Base espacial no Maranhão esbarra em disputa histórica

A possibilidade de ampliação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão, tem tirado o sono de moradores do município. Implantada na década de 1980 com o deslocamento de 312 famílias que moravam na faixa litorânea, a base de Alcântara ocupa 8.713 hectares e está subutilizada desde 2003, quando um foguete foi acionado subitamente, antes da data prevista, e pegou fogo, matando 21 pessoas. Por falta de foguete, a base nunca colocou um satélite na órbita da terra.

Com localização privilegiada — próxima à linha do Equador — e promessa de reduzir em até 30% o custo de um lançamento de satélite, no último ano o CLA voltou a receber comitivas de países interessados em utilizar as instalações, entre eles França, Itália e Coreia do Sul. Uma proposta foi entregue ao Departamento de Estado norte-americano e, num fórum de investidores em São Paulo, no primeiro semestre deste ano, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou que o CLA está pronto para uso de países parceiros.

O problema é que, para abrigar novos sítios de lançamento, o CLA tem que aumentar de tamanho. A estimativa é que terá que avançar mais 12.645 hectares sobre o município, obrigando a retirada de famílias e restringindo o acesso ao mar de comunidades que hoje vivem da pesca. Segundo o coronel Luciano Rechiuti, diretor do CLA, o objetivo é fazer o que não foi feito desde a década de 1980: a segunda etapa do plano diretor da base. Na prática, a área de expansão ocupará uma faixa de praia de pelo menos 10 quilômetros, o dobro da usada atualmente. As informações são de Cleide Carvalho, O Globo.

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Entidade vai bancar 100 viagens a juízes a protesto por aumento

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Com a alegação de que enfrentam uma ‘campanha orquestrada’ contra seus direitos, as principais entidades representativas da Magistratura prometem lutar para evitar a perda de benefícios e programaram um protesto em Brasília após o recesso do Judiciário. A mobilização ocorre em meio a questionamentos no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a concessão de auxílio-moradia aos juízes.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) e a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) convocaram seus associados para um ato no dia 1º de fevereiro ‘pela valorização da magistratura e contra a reforma da Previdência’. A Ajufe vai ajudar a custear a viagem de 100 juízes. Em mensagens internas, os presidentes de entidades dizem que ‘não aceitarão’ a perda dos benefícios.

O ministro Luiz Fux, do Supremo, liberou no dia 19 para votação no plenário as decisões liminares que proferiu em 2014 estendendo o auxílio-moradia a todos os juízes do País. Caberá aos ministros da Corte referendarem ou não a decisão.

Em mensagem aos associados, o presidente da Ajufe, Roberto Veloso, afirma que ‘era sabida a campanha orquestrada contra os direitos dos magistrados federais, inclusive quanto ao auxílio-moradia, sendo realizada grande pressão ao ministro Luiz Fux para que tal processo fosse pautado, inclusive campanhas na imprensa contra ele e a Magistratura’. “Ainda que não haja data fixada para o julgamento do processo, não aceitaremos a perda de qualquer direito sem a luta necessária, que hoje se reforça.”  As informações são de Luiz Vassallo e Fausto Macedo, O Estado de São Paulo. 

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Empresários, artistas e esportistas decidem entrar na política e disputar votos em 2018

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Patrícia Ellen, ex-executiva e fundadora do Agora!: “É preciso sair do sofá” Foto: Hélvio Romero/Estadão

A política não é mais um problema dos outros. Ao invés do cansaço e da letargia, a crise ética que se faz interminável no universo político nacional criou um ambiente de mais participação e engajamento na sociedade. Empresários, artistas, esportistas e mesmo o cidadão comum parecem mais dispostos a seguirem um velho conselho: faça você mesmo.

Esse engajamento que, sim, passa pela política, não necessariamente está vinculado a um desdobramento partidário ou eleitoral, mas, principalmente, a formas de pressão e de ação. Essa participação tem se dado através de movimentos cívicos, ONGs e de grupos que se organizam em torno de ideias e ideais.

Veja o emblemático caso da produtora e atriz Paula Lavigne – que tem usado o seu poder de articulação para reunir artistas em torno das mais diversas causas. Em 2017, ela criou o movimento 342 Agora – que atuou a favor da denúncia contra o presidente Michel Temer e pela preservação da Amazônia.

A produtora nega que pretenda ter uma carreira eleitoral, mas não renega a política. “Há uma grande desilusão com a classe política brasileira. Os brasileiros se sentem cada vez menos representada por eles. O 342 e outros movimentos têm debatido a proposta de realizar uma convenção aberta, democrática, popular, reunindo coletivos e indivíduos que buscam um novo momento da política. Creio que desse movimento surgirão nomes novos”, disse. As informações são de Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo.

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‘Sem auxílio moradia, vamos chegar a 60% de defasagem’, afirma juiz

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“Lutaremos até o fim!”, afirmou o presidente da Associação dos Juízes Federais, Roberto Veloso, em mensagem aos demais magistrados, após saber que o ministro Luiz Fux enviou ao Pleno do Supremo Tribunal Federal recursos contra sua decisão, de 2014, que liberou o auxílio-moradia de R$ 4,3 mil a toda a toga.

Desde o momento em que deu liminar garantindo a todos os juízes federais o benefício – mesmo os que moram em suas comarcas -, o ministro vinha negando recursos. A ONG Contas Abertas estima que, de setembro de 2014 até os dias atuais, a decisão do ministro já custou mais de R$ 4,5 bilhões aos cofres públicos.

A ação foi movida pela Associação dos Juízes Federais. “Só entramos com a ação porque não tinha alternativa. Todo mundo recebia e nós não recebemos!”, afirma o presidente da entidade.

O juiz federal Roberto Velloso relata que seu diretor de secretaria, que o acompanhou em todas as comarcas aonde trabalhou, chegou a ‘morar melhor’ que o magistrado pelo fato de receber o auxílio. As informações são de  Luiz Vassallo e Fausto Macedo , O Estado de São Paulo.

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Caciques do Senado na mira da Lava Jato terão reeleição difícil

Senador Renan Calheiros

Com o encerramento dos mandatos de dois terços dos senadores, os principais caciques do Senado vão às urnas em 2018 em um cenário adverso: terão de explicar ao eleitor as acusações das quais são alvo, propor saídas para a crise política e enfrentar menor disponibilidade de recursos para financiamento de suas campanhas.

Dos 54 senadores cujos mandatos chegam ao fim, 21 respondem a investigações no STF em ações da Lava Jato ou desdobramentos.

Neste quadro, estão nomes de destaque na Casa como Renan Calheiros (MDB-AL), Romero Jucá (MDB-RR), Aécio Neves (PSDB-MG) e o presidente Eunício Oliveira (MDB-CE). Será a primeira eleição geral após o STF ter proibido o financiamento empresarial, em 2015, e depois de a classe política ter sido atingida pela Lava Jato.

Segundo colocado na corrida presidencial em 2014, Aécio agora enfrenta dificuldades para firmar sua candidatura à reeleição. As informações são de  TALITA FERNANDES, Folha de São Paulo.

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Papa pede acolhida a refugiados em homilia da Missa do Galo

O papa Francisco denunciou no domingo o drama dos refugiados no planeta, que frequentemente “são expulsos de suas terras” por dirigentes dispostos a “derramar sangue inocente”, durante sua homilia de Natal, na qual fez um chamado “à caridade” e à “hospitalidade”. O argentino Jorge Bergoglio, ele próprio neto de imigrantes italianos, faz do destino dos refugiados um dos temas fundamentais de seu pontificado, iniciado há quase cinco anos.

Em sua tradicional homilia da Missa do Galo, na qual os católicos celebram a véspera do dia do nascimento de Jesus de Nazaré, o papa recordou que, naquela noite, segundo o Evangelho, Maria e José estavam em fuga devido a um decreto do imperador Herodes.

— Nos passos de José e Maria, escondem-se tantos passos. Vemos as pegadas de famílias inteiras que hoje são obrigadas a partir — destacou o papa, perante milhares de fiéis, que lotaram a Basílica de São Pedro, no Vaticano. — Vemos as pegadas de milhões de pessoas que não escolhem partir, mas são obrigadas a separar-se dos seus entes queridos, são expulsas de suas terras — acrescentou na Homilia, falando do Baldaquino desenhado por Bernini, de onde apenas o sumo pontífice é autorizado a celebrar a missa.

Franscisco disse que, em muitos casos, a partida dos refugiados está carregada de esperança e de futuro: As informações são de O Globo.

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Jacob Barata Filho, o ‘Rei do ônibus’ no Rio, negocia delação

Ana Branco

Vem aí mais uma delação explosiva, com poder de fogo para levar mais gente para a prisão no Rio de Janeiro e aumentar a pena de quem lá já se encontra.

Jacob Barata Filho, o rei dos ônibus, estendeu a bandeira branca ao MPF. Está negociando sua delação premiada, ainda em estágio inicial.

Vai falar de suas ligações com os políticos. O MPF quer, no entanto, que Jacob Barata detalhe também suas relações com o Judiciário fluminense.

Desde os anos 70, os Barata dominam o setor de ônibus no Rio. Se Jacob for contar tudo o que sabe, é mais uma bomba atômica que explodirá sobre o solo carioca. As informações são de Lauro Jardim, O Globo.

Rever prisão após condenação em 2ª instância seria ‘terrível’, afirma Moro

Responsável pela primeira condenação de um ex-presidente do Brasil por corrupção e pela prisão de políticos e empresários poderosos na Operação Lava-Jato, o juiz federal Sergio Moro está preocupado com a inércia do Executivo e do Legislativo no combate à corrupção. Ele aponta a possibilidade de mudança na jurisprudência que prevê o cumprimento de pena após condenação de segunda instância — o STF deve discutir se revê o entendimento nos próximos meses — como “tremendo retrocesso”.

Moro critica também a falta de punição mais rigorosa para quem comete o crime de caixa 2, que ele define como uma “trapaça eleitoral”, e a existência do foro privilegiado, que para o magistrado deveria ser extinto. Diante de um cenário que pode levar à impunidade, Moro sentencia: “A corrupção, evidentemente, não vai acabar”. Mas pondera: “É muito difícil voltar ao status quo anterior”. Na opinião do magistrado, a população não tolera mais certos comportamentos, como a corrupção, e está mais vigilante contra malfeitos. “O preço da integridade é a eterna vigilância” dos governados, declara.

Escolhido Personagem do Ano de 2017 na América Latina pelos diretores e editores dos 11 jornais do Grupo de Diários América (GDA), organização da qual o GLOBO faz parte, o juiz respondeu a perguntas formuladas por todos os periódicos. Ao longo desta entrevista exclusiva, ele diz que a corrupção se globalizou e aponta o loteamento de cargos como “um dos principais males” do país. As informações são de Cleide Carvalho, O Globo.

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