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Padilha e Moreira receberam R$ 13,3 milhões, diz PGR

A Procuradoria-Geral da República (PGR) conseguiu recuperar dados contidos no sistema Drousys da Odebrecht e elaborou relatórios nos quais diz haver provas de repasses de propina de R$ 13,3 milhões — em dinheiro vivo — aos ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco. Os dois são amigos íntimos e principais ministros do presidente Michel Temer. Os três despacham no Palácio do Planalto. Padilha, nos dados que estavam no Drousys, é “Fodão”, “Primo” e “Bicuira”. Moreira é o “Angorá”.

Os relatórios elaborados pela Secretaria de Pesquisa e Análise da PGR, na gestão de Rodrigo Janot, serviram para comprovação do que foi dito pelos delatores da Odebrecht. A perícia dos dados extraídos corroborou o que os executivos disseram nos depoimentos, como informam relatórios concluídos entre maio e o último dia 8.

O Drousys era um sistema paralelo de registro de informações utilizado pelo setor de propina da empreiteira. Um modo de garantir segurança à informação. Os dados inseridos em um terminal no Brasil eram registrados em um ambiente virtual hospedado na Suécia. Duas levas de HDs, com muitos terabytes de material, foram entregues à PGR. A gestão de Janot finalizou a perícia da primeira leva, de onde saíram as alegadas comprovações de entrega de dinheiro a Padilha e Moreira. A segunda leva ficou para análise pela gestão de Raquel Dodge. As informações são de VINICIUS SASSINE, O Globo.

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Maia diz que Temer faltou com a palavra e reclama de ‘facadas nas costas’ do PMDB

Rodrigo Maia/André Dusek

Às vésperas de a segunda denúncia contra o presidente Michel Temer chegar à Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), fez nesta quarta-feira, 20, duras críticas ao peemedebista, e disse que ele faltou com a palavra e ameaçou com a retaliação do DEM em votações de interesse do governo. Mais cedo, em entrevista ao Estadão/Broadcast, Maia pediu que o Palácio do Planalto pare com o “fogo amigo” e seja mais respeitoso durante a tramitação da ação penal contra Temer, por organização criminosa e obstrução da Justiça.

Segundo Maia, que ocupa interinamente a Presidência da República até a manhã de sexta-feira, o mal-estar com o Planalto se deve ao fato de o PMDB ter filiado, no início deste mês, o senador Fernando Bezerra (PE), ex-PSB. O DEM vinha negociando havia meses a migração do parlamentar e de outros deputados para sua legenda.

“Quando a gente faz um acordo, tem de cumprir a palavra. A coisa mais importante da política é a palavra. Eu já avisei o presidente, isso causou muito desconforto dentro da bancada”, disse. Maia se referia ao episódio, durante a tramitação da primeira denúncia contra Temer, por corrupção passiva, na Câmara, quando o peemedebista teve um encontro com integrantes da cúpula do PSB. Na época, segundo Maia, Temer foi a um jantar em sua casa negar que o PMDB estivesse fazendo ofensiva no PSB. As informações são de Isadora Peron, Tânia Monteiro, Igor Gadelha e Adriana Fernandes, O Estado de S.Paulo.

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Governo avalia se irá ou não adotar horário de verão neste ano

SAO PAULO, SP, BRASIL, 23-07-2017: Paulistanos aproveitam domingo de sol e calor fora de epoca na avenida Paulista, em Sao Paulo. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress, COTIDIANO)

O governo está avaliando a conveniência ou não de adotar o horário de verão neste ano, de acordo com informação da Casa Civil da Presidência da República. Desde 2008, um decreto presidencial estabelece as datas para o início e término do programa de economia de energia.

A última edição foi de 16 de outubro de 2016 a 19 de fevereiro de 2017. No período, a economia foi de R$ 159,5 milhões, decorrentes da redução do uso de usinas termelétricas para complementar a geração de energia.

O valor ficou abaixo do verificado na edição anterior (2015/2016), quando foram poupados R$ 162 milhões. A economia reflete o maior uso de iluminação natural neste período, quando os relógios são adiantados em uma hora nos Estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. A alteração não vigora nos Estados do Norte e Nordeste.

O horário de verão vem perdendo importância. Nos últimos anos, o horário de pico no consumo de energia se deslocou do início da noite para o início da tarde, principalmente no verão, quando um maior número de aparelhos de ar condicionado estão em operação. O programa foi instituído pela primeira vez no Brasil no verão de 1931/1932 e vem sendo adotado continuadamente desde 1985. As informações são da Folha de São Paulo.

Seis tribunais ainda não enviaram folhas salariais de juízes solicitadas pelo CNJ

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Um mês após publicação de uma portaria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) demandando a relação completa de contracheques de 90 tribunais de todo o Brasil referentes aos meses de janeiro a agosto deste ano, seis tribunais ainda não enviaram as informações solicitadas, extrapolando amplamente o prazo de dez dias úteis que lhes havia sido concedido.

A determinação do envio dos dados foi feita em uma portaria assinada pela ministra Cármen Lúcia, presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), no dia 18 de agosto, como uma providência tomada no contexto de um debate sobre os supersalários no poder judiciário.

O Conselho Nacional de Justiça ainda não recebeu os dados do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 18ª Região, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Acre, do TRE da Paraíba, do TRE do Paraná, do TRE do Rio Grande do Sul e do TRE de Roraima.

TRT-18, no entanto, alegou à reportagem já ter enviado todos os dados no dia 23 de agosto. O TRE de Roraima afirma que havia encaminhado os documentos solicitados pelo CNJ, à exceção dos salários referentes a agosto, o que faria nesta segunda-feira. As informações são de Breno Pires e Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo.

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Câmara recua e fim das coligações valerá somente para 2020

Votação da PEC 282/2016,  que

O plenário da Câmara aprovou na noite desta quarta-feira, 20, o fim das coligações para as eleições de deputados e vereadores a partir de 2020 e a regra que estabelece uma cláusula de barreira para que legendas tenham acesso ao Fundo Partidário e tempo de rádio e TV. O texto inicial, relatado pela deputada Shéridan (PSDB-RR), previa o fim das coligações em 2018.

O texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata desses temas também foi aprovado em segundo turno, mas os deputados deixaram os destaques para a próxima terça-feira, 26. Somente depois disso a PEC poderá ser encaminhada ao Senado, onde também terá de passar por duas votações em plenário. Para ter validade já nas eleições do próximo ano, a proposta tem de ser promulgada pelo Congresso até 7 de outubro.

Pelo texto aprovado, no lugar das coligações, os partidos poderão se juntar em federações a partir de 2020. A diferença para o sistema atual é que as federações não podem se desfazer durante o mandato, isto é, as legendas terão de atuar juntas como um bloco parlamentar na legislatura. As informações são de Isadora Peron, Renan Truffi e Thiago Faria, O Estado de S. Paulo.

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Em Nova York, presidente vende ‘transformações’ e omite problemas

(170919) -- NUEVA YORK, septiembre 19, 2017 (Xinhua) -- El presidente de Brasil, Michel Temer, pronuncia un discurso durante el debate general de la 72 sesión de la Asamblea General de la Organización de las Naciones Unidas (ONU), en la sede de la ONU en Nueva York, Estados Unidos, el 19 de septiembre de 2017. (Xinhua/Li Muzi) (jg) (ce)

Nas 48 horas que passou em Nova York, o presidente Michel Temer vendeu aos americanos e ao mundo um Brasil que deixou a “recessão para trás” e que “voltou para ficar”, sem mencionar em nenhuma de suas intervenções o delicado momento político no país, após a apresentação de duas denúncias contra ele.

Ao abrir os debates gerais da Assembleia Geral da ONU na terça-feira (19) e falar a investidores estrangeiros na quarta-feira, Temer afirmou que assumiu o país em meio a uma grave crise econômica e que a agenda de reformas tocada por seu governo “já trouxe de volta a confiança, o crescimento e os empregos”.

“A recessão ficou para trás. A inflação, que superava 10%, agora está abaixo de 2,5%. E estou falando de um governo que não tem quatro anos, mas de um governo de 17 meses”, disse, durante um seminário organizado pelo jornal “Financial Times”. As informações são de ISABEL FLECK, Folha de São Paulo.

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