PSDB descobre que rejeição vem de seu apoio a reformas

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Prejuízo. Três principais nomes do PSDB, Aécio, Serra e Alckmin foram atingidos pela Lava Jato

Uma pesquisa interna encomendada pelo PSDB mostrou que o apoio às reformas propostas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB) é um dos principais motivos para a rejeição da legenda. Após bater na trave com o senador Aécio Neves na disputa presidencial de 2014, o partido entrou em crise e hoje vê seus nomes perderem terreno nas pesquisas com vistas a 2018.

De acordo com o jornal “Folha de S.Paulo”, caciques da sigla ficaram surpreendidos ao descobrir que quase dois terços dos eleitores que já votaram na legenda no passado passaram a torcer o nariz para o PSDB por conta do apoio às mudanças legislativas propostas por Temer na área trabalhista e na Previdência Social. As informações são jornal O Tempo.

De acordo com o jornal, o estudo também mostrou que as acusações contra nomes tucanos na operação Lava Jato – como os senadores Aécio Neves e José Serra, e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin – são a principal reclamação do restante do eleitorado que se descolou da legenda.

Segundo o levantamento, o PSDB ficou fortemente associado às reformas, que foram interpretadas pelos eleitores como mecanismos criados para “tirar direitos dos trabalhadores”.

Agora os tucanos contam com a estratégia de comunicação do governo de Michel Temer, que irá iniciar uma nova rodada de propagandas na TV para tentar reduzir as resistências aos textos em tramitação no Congresso Nacional.

Apesar de ter ganhado a fama pelo apoio às reformas, o PSDB ainda não deu o apoio que o governo precisa, mesmo tendo quatro ministros na Esplanada. Hoje, de acordo com o Placar da Previdência, do jornal “O Estado de S. Paulo”, 11 tucanos se dizem favoráveis à reforma da Previdência, enquanto 13 deputados da legenda se mostram contrários. Outros 15 parlamentares da sigla não quiseram responder e oito se dizem indecisos.

Legenda agora debate refundação

O impacto da Lava Jato sobre os principais nomes do PSDB levou uma ala da cúpula tucana a planejar uma “refundação” do partido, em um movimento para recuperar sua imagem até a eleição de 2018 e fazer frente à ascensão de candidatos vinculados à antipolítica, como o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ).

Parte do comando da sigla – inclusive nomes ligados a Aécio Neves, presidente do partido – passou a defender que o PSDB reconheça “erros”, em especial no financiamento de campanhas, e reforce compromissos éticos e bandeiras liberais.

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