Marina Silva pede ao eleitor que aposente PT, PSDB e MDB

Aos 60 anos, Marina Silva tenta, pela terceira vez consecutiva, eleger-se presidente do Brasil. Nas eleições de 2014, acomodada de última hora no PSB, chegou a figurar no topo das pesquisas, mas acabou em terceiro lugar. Hoje candidata pela Rede Sustentabilidade, legenda que criou em 2015, enfrentará condições precárias: aparições-relâmpago de oito segundos na televisão e direito a uma ínfima parcela da verba pública destinada a financiar as campanhas eleitorais.

Em segundo lugar nas pesquisas, Marina acredita que a indignação popular, consequência dos escândalos de corrupção, terá peso fundamental nestas eleições, mas diz desejar que esse sentimento não “ceda ao radicalismo”. Para a ex-senadora, as intenções de voto atribuídas a seu principal oponente, o deputado Jair Bolsonaro (PSL), são expressão de protesto que tende a arrefecer quando as pessoas perceberem que “saídas mágicas para o Brasil não têm base na realidade”.

Nas duas últimas eleições, a senhora praticamente manteve a quantidade de votos. Como pretende sair desse patamar? Nestas eleições, há um grande contingente de pessoas dizendo que vai votar nulo ou em ninguém. O estado de espírito é o da justa indignação. Mas sinto que cada vez mais estamos conseguindo agregar e sinalizar que é possível uma mudança substantiva. Sinto que aumenta a adesão ao nosso projeto político, principalmente entre as pessoas mais pobres e mais frágeis.

Esse é o segmento que ficou órfão do ex-presidente Lula? Esse é o segmento que quer identificar pessoas com propostas e trajetória de vida coerentes, que quer verificar até que ponto há aderência no legado e na trajetória de vida de quem está propondo. Por Marcela Mattos – Veja

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Desaprovação a Bolsonaro sobe a 64%. Pior situação é a de Alckmin

Alckmin Bolsonaro

Depois de três meses de estabilidade, a desaprovação ao pré-candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) subiu de 60% para 64%, enquanto a aprovação caiu de 23% para 20%. Esta é a principal novidade da pesquisa Barômetro Político Estadão-Ipsos, que todos os meses analisa a opinião dos brasileiros sobre personalidades do mundo político e jurídico. Praticamente não houve mudanças nas taxas dos demais possíveis concorrentes ao Planalto.

“Bolsonaro vem mantendo esse patamar de aprovação há um ano”, disse Danilo Cersosimo, diretor do Ipsos. “É possível que seja um dado que confirme seu teto. O início da campanha eleitoral, após a Copa, vai testar a solidez dessa aprovação.”

Todos os presidenciáveis seguem com taxas altas de reprovação. O que aparece em pior situação é Geraldo Alckmin, do PSDB: 70% desaprovam seu desempenho, contra 18% de aprovação.

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Justiça solta 7 dos 15 alvos de operação sobre desvio em obra no Rodoanel

Após realização de audiência de custódias na noite de sexta-feira, a Justiçadecidiu pela soltura de sete dos 15 alvos na quinta-feira operação da Polícia Federal que investiga desvio de recursos nas obras do trecho norte do Rodoanel Mário Covas. O principal da operação, Laurence Casagrande Lourenço, ex-secretário de Transportes na gestão do ex-governador Geraldo Alckmin, porém, continuará preso.

A juíza Maria Isabel do Prado, da 5ª Vara Federal Criminal de São Paulo, também manteve as prisões de Pedro da Silva, Pedro Paulo Dantas do Amaral Campos, Valdir dos Santos Paula, Benedito Aparecido Trida, Edison Mineiro Ferreira dos Santos e Adriano Francisco Bianconcini Trassi.

A magistrada atendeu parecer do Ministério Público Federal (MPF) que concluiu após análise preliminar das buscas e de dos depoimentos que não havia necessidade de manutenção da prisão para os outros sete presos para a continuidade das investigações. Um dos alvos da operação não se apresentou à Justiça porque estava viajando.

– O Ministério Público Federal entendeu que a custódia é imprescindível à continuidade das investigações – disse a procuradora Anamara Osório Silva, da força-tarefa da Lava-Jato em São Paulo, ao comentar a manutenção da prisão temporária dos outros sete alvos da operação.

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Fazenda Nacional questiona ato de Moro

Segundo o órgão, decisão de impedir uso de provas da Lava Jato contra delatores põe em risco cobrança de R$ 2,3 bi em débitos tributários - Foto: André Dusek/Estadão

A decisão do juiz Sérgio Moro de impedir o uso de provas obtidas pela Lava Jato contra delatores deflagrou um clima de insegurança na Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) em relação à cobrança de R$ 2,3 bilhões em débitos tributários dos investigados. O órgão jurídico do Ministério da Fazenda vai pedir esclarecimentos sobre o alcance da decisão, pois teme que a medida acabe limitando a atuação dos procuradores, já que as apurações tiveram as delações como ponto de partida.

De acordo com despacho divulgado no dia 13, Moro proibiu órgãos de controle de usar informações da Lava Jato contra empresas e delatores que colaboram com as investigações. Determinou também que, caso as instituições queiram utilizar os dados, devem solicitar a ele autorização específica sobre o colaborador ou a empresa leniente. A medida atinge, por exemplo, a Advocacia-Geral da União (AGU), o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a Receita Federal e o Tribunal de Contas da União (TCU).

A Receita Federal já fez autuações no valor de R$ 14,6 bilhões relacionadas à Lava Jato. O Fisco e a PGFN fazem um monitoramento para identificar se há risco de não pagamento devido à dilapidação do patrimônio desses devedores. Quando esse perigo existe, o órgão jurídico entra em campo para pedir o bloqueio de bens e assegurar a quitação do débito no futuro. As medidas cautelares deferidas já chegam a R$ 2,3 bilhões, parte delas tendo delatores como alvos. Os pedidos são feitos à Justiça do local de domicílio dos devedores.

Idiana Tomazelli, O Estado de S.Paulo

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Partidos gastam só 3,5% de fundo público com mulheres

Parlamentares mulheres do PSOL e de partidos de esquerda erguem girassóis em ato na Câmara dos Deputados, em homenagem a vereadora Marielle Franco, do RJ, que foi assassinada em 14 de março de 2018.

Ações voltadas para mulheres representaram, em média, 3,5% dos gastos dos partidos políticos em 2017. O dado foi obtido pela Folha a partir da análise do Sistema de Prestação de Contas Anuais, uma base de dados tornada pública pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e inédita até então.

Um artigo adicionado em 2015 à lei dos partidos políticos obrigou as agremiações a repassar um mínimo de 5% do fundo partidário para as secretarias da mulher, que deve custear programas de promoção e difusão da participação política feminina.

A legislação, porém, também prevê que esses recursos possam ser reservados para as eleições —razão que os partidos consultados pela Folha apontaram para justificar por que não gastaram o mínimo de 5% com mulheres.

Segundo a prestação de contas partidárias, 33 das 35 legendas registradas no TSE declararam algum gasto com mulheres. Dessas 33, apenas oito atingiram ou superaram os 5%: PTC, PPL, Patriota, PDT, DC, PT, PMB e PSOL. Os partidos têm até 31 de julho para retificar as informações sobre suas contas anuais ao TSE. Gabriela Sá Pessoa e Marina Merlo – Folha de São Paulo

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Ivan Junior conquista apoios nos municípios do Alto do Rodrigues e Pendências

Nos últimos dias, o pré-candidato a deputado estadual pelo PSD Ivan Júnior que defende como carro chefe de campanha, a bandeira do fortalecimento político do Vale do Açu na Assembléia Legislativa, tem recebido crescente apoio e incentivo da população da região que se sente desprotegida por falta de um representante que atenda aos anseios dos municípios, como por exemplo, a implantação de uma UTI e melhorias das estradas estaduais.

Ivan Júnior registra que acompanhado da sua esposa e médica Vanessa, esteve na cidade de Alto do Rodrigues, para conhecer com mais detalhes as demandas do município e como pode ajudar quando se eleger deputado estadual nas eleições de outubro. Ele conta que “fomos recebidos por Eduardo Graciliano, e demais amigos Junior, Gabriel, Gilberto, Iure, Queiroz, e aproveitei para abraçar o amigo Galvão pelo seu Natalicio”.

Em seguida, o casal Ivan/Vanessa, participou ao lado do vereador João Zuza e demais amigos, da festa do padroeiro de São João Batista em Pendências, com missa celebrada pelo Pe. Robson e Pe.Jailton.

O suicídio entre jovens aumenta 20% no Brasil

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O país que registra a maior taxa de suicídios no mundo é o Sri Lanka, na Ásia: 34,6 por 100 000 habitantes. Depois vêm Guiana, Mongólia, Cazaquistão e Costa do Marfim. O primeiro país desenvolvido da lista é a Coreia do Sul, situação atribuída principalmente à pressão sobre os estudantes por bons resultados.

Nos últimos vinte anos, medidas de prevenção fizeram com que a incidência de novos casos caísse em 83% das nações que reportam dados à Organização Mundial da Saúde. Brasil e Estados Unidos, porém, permanecem entre os 17% onde a taxa continua a subir — trágica e principalmente entre jovens, meninos e meninas que buscam a morte antes mesmo de conhecer a vida.

Nos Estados Unidos, a taxa de mortalidade por suicídio aumentou mais entre os 15 e os 24 anos do que em qualquer outra faixa etária: 20% entre 2011 e 2016 — o suicídio é agora a terceira maior causa de óbito nesse segmento.

No Brasil, dados do Ministério da Saúde revelam que, entre jovens de 15 a 19 anos, o suicídio teve um aumento igual, de 20%, e no mesmo período. Aqui, a decisão de tirar a própria vida já é a quarta causa mais frequente de morte entre jovens.

Em um terço dos países do mundo, entre eles Japão e Coreia do Sul, suicidar-se é a causa mortis mais comum entre meninos e meninas. “Os idosos eram o maior grupo de risco. Agora, os jovens começam a tomar o seu lugar”, afirma o psiquiatra Humberto Corrêa, presidente da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção de Suicídio.

Aos suicidas, a existência de cordas de salvação profissionais é essencial. Nos municípios brasileiros que contam com Centros de Atenção Psicossocial, o risco de atentado à própria vida diminuiu, em média, 14%. A procura por serviços do gênero não para de crescer. Em 2017, os voluntários do mais tradicional deles, o Centro de Valorização da Vida, atenderam 2 milhões de chamados, o dobro do ano anterior. O CVV criou recentemente um chat em seu site para se aproximar de quem se sente mais à vontade diante de uma tela do que de um telefone.

É uma tragédia. A existência de transtorno mental recorrente ou ocasional, principalmente depressão, paira sobre 98% dos casos de suicídio, e a eles se associam geralmente um ou mais fatores agravantes. No caso dos jovens, a psiquiatra Analice Gigliotti aponta a frequência da relação entre o abuso de drogas e álcool e a morte autoinfligida. Com informações da Veja

Luciano Huck é processado por danos morais

Os herdeiros de um coordenador de faculdade já falecido estão pedindo judicialmente 150 mil reais por danos morais da TV Globo e do apresentador Luciano Huck.

O professor estava saindo de um exame médico na Praça Saens Peña, na Tijuca, quando foi abordado por um ator que, em encenação, pediu sua camisa dizendo que estava precisando de uma, pois estaria a caminho de uma entrevista e tinha sujado a sua de tinta.

Mesmo sem sua autorização, a imagem do professor “gordo, baixo, careca e barrigudo”, segundo definiu sua própria defesa, foi exibida durante o programa Caldeirão do Huck, o que virou motivo de piada entre seus conhecidos.

O caso corre na 41ª Vara Cível da Capital. Radar/Veja

ANS derruba liminar e libera aumento de 10% para planos individuais

Menos de dez dias depois de a Justiça restringir os reajustes dos planos de saúde individuais em 5,72%, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) conseguiu derrubar a liminar e anunciou um aumento de praticamente o dobro (10%) para esses contratos, como antecipou o colunista do GLOBO Ancelmo Gois.

O percentual de reajuste, muito acima do índice oficial de inflação, o IPCA — que acumula alta de 2,76% nos 12 meses encerrados até abril — será aplicado sobre contratos de 8 milhões de beneficiários, o que representa 17% do total de 47,3 milhões de pessoas que contam com planos de saúde no país. O aumento é retroativo a maio.

O relator da decisão foi o desembargador Neilton dos Santos do Tribunal Regional Federal da 3ª Região. A liminar havia sido concedida a partir de ação proposta pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), que questiona a fórmula de reajuste aplicada pela ANS e sugeria a aplicação do índice IPCA Saúde, apurado pelo IBGE, que mede a variação de preços de produtos e serviços do setor.

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Fachin arquiva pedido de liberdade de Lula que STF julgaria nesta terça

Lula

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), jugou prejudicado e retirou da pauta da próxima terça-feira, 26, o pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O motivo é a decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) de negar, nesta sexta-feira, 22, a admissão do recurso extraordinário ao Supremo Tribunal Federal.

A suspensão dos efeitos da condenação imposta pelo TRF-4, que poderiam liberar o petista da cadeia e sua inelegibilidade, era um pedido feito ao STF através do recurso extraordinário, que foi rejeitado nesta sexta pelo tribunal de segunda instância. No jargão jurídico, a defesa de Lula pedia o “efeito suspensivo” ao recurso.

Em sua decisão, assinada nesta sexta, Fachin apontou a “alteração do quadro processual” após a decisão do TRF-4.

“Com efeito, a modificação do panorama processual interfere no espectro processual objeto de exame deste Supremo Tribunal Federal, revelando, por consequência, a prejudicialidade do pedido defensivo. Diante do exposto, nos termos do art. 21, §1°, RISTF, julgo prejudicada esta petição. Retire-se de pauta. Diligências necessárias. Publique-se. Intime-se. Brasília, 22 de junho de 2018”, determinou o ministro. Estadão Conteúdo

Desembargadora nega a Lula recurso ao STF contra condenação na Lava Jato

Lula

A vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, desembargadora Maria de Fátima Freitas Labarrère, rejeitou à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a condenação na Operação Lava Jato.

A desembargadora, no entanto, admitiu que o petista impetre recurso especial junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a sentença de 12 anos e um mês no caso triplex.

A defesa do ex-presidente havia impetrado os recursos especial e extraordinário contra o acórdão que o condenou por supostas propinas de R$ 2,2 milhões da OAS referentes às reformas e aquisição do imóvel no condomínio Solaris, no Guarujá.

A desembargadora entendeu ser admissível recurso da defesa ao STJ contra a multa imposta a Lula. Agência Estado

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