Camila Mattoso – Folha de São Paulo

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Coronel Araújo diz que não tem um planejamento para ocupar o espaço do crime organizado de Natal

Coronel Araújo Silva, futuro secretário de Segurança do Estado – José Aldenir / Agora RN

O Coronel Araújo, ex-comandante da Polícia Militar nos governos de Wilma de Faria, Iberê Ferreira de Souza e Rosalba Ciarlini, chega com um discurso de união de esforços e integração das forças policiais do RN contra a criminalidade, após a sua primeira exposição pública como futuro secretário  da Segurança Pública da governadora eleita Fátima Bezerra, do PT.

Na entrevista à rádio 95 FM, Coronel Araújo, ex-comandante da PM, que assume a Sesed em janeiro de 2019, sem dizer se a futura governadora eleita lhe deu a famosa “carta branca” para agir e definindo-se como um servidor público, cumpridor de ordens, deixou claro que já começou extra oficialmente na função com o planejamento da Operação Verão, que se estenderá até o Carnaval, em março, segundo o Portal Agora RN.

Perguntado por um ouvinte do programa da 95 FM se já tem um planejamento para ocupar o espaço do crime organizado de Natal, ele deu a primeira resposta decepcionante:“não”. O que haverá é uma política ostensiva de policiamento, seguindo a orientação da governadora eleita de passar maior sensação de segurança à população.

“Daremos prioridade,além da integração e ações ostensivas, à investigação e inteligência policiais”, afirmou, sem especificar como pretende fazer isso

George Soares deve recuar e passar a apoiar a devolução das sobras

Quem votou em George Soares pensando que ele ficaria contra a devolução das sobras, deve se enganar. O parlamentar do PR foi alvo de campanha contra até do Sinte RN.

O chefe da centenária oligarquia do Vale do Açu e deputado estadual George Soares, do PR, foi até hoje um fervoroso defensor contra a devolução dos recursos excedentes da Assembleia Legislativa, o Tribunal de Justiça, o Tribunal de Contas e o Ministério Público, não devolvam ao Governo do Estado o dinheiro que sobra em seus caixas a cada ano, mas deve dá ré em breve e passar apoiar a devolução defendida pela governadora eleita Fátima Bezerra, do PT.

Fátima defendeu na campanha eleitoral que para aliviar a crise econômica e fiscal enfrentada pelo Rio Grande do Norte, “elevaria a capacidade de arrecadação da receita sem aumento de imposto, o índice de recuperação da dívida ativa, realização de uma reforma administrativa, repactuar, junto aos demais poderes, a chamada sobra de caixa. Porque não é razoável, de maneira nenhuma, que, havendo sobra de caixa, como tem acontecido, esses recursos não sejam devolvidos imediatamente ao Tesouro Estadual”.

Apesar de ter defendido com unhas e dentes no ano passado, a não devolução da ‘sobra de caixa’ dos Poderes ao Tesouro Estadual, o deputado do PR George Soares, deve voltar atrás e apoiar a governadora eleita Fátima Bezerra, do PT, na aprovação da lei na Assembléia. 

O ex-senador Fernando Bezerra, concorda com Fàtima Bezerra e diz que não há sentido nenhum que eles mantenham sobras, quando o Estado não consegue nem mais honrar o salário dos servidores.

“É um crime que enquanto um servidor da elite ganha seus R$ 30 mil de salário em dia, enquanto o trabalhador de salário mínimo continue no atraso, sem condições de alimentar os fios e manter a casa”, lembrou o ex-senador.

 

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