A vida de Lula na prisão

A vida no cárcere

Por Thiago Bronzatto – VEJA

VEJA teve acesso à ala restrita do prédio onde Lula se encontra preso e revela os detalhes dos primeiros trinta dias de cadeia do ex-presidente

Ilustração da cela onde Lula está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba

O elevador para no 3º andar do prédio da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Quando se sai dele, à esquerda, um agente fardado, com uma espingarda calibre 12 em punho, impede o acesso à escada de incêndio. Subindo-se as escadas, em direção ao 4º andar, há duas portas corta-fogo de ferro. Cada uma delas exibe um alerta impresso em papel sulfite branco: o ambiente é monitorado por câmeras. O acesso é permitido somente a pessoas autorizadas. Atravessando-se a última porta, logo à direita, percebe-se que ali existe algo diferente. Uma fita azul, semelhante às usadas nos aeroportos para formar filas, dificulta o avanço de quem aparece. Ultrapassando-se a barreira, dois agentes fardados com uma pistola, do Grupo de Pronta Intervenção (GPI), a tropa de elite da PF, fazem uma espécie de barricada ao lado de uma porta de madeira. Cruzando-se essa porta tem-se acesso a uma sala. É nesse espaço, de 15 metros quadrados, isolado e protegido da curiosidade alheia, que se encontra “o cliente”, apelido dado pelos policiais ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde 7 de abril.

“Vou sair daqui mais rápido que as pessoas imaginam”

PROTEGIDO – Vista aérea da sede da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula cumpre pena de doze anos de prisão (Caio Guatelli/VEJA)

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Ministro do Supremo envia ações relativas a 7 políticos à 1ª instância

Depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) restringir o foro privilegiado para parlamentares federais, o ministro Dias Toffoli, do STF, decidiu retirar da Corte e encaminhar para outras instâncias processos contra sete deputados federais.O STF entendeu que o privilégio só é válido para crimes que tenham relação com o exercício do mandato.

Toffoli baixou seis ações penais e um inquérito com base no entendimento firmado pela maioria do STF de que o foro privilegiado, no caso de deputados federais e senadores, só deve valer para crimes cometidos no exercício do mandato e em função do cargo.

A primeira “leva” de parlamentares que sai do Supremo após a conclusão do julgamento é composta pelos seguintes parlamentares: Alberto Fraga (DEM-DF); Roberto Góes (PDT-AP); Marcos José Reategui (PSD-AP); José Cícero Soares de Almeida (PHS-AL); Helder Salomão (PT-ES); Hidekazu Tayakama (PSC-PR); e Wladimir Costa (SD-PA).

Fraga recorreu ao STF contra decisão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) que o condenou à quatro anos de reclusão em regime aberto por posse ou porte ilegal de arma de fogo. O caso de Fraga foi encaminhado ao TJDFT.

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Filha de Temer não comprova empréstimo que disse ter pego para reforma

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Uma das filhas do presidente Michel Temer, Maristela, disse à Polícia Federal nessa quinta-feira que usou empréstimos e dinheiro da mãe para pagar uma reforma em sua casa, em 2014. O conteúdo do depoimento foi relevado pelo “Jornal Nacional” de ontem e confirmado pela reportagem.

A obra é investigada pela PF, que suspeita que o presidente tenha lavado dinheiro de propina com reformas em imóveis de familiares e em transações imobiliárias em nomes de terceiros, na tentativa de ocultar bens. Maristela não apresentou comprovantes.

Em depoimento ontem, ela reconheceu que Maria Rita Fratezi, mulher do coronel João Baptista Lima Filho, fez alguns pagamentos, mas negou que o recurso tenha vindo de seu pai. “Foi Maria Rita Fratezi quem fez os pagamentos, em espécie, em parcelas. Os pagamentos foram feitos dentro da loja”, disse Piero Cosulish, da Ibiza Acabamentos. “Ela [Maria Rita] vinha fazer o pagamento. Se estava dentro de um envelope, dentro de uma bolsa, não sei te confirmar.” Cosulish foi intimado pela PF e deve ser ouvido nesta sexta. As informações são da Agência Folhapress.

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STF mantém proibição de telemarketing nas eleições

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O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nessa quinta-feira manter a proibição do serviço de telemarketing nas eleições. Por maioria, os ministros decidiram manter a validade da Resolução 23.404/2014, da Justiça Eleitoral, aprovada em fevereiro de 2014, que proibiu candidatos de utilizarem serviços de telemarketing para pedir votos aos eleitores.

A ação contra a norma foi protocolada pelo PTdoB em 2014. O partido pedia a flexibilização da resolução, para permitir que o serviço de telemarketing fique restrito das 8h às 22h.

O julgamento teve início em abril, mas foi interrompido por um pedido de vista do ministro Luiz Fux. Ao proferir voto nesta tarde, Fux, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se manifestou pela validade da resolução, segundo a Agência Brasil.

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Tribunal Federal nega pedido de Ciro Gomes para visitar Lula

O pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), participa de fórum em São Paulo (SP) - 27/04/2018

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou pedido feito por Ciro Gomes(PDT) para visitar o ex-presidente Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba.

A negativa incluiu ainda o presidente do PDT, Carlos Lupi, e o deputado federal André Peixoto Lima.

Os políticos do PDT entraram com mandado de segurança no TRF4 após terem o requerimento negado pela 12ª Vara Federal de Curitiba.

Eles alegaram que não apresentavam risco ao funcionamento da sede da PF. E que a visitação seria uma forma de ressocialização da pena e que a decisão afrontaria o direito de amigos do custodiado.

O desembargador João Pedro Gebran Neto afirmou que não é direito de amigos a visitação a um preso, não cabendo o mandado de segurança.

Disse ainda que tal requerimento poderia ser feito apenas por familiares e em situações excepcionais, sendo correta a decisão do juízo de execução. As informações são da revista VEJA.

Congresso quer foro limitado também para o Judiciário

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A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de reduzir o alcance do foro privilegiado para deputados federais e senadores provocou uma reação no Congresso, de partidos da oposição e da situação. Deputados e senadores querem levar adiante projetos que retiram o foro privilegiado das demais autoridades preservadas na decisão da Corte, inclusive os membros do Judiciário.

De acordo com cálculos do Supremo, tramitam na Corte 399 inquéritos e 86 ações penais contra autoridades – a maioria envolve parlamentares. Ainda não se sabe, porém, quantos processos devem ser remetidos para outras instâncias depois da decisão dessa quinta-feira (3/5)
O ministro Luís Roberto Barroso, relator do caso na Corte, admitiu que “muitas situações ficaram em aberto”, o que levará o tribunal a ser provocado para responder a questionamentos que surgirem. “O foro deve ser repensado de alto a baixo. A ideia de que regime de privilégios não é bom irá se espraiar na sociedade Acho que a matéria vai voltar para cá (Supremo)”, disse Barroso após a conclusão do julgamento.
No Brasil, segundo estudo da Consultoria Legislativa do Senado, existem, atualmente, 38,4 mil autoridades com foro privilegiado previsto na Constituição Federal, entre as quais estão os 513 deputados e os 81 senadores atingidos pela decisão do Supremo.

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STF amplia decisão que quebrou sigilo fiscal de Aécio

Aécio

O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal (STF), aceitou hoje (4) pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para ampliar a quebra do sigilo fiscal do senador Aécio Neves (PSDB-MG), de sua irmã, Andréa Neves, e de seu primo Frederico Pacheco.

Em dezembro do ano passado, o ministro aceitou o primeiro pedido de quebra do sigilo, mas a procuradoria solicitou que o período de abrangência da medida seria de 1º de janeiro de 2014 a 18 de maio de 2017.

No entanto, após receber o ofício de autorização da quebra, a Receita Federal esclareceu que as declarações de imposto de renda e escriturações contábeis são anuais e, dessa forma, a quebra deveria ser referente a todo o ano de 2017, e não somente de janeiro a maio. As informações são da Agência Brasil. 

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Voto impresso estará disponível em 23 mil urnas na eleição de outubro

URNA2

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, em sessão administrativa nesta quinta-feira (3), a resolução que define as regras para implantação gradual do voto impresso, que começará nas eleições gerais de outubro deste ano.

Ao todo, 23 mil urnas eletrônicas, todas equipadas com um módulo de impressão, serão distribuídas de forma proporcional ao eleitorado de cada unidade da federação.

Conforme definido pela Lei nº 13.165/2015, que determinou a obrigatoriedade da impressão do voto, o eleitor não terá contato direto com o comprovante de votação, podendo apenas verificar visualmente se o que está impresso no papel condiz com o que aparece na tela da urna eletrônica.

Os tribunais regionais eleitorais (TREs) deverão definir, entre 23 de julho e 31 de agosto, quais seções eleitorais receberão os equipamentos

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Justiça expede alvará de soltura para ex-ministro Henrique Alves

O juiz Vallisney de Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, expediu na tarde desta sexta-feira o alvará de soltura para o ex-ministro Henrique Eduardo Alves (PMDB). Com isso, o ex-ministro deverá ser solto ainda hoje e passa a cumprir prisão domiciliar em sua residência em Natal, Rio Grande do Norte.

Vallisney cumpriu ordem do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). No dia anterior, o desembargador federal Ney Bello, do TRF-1, havia concedido habeas corpus soltando Henrique Alves, sob o argumento de que sua prisão preventiva já ultrapassava os 300 dias sem que o julgamento de seus processos tenha chegado ao fim. Agora, o advogado de Henrique Alves, Marcelo Leal, levará o alvará de soltura até o estabelecimento prisional onde ele estava preso, no RN, para que possa ser colocado em liberdade.

Henrique Alves é acusado de receber propina da Carioca Engenharia em uma conta na Suíça. Sua defesa nega as acusações, dizendo que o peemedebista não movimentava a conta. O caso corre na Justiça Federal do DF. O peemedebista também responde a uma ação penal no Rio Grande do Norte, sob suspeita de receber propina de outras empreiteiras. Neste caso, a Justiça determinou sua prisão domiciliar. Ainda não há condenação em nenhum dos dois casos.

Para Temer, indicação de ministros do STF pelos três Poderes seria ‘mais útil’

STF

O presidente Michel Temer saiu nesta sexta-feira, 4, em defesa de uma mudança nas regras de indicação de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Remetendo às discussões que guiaram esse tema nos tempos em que era integrante da Constituinte, Temer pôs em questão o modelo atual – em que a nomeação é prerrogativa do presidente da República – e demonstrou simpatia pela participação dos três Poderes na escolha dos integrantes da Corte.

Temer disse que, quando era integrante da Constituinte, propôs uma fórmula por meio da qual a Corte se concentraria em questões constitucionais.

De acordo com ele, isso seria benéfico principalmente por conta de a Constituição brasileira ser muito “pormenorizada” e “detalhada”

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