DEM desiste de Doria e foca em Luciano Huck

A última pesquisa Datafolha jogou água na animação do DEM com a candidatura do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), ao Planalto. O partido se reuniu várias vezes com o tucano e abriu suas portas para ele, mas o discurso mudou. Se Doria continuar derretendo, mesmo que ingresse na sigla, demistas dizem que não vão entrar num “projeto kamicaze” de comprar briga com o PSDB, um aliado histórico, e com Geraldo Alckmin para lançar o prefeito ao Planalto. O foco do DEM se voltou para Luciano Huck, com quem a sigla mantém encontros frequentes.

Consensual. A avaliação de um integrante da cúpula do DEM é que se João Doria iniciar uma tendência de queda irreversível nas pesquisas “nem ele será candidato se tiver juízo”.

Pode entrar. A desconfiança do DEM com João Doria não significa que as portas do partido se fecharam para ele. Ninguém vai negar abrigo para o prefeito da maior cidade do País, já a vaga de candidato…

Embora animado com Luciano Huck, o DEM pode apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin ao Planalto caso o tucano escolha o secretário Rodrigo Garcia para ser seu candidato ao governo de São Paulo.

Zenaide Maia viaja ao Vaticano com despesas pagas pelos cofres públicos

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O grupo é chefiado pela ministra-chefe da Advocacia Geral da União, Grace Mendonça, e formado por deputados da base aliada de Temer

A deputada federal do RN Zenaide Maia, esposa do ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante Jaime Calado e irmão do presidente estadual do PR, João Maia, esta na lista de 26 passageiros que viajou no último dia ao Vaticano despesas pagas pelos cofres públicos.

Segundo a Agência Estado, a deputada potiguar integra a caravana de políticos e familiares embarcou na noite desta quarta-feira, 11, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para participar no Vaticano da missa de canonização de religiosos potiguares mortos no século XVII nas disputas entre holandeses e portugueses pelo controle do Nordeste.

Governo paga visita de políticos e parentes ao Vaticano

Papa Francisco

Com despesas pagas pelos cofres públicos, uma caravana de políticos e familiares embarcou na noite desta quarta-feira, 11, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para participar no Vaticano da missa de canonização de religiosos potiguares mortos no século XVII nas disputas entre holandeses e portugueses pelo controle do Nordeste.

O grupo é chefiado pela ministra-chefe da Advocacia Geral da União, Grace Mendonça, e formado por deputados da base aliada. O ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral) havia sido escalado para representar o presidente Michel Temer na cerimônia celebrada pelo papa Francisco, mas desistiu na última hora.

Procurada para informar sobre os custos da viagem, a assessoria de imprensa do Planalto recomendou que a reportagem procurasse a Secretaria Geral. A pasta do ministro Moreira Franco orientou que o jornal solicitasse a informação ao Ministério das Relações Exteriores e à FAB. Por sua vez, a FAB destacou que “o pedido de missão é da Presidência, que tem todas as informações de custos e passageiros”. A assessoria do Itamaraty informou que só ajudou na organização da viagem. As informações são da Agência Estado.

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Após cobrança por bagagem, preço das passagens aéreas sobe

Passagens aéreas

Ao contrário do que se esperava quando a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) permitiu que as companhias aéreas passassem a vender passagens que não dão direito a despachar bagagem, o preço das tarifas tem subido desde que as empresas começaram a adotar a prática. Entre junho e setembro, essa alta chegou a 35,9%, segundo dados da FGV. De acordo com levantamento do IBGE, entretanto, a elevação foi mais moderada, de 16,9%.

O preço das passagens aéreas está no centro de uma discussão entre o governo federal e as companhias do setor. No fim de setembro, o Ministério da Justiça instaurou averiguação sobre um estudo da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) que apontou tendência de queda no preço das passagens nos últimos meses. Segundo o levantamento da entidade feito com base em dados preliminares, entre junho e o início de setembro, as tarifas recuaram de 7% a 30% nas rotas domésticas das companhias que adotaram a cobrança da mala despachada (Azul, Gol e Latam).

Os números da FGV e do IBGE, porém, mostram queda apenas em agosto, de 2,07% e 15,16%, respectivamente. A divergência de 13 pontos porcentuais entre os índices de agosto revela a complexidade que as entidades enfrentam para calcular o preço médio das passagens e as diferentes metodologias adotadas por cada uma – é também sobre a metodologia adotada que o Ministério da Justiça questionou a Abear. As informações são de Luciana Dyniewicz, O Estado de S.Paulo.

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Reforma permite eleição de nanico com muitos votos

Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília, durante votação de proposta de reforma política

Apesar de ter criado regras duras para barrar a existência de partidos com baixo desempenho nas urnas, a reforma política recém-aprovada pelo Congresso também trouxe uma alteração que permite, em casos excepcionalíssimos, a eleição de candidatos dessas legendas que tenham obtido votação muito expressiva.

Em linhas gerais, deputados e senadores aprovaram duas medidas antinanicos.

1) A exigência, a partir de 2018, de uma votação nacional mínima de 1,5% na eleição para a Câmara dos Deputados (piso que chegará a 3% em 2030) para que as siglas tenham acesso a verbas do fundo partidário e a tempo de propaganda em TVs e rádios.

2) A proibição, a partir das eleições de 2020, de coligações, mecanismo utilizado pelas pequenas e médias siglas para aumentar suas chances de eleger representantes para o Legislativo. As informações são de RANIER BRAGON, Folha de São Paulo.

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Procuradores da Lava Jato disparam contra o Supremo

Resultado de imagem para procuradorCarlos Fernando Santos

Procuradores da força-tarefa da operação Lava Jato em Curitiba reagiram nesta quinta-feira (12) com duras críticas à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que deu ao Poder Legislativo o direito de dar a última palavra sobre o afastamento dos parlamentares determinado pela Corte.

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa, declarou na quinta-feira, em sua página no Facebook, que os políticos, agora, têm uma “nova proteção”.

Ameaça. Além de Deltan Dallagnol, outro procurador da Lava Jato também usou as redes sociais para criticar a decisão. Carlos Fernando Santos Lima citou John Marshall, um dos fundadores do direito constitucional norte-americano, e disse que o STF curvou-se à ameaça dos políticos.

“John Marshall, quarto juiz presidente da Suprema Corte americana, estabeleceu a doutrina de que cabe ao Poder Judiciário dar a última palavra sobre o sentido da lei. Em suma, é o Judiciário quem deve aplicar a lei e (cabe) ao Supremo dizer qual é a interpretação da Constituição. Durante os seus 34 anos como presidente da Suprema Corte, muitas vezes entrou em conflito com os outros Poderes, especialmente com o presidente Andrew Jackson, que certa vez disse: ‘John Marshall já decidiu, vamos descobrir agora como ele vai fazer cumprir’. Apesar das dificuldades momentâneas, a doutrina de Marshall consolidou-se e foi seguida como modelo em diversas novas repúblicas que foram surgindo, inclusive a brasileira, sob influência de Rui Barbosa”, lembrou Carlos Fernando Santos Lima.

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PT muda posição e deve votar pelo afastamento de Aécio

Aécio Neves

Após o mal-estar causado pela nota em que o PT criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de afastar o senador Aécio Neves (PSDB-MG) do mandato, o partido deve fechar questão e votar pela manutenção das medidas cautelares aplicadas contra o tucano.

A bancada vai se reunir na próxima terça-feira, 17, data em que está marcada a votação sobre o caso em plenário. Segundo o líder da minoria no Senado, Humberto Costa (PT-PE), a manifestação do PT em relação a Aécio tinha um caráter institucional, de defesa da autonomia entre os Poderes, e não de apoio ao tucano. Para ele, a bancada do partido, com nove senadores, deve votar unida para manter o senador tucano afastado do cargo.

“O Senado vai ter que entrar no mérito da discussão. Agora nós vamos discutir se as coisas que têm contra o Aécio justificam, ou não essa recomendação do Supremo. Eu vou defender que nós votemos para seguir a recomendação”, disse.

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