Fábio Faria apresenta projeto para criar pontos de coleta de lixo eletrônico no país

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Proposta obriga municípios a instalarem postos de coleta de pilhas, baterias e produtos eletrônicos que não são mais utilizados

50 milhões de toneladas. Essa é a quantidade de lixo eletrônico que deve ser descartada no planeta em 2017, segundo o Programa para o Meio Ambiente da ONU (Pnuma). Atualmente, só a América Latina produz 9% desse total e, na região, o Brasil lidera: produz 1,4 milhão de toneladas/ano. Com o objetivo de diminuir o número de dejetos eletrônicos na natureza, o deputado Fábio Faria apresentou, neste Dia Mundial da Reciclagem, o projeto de lei 7652/2017 na Câmara Federal.

A proposta prevê que todos os municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes organizem e implantem postos fixos para descarte de materiais como pilhas, baterias, lâmpadas fluorescentes e produtos eletrônicos. “O Brasil é número um em produção desse tipo de lixo na América Latina, mas ainda assim não tem uma política pública de descarte adequada. Temos pressa para isso mudar”, afirma.

O parlamentar ressalta que, com os avanços tecnológicos, produtos como celulares e computadores vêm sendo desvalorizados e trocados por novos, indo para o lixo comum e causando grande dano ao planeta. “O problema está nos perigosos componentes químicos presentes nesses materiais, que acabam contaminando a água do subsolo, o solo, a atmosfera, e consequentemente a saúde da população”.

Para Fábio Faria, o projeto vai além da criação de ecopontos: promove também a conscientização da sociedade. Segundo dados do Natal Reciclagem, só o Rio Grande do Norte produz 5 mil toneladas de lixo eletrônico por ano, mas só 0,5% deste total recebe a destinação correta. “Virando lei, os municípios maiores ficam obrigados a receber esses componentes, e o Poder Público a pressionar produtores e importadores a adotarem medidas práticas de gerenciamento dos resíduos, reduzindo assim os graves impactos ambientais”, finaliza.

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