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Lula avalizou propina de R$ 300 milhões da Odebrecht ao PT, diz Palocci

SÃO PAULO,SP,26.09.2016:OPERAÇÃO-OMERTÀ - O ex-ministro Antonio Palocci deixa a sede da Polícia Federal, em São Paulo (SP), após ser preso durante a 35ª fase da Operação Lava Jato, intitulada "Omertà", deflagrada na manhã desta segunda-feira (26). Ao todo, foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva. (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Folhapress) *** PARCEIRO FOLHAPRESS - FOTO COM CUSTO EXTRA E CRÉDITOS OBRIGATÓRIOS ***

O ex-ministro Antonio Palocci disse nesta quarta-feira (6) ao juiz Sergio Moro que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalizou um “pacto de sangue” no qual a Odebrecht se comprometeu a pagar R$ 300 milhões em propinas ao PT entre o final do governo Lula e os primeiros anos do governo Dilma, segundo seus advogados.

O ex-ministro “revelou importantes detalhes dos bastidores e dos meandros que permearam as relações de poder na transição do governo Lula para o governo Dilma e como foi essa compra de boa vontade da Odebrecht em relação ao governo”, segundo o advogado Adriano Bretas, um dos defensores de Palocci.

O ex-ministro foi ouvido na ação em que Lula é acusado de ter recebido, da Odebrecht, um terreno de R$ 12,4 milhões destinado a ser a nova sede do Instituto Lula (negócio que acabou não se concretizando) e um apartamento de R$ 540 mil em São Bernardo do Campo (SP), vizinho ao que o petista mora com a família. Segundo os defensores, Palocci não só confirmou que mediou este arranjo como teve o aval de Lula. As informações são da Folha de São Paulo. 

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Palocci incrimina Lula em ação sobre propinas da Odebrecht

O ex-ministro Antonio Palocci (fazenda/Casa Civil – Governos Lula e Dilma) incriminou o ex-presidente Lula em ação sobre propinas da Odebrecht. Palocci prestou depoimento nesta quarta-feira, 6, perante o juiz federal Sérgio Moro, em Curtiba, base da Operação Lava Jato.

Nesta ação, Lula é acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro sobre contratos entre a Odebrecht e a Petrobrás.

“No jantar ocorrido no apartamento do presidente Lula, em que participaram todas essas pessoas, o ex-ministro Palocci os convenceu e os dissuadiu no sentido de que essa operação era escandalosa e que poderia expor demais essa situação. Ficou clara toda a participação do ex-presidente Lula”, afirmou o advogado Adriano Bretas, que defende Palocci.

Antonio Palocci confessou ter praticados crimes na Petrobrás. Ouvido como réu em um processo criminal da Operação Lava Jato, o petista citou R$ 300 milhões da Odebrecht para o esquema do partido. As informações são de Ricardo Brandt, Fausto Macedo, Julia Affonso e Luiz Vassallo, O Estado de São Paulo.

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Cármen Lúcia vai decidir se pedido de abertura de inquérito de Temer terá novo relator

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou para a presidente da Corte, a ministra Cármen Lúcia, o pedido de abertura de inquérito feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, para investigar a suposta participação do presidente Michel Temer em irregularidades no chamado “decreto dos portos“. Caberá a ela decidir se deve ser feito um sorteio para definir um novo relator. A suspeita é de que possa ter ocorrido pagamento de propina.

Em junho, quando denunciou Temer por corrupção passiva com base na delação da JBS, Janot também pediu que fosse aberto um novo inquérito em razão do “decreto dos portos”. Há conversas gravadas com autorização judicial em que o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que foi assessor de Temer, e o próprio presidente da República falam da edição de decreto que trataria da exploração de portos. As informações são de O Globo.

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Empresário admite ter comprado terreno para o Instituto Lula

empresário Dermeval Gusmão Filho, dono da construtora DAG, admitiu ao juiz Sergio Moro ter feito pagamentos de R$ 7,1 milhões para a compra do terreno onde seria construída a sede do Instituto Lula. Dermeval disse ainda que pagou R$ 234 mil ao advogado Roberto Teixeira e outros R$ 800 mil para Glauco Costamarques (primo do pecuarista José Carlos Bumlai, que é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva), em dezembro de 2010, por meio de contratos com data retroativa.

O empresário é réu no caso que investiga a compra desse terreno em São Paulo e também de um imóvel vizinho ao apartamento em que Lula mora, em São Bernardo do Campo (SP). A Lava-Jato acredita que a DAG foi usada como laranja na compra do terreno.

— A contragosto eu acabei fazendo esses pagamentos. Eu paguei a Roberto Teixeira mesmo ele não tendo advogado para mim. Ele foi advogado de todo mundo, menos meu. Mas eu paguei R$ 234 mil. Saiu da conta corrente de minha empresa para a conta dele. As informações são de GUSTAVO SCHMITT, O Globo.

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Maia diz a Alckmin que DEM deverá ter candidato próprio a presidente em 2018

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que o DEM deverá ter candidato próprio na eleição presidencial de 2018, o que significa que, pela primeira vez em anos, tucanos e democratas estarão separados na disputa no primeiro turno do pleito. Enquanto era presidente da República em exercício, Maia recebeu o tucano – que quer ser o candidato do PSDB em 2018 – para um jantar na residência oficial da Câmara, na noite de terça-feira.

Parlamentares de outros partidos também participaram do encontro, como do PP e PR. Cerca de 30 pessoas estiveram na residência.

Maia reiterou que o DEM vem passando por um processo de fortalecimento, buscando novos parlamentares e discutindo a mudança de nome. O DEM poderá se chamar Centro, mas ainda estaria em discussão. As informações são de CRISTIANE JUNGBLUT, O Globo.

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Três ministros do Supremo são contra anulação de provas da JBS

Em maior ou menor grau, três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se posicionaram de forma contrária à anulação de todas as provas e indícios trazidos pela delação de executivos da JBS em caso de rescisão do acordo. A descoberta de uma nova gravação fez o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, abrir uma investigação interna que poderá levar à revisão da delação de três dos sete delatores da empresa. Isso porque o áudio revela fatos que não haviam sido mencionados antes. E omissões são vedadas pelo acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

No áudio, entre outras coisas, os delatores fazem menções a integrantes do STF. O ministro Luiz Fux — o mais feroz nas críticas aos colaboradores da JBS, chegando a sugerir a prisão de Joesley Batista e Ricardo Saud — defendeu a manutenção de parte das provas. Os depoimentos podem deixar de valer, mas outros elementos podem ser aproveitados.

— Acho que as provas que subsistem autonomamente podem ser aproveitadas. A prova testemunhal dele não pode valer, mas os documentos que subsistem por si sós, eles têm de ter vida própria — disse Fux. As informações são de ANDRÉ DE SOUZA, O Globo.

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Empresário admite à PF ter emprestado apartamento para Geddel

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O empresário Silvio Silveira disse à Polícia Federal nesta quarta-feira, 6, que ‘não sabia’ que o apartamento no bairro da Graça, em Salvador, estava sendo usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima para guardar dinheiro. Ele admitiu ter emprestado o imóvel a Geddel. Nesta terça, 5, a PF fez buscas no endereço e encontrou R$ 51 milhões em dinheiro vivo, fortuna atribuída ao ex-ministro do governo Temer cuja origem seria propina.

Silveira apresentou-se à PF e contou que Geddel pediu o apartamento para estocar ‘pertences do pai’ (falecido em janeiro de 2016).

Segundo o delegado Daniel Justo Madruga, superintendente regional da PF na Bahia, os agentes ficaram ‘surpresos’ com a descoberta de tanto dinheiro – a PF levou cerca de 12 horas para fazer a contagem, utilizando oito máquinas e onze funcionários de uma empresa transportadora de valores.

A conferência indicou R$ 42, 6 milhões e US$ 2,68 milhões em cédulas. Geddel ainda não se manifestou sobre a origem da fortuna a ele atribuída. As informações são da Agência Estado.

Ministro Celso de Mello, do STF, critica delatores da JBS

O ministro Celso de Mello em sessão do STF que julga pedido de liberdade do ex-deputado Eduardo Cunha, em Brasília

Ministro mais antigo do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello criticou a postura dos executivos da JBS, Joesley Batista e Ricardo Saud, que gravaram uma conversa intima acidentalmente e enviaram o material à PGR (Procuradoria-Geral da República).

Nesta quarta-feira (6), Celso de Mello chamou a gravação de “exercício de irresponsabilidade por parte dos colaboradores”.

Ao conversar com jornalistas, ele elogiou a manifestação feita pela presidente Cármen Lúcia na noite desta terça (5) e defendeu a transparência na investigação sobre a gravação acidental da JBS.

“A presidente foi muito clara e o STF como qualquer órgão do judiciário não pode ter pairando sobre si a retidão dignidade integridade pessoal de seus juízes. Foi fato grave, inaceitável e de modo algum afeta o STF”, afirmou, ao chegar à sessão. As informações são de LETÍCIA CASADO, Folha de São Paulo.

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