Funaro diz à PF que entregava malas de dinheiro diretamente a Geddel

Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, no Senado Federal, ouve Lúcio Bolonha Funaro (foto), corretor de câmbio que intermediou operações para dirigentes da Cooperativa Habitacional dos Bancários (Bancoop). Local: Sala 2 da Ala Nilo Coelho. Politica.

O doleiro Lúcio Funaro afirmou à Polícia Federal que fez várias viagens a Salvador para entregar malas de dinheiro diretamente ao ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA).

Segundo o relatório policial que contém a oitiva feita na sexta (7), “o declarante [Funaro] fez várias viagens em seu avião ou em voos fretados, para entregar malas de dinheiro para Geddel Vieira Lima, que essas entregas eram feitas na sala VIP do hangar Aerostar localizado no aeroporto de Salvador (BA), diretamente nas mãos de Geddel”.

Funaro disse também que fez duas viagens para praias do Nordeste em que realizou “paradas rápidas em Salvador (BA), para entregar malas ou sacolas de dinheiro para Geddel”.

Em uma delas, ele conta que apresentou a mulher, Raquel, ao político quando ela desceu no hangar para ir ao banheiro. Disse ainda “que reclamou com Raquel por ter saído da aeronave”.

No mesmo depoimento, o doleiro relatou que Geddel costumava falar para sua mulher que estava ajudando “pleitos [de Funaro] juntos ao Judiciário”. Disse ainda que tinha certeza que o político fazia “acompanhamento das questões processuais que envolviam a prisão do declarante”. As informações são da Folha de São Paulo.

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Após manobras, governo derrota na CCJ parecer favorável à denúncia contra Temer

Deputados da oposição exibem fotos de Michel Temer com Rodrigo Rocha Loures, o deputado da mala

Depois de uma maratona de manobras do governo, que alterou significativamente a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara para recheá-la de aliados, a comissão rejeitou nesta quinta-feira (13) o parecer do deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), favorável à denúncia criminal contra o presidente Michel Temer (PMDB).

Dos 66 parlamentares da comissão, 40 votaram contra o parecer do relator (ou seja, a favor do governo), e 25 apoiaram o texto de Zveiter. O resultado já era esperado, uma vez que o governo vinha operando para substituir deputados que ameaçavam votar contra o Planalto.

Foram mais de 20 movimentações feitas por partidos governistas, que sacaram deputados favoráveis ao parecer e colocaram como titulares aliados fiéis de Temer.

Foram trocados, por exemplo, 4 dos 5 membros do PR que eram titulares na comissão. Também fizeram trocas o PTB, o PRB, o PMDB e PSD. As informações são da Folha de São Paulo.

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Relator diz que Temer usou dinheiro público para vencer em comissão

Sergio Zveiter (relator) e o advogado Antônio Mariz (à dir.) durante leitura do parecer sobre denúncia contra Temer na CCJ da Câmara

Ao reiterar seu voto a favor da aceitação da denúncia contra Michel Temer, o deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ) acusou o presidente da República de usar dinheiro público para obstruir a Justiça e vencer na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

“O senhor Michel Temer, contra quem pesam seriíssimos indícios, acha que podendo usar o dinheiro público, bilhões de reais, pode submeter a Câmara dos Deputados”, disse Zveiter ao defender seu parecer após quase 20 horas de debates.

“É obstrução de Justiça usar dinheiro público para que deputados venham aqui, através da liberação de verbas, emendas parlamentares e cargos para votar por um arquivamento esdrúxulo”, disse Zveiter.

“Não estamos dizendo aqui que ele tem que ser condenado ou não. Mas temos que dizer, sim, que distribuir bilhões de reais de dinheiro público caracteriza obstrução de Justiça.”

O relator disse reconhecer que, diante de um série de trocas de membros da CCJ, seu parecer será derrotado para que seja aprovado um relatório pela salvação de Temer. As informações são da Folha de São Paulo.

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Temer oferece ministérios e cargos do PSDB ao centrão para se salvar

Temer no lançamento do programa nacional de regularização fundiária no Palácio do Planalto

O presidente Michel Temer ofereceu a dirigentes de partidos como PP, PR, PSD e PRB os cargos atualmente ocupados pelo PSDB em seu governo para que essas siglas ajudem a salvá-lo na votação da denúncia apresentada contra ele.

Em reuniões nos últimos dez dias com caciques desses partidos, que integram o chamado centrão, o presidente disse que vai redistribuir ministérios e outros espaços comandados pelos tucanos para reforçar o apoio dessas siglas a seu governo.

Segundo a Folha apurou, o presidente disse aos dirigentes partidários que sairá do processo de votação dessa denúncia com uma base aliada no Congresso mais enxuta, porém mais coesa e fiel.

Temer afirmou ainda que os partidos que demonstrarem fidelidade agora serão recompensados na recomposição da coalizão governista, de acordo com relatos de dois presidentes partidários que discutiram o assunto com ele. As informações são da Folha de São Paulo.

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Governo vai exigir produtividade de médicos do serviço público

Governo vai exigir produtividade de médicos do serviço público

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirmou nesta quinta-feira, 13, que o governo vai implantar um sistema de biometria para reunir dados de pacientes e controlar o trabalho de profissionais da rede pública. “Vamos parar de fingir que a gente paga médicos, e o médico fingir que trabalha. Isso não está ajudando a saúde do Brasil.”

A ideia é criar um controle de produtividade, em que profissionais cumpram a jornada de trabalho, na qual determinadas atividades terão de ser cumpridas. Como exemplo, ele citou consultas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) indica que uma boa consulta deve demorar, no mínimo 15 minutos.

“Uma  médico que tem quatro horas de concurso. Ele pode dedicar cinco minutos para cada paciente e ir embora. Temos de ter uma média de desempenho.” As informações são de O Estado de São Paulo.

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Temer sanciona a Lei da Reforma Trabalhista

Presidente Michel Temer e equipe do governo em durante Cerimônia de Sanção da Lei de Modernização Trabalhista, no Palácio do Planalto. Foto Dida Sampaio/Estadão

O presidente Michel Temer sancionou a Lei da Reforma Trabalhista sem vetos. Em cerimônia, presidente afirmou que “foi árduo o percurso que os levou até esse momento”. O peemedebista ainda afirmou que todos os direitos do trabalhador serão preservados “porque a lei assim determina”. Temer ainda reforçou que a discussão da reforma “é uma disputa política”.

Apesar do forte apelo do tema “mercado de trabalho”, o evento não tem plateia cheia e as últimas fileiras do evento permaneceram vazias até instantes antes do início da cerimônia. Com as últimas fileiras ainda vazias a instantes da chegada de Temer, os organizadores pediram que parte da plateia se deslocasse para cadeiras mais próximas do palco e as últimas fileiras foram ocupadas por assessores e técnicos do governo que, até então, acompanhavam o evento em pé na lateral do local.

Desembargador manda soltar Geddel mesmo sem tornozeleira

O desembargador federal Ney Bello determinou nesta quitna-feira que o ex-ministro Geddel Vieira Lima seja solto mesmo faltando tornozeleira eletrônica para monitorá-lo. Na quarta, ele tinha convertido a prisão preventiva de Geddel em prisão domiciliar, mas condicionou sua soltura ao uso de uma tornozeleira.

“Em face das informações acostadas às fls 399/402, comunicando a ausência do aparelho eletrônico de monitoramento no sistema penitenciário do Distrito Federal, fica autorizado o cumprimento do alvará de soltura, independentemente da aplicação de tornozeleira eletrônica quando do momento da soltura, postergando-se sua aplicação para o momento do recolhimento na sua residência em Salvador”, decidiu Ney Bello, desembargador do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), com sede em Brasília e abrangência sobre o DF e 13 estados.

Ele também deu um prazo de 48 horas para que a Superintendência Regional da Polícia Federal na Bahia instale a tornozeleira. Geddel foi preso em 3 de julho em Salvador, onde mora, e depois transferido para Brasília, por ordem do juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do DF. As informações são de O Globo.

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Sem tornozeleira, Geddel fica na Papuda

O ex-ministro Geddel Vieira Lima, aliado próximo do presidente Michel Temer, vai continuar na Papuda. Nesta quarta-feira, 12, ele ganhou regime de prisão domiciliar, por decisão do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF1), mas sua remoção para o lar foi condicionada ao uso de tornozeleira eletrônica.

Como a peça de monitoramento está indisponível em Brasília, Geddel terá de permanecer na penitenciária, até que a Corte federal decida sobre o destino do ex-ministro. A informação sobre a falta do equipamento foi divulgada pela Secretaria da Segurança Pública do DF.

O aliado de Temer foi preso no dia 3 de julho sob suspeita de pressionar a mulher do doleiro Lúcio Funaro – este preso há um ano na Operação Sépsis, investigação sobre desvios no Fundo de Investimentos do FGTS da Caixa. Geddel estaria preocupado com uma eventual delação premiada de Funaro e telefonou diversas vezes para a mulher dele, Raquel.

“O documento (decisão do TRF1) condiciona a liberação dele (Geddel) ao uso de uma tornozeleira eletrônica. Como o Distrito Federal ainda não dispõe do equipamento para instalação no custodiado, uma vez que o contrato para disponibilizar serviço foi assinado recentemente, a pasta enviou um ofício ao TRF1 que deverá decidir como será o procedimento neste caso”, informou a Secretaria da Segurança/DF.

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Deputado Zveiter acusa Temer de obstrução de Justiça

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O relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados da denúncia contra o presidente Michel Temer, deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), acusou o presidente de obstrução de Justiça.

“O presidente quer subtrair da nação única e exclusivamente o direito de ver esclarecidos os fatos”, disse Zveiter, que apresentou parecer favorável para que a Câmara autorize o Supremo Tribunal Federal (STF) analise a acusação de corrupção passiva contra Temer.

“Não estamos dizendo que ele é culpado ou inocente, condenado ou não, mas temos que dizer sim que distribuir bilhões de reais é obstrução de Justiça, usar dinheiro público para que deputados venham aqui através de emendas e cargos, votar a favor do arquivamento… é inadequado”, acrescentou.

Presidente da CPI da Previdência diz que não há déficit e culpa devedores

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A Previdência Social brasileira não é deficitária. A afirmação é do presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência do Senado, senador Paulo Paim (PT-RS). “Setores do patronato arrecadam, por ano, em torno de R$25 bilhões do bolso do trabalhador e não repassam à Previdência”, denunciou, na última sessão do colegiado antes do recesso parlamentar, previsto para ocorrer de 18 a 31 de julho.

Ainda segundo Paim, ao final dos trabalhos a comissão vai mostrar que o rombo na Previdência está diretamente ligado a uma divida acumulada de grandes bancos, empresas e grandes montadoras, que ultrapassa R$ 500 bilhões.

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UNP é condenada após aluno sofrer assédio moral por parte de professora

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O juiz Manoel Padre Neto, da 4ª Vara Cível de Mossoró, condenou a APEC – Sociedade Potiguar de Educação e Cultura S/A, ao pagamento de indenização por danos morais a um ex-aluno, no valor de R$ 10 mil, decorrente de assédio moral supostamente praticado por uma professora da instituição de ensino. O valor da condenação será acrescido de atualização monetária e juros moratórios.

O autor informou nos autos do processo que era aluno do curso de Fisioterapia da instituição Universidade Potiguar (UnP) e encontrava-se no 9° período da faculdade, matriculado na disciplina “Estágio Supervisionado em Fisioterapia Pneumológica Cardiológica e Angio-vascular”, e que, dentre outros docentes, era aluno da professora envolvida no episódio.

Alegou que, logo no início das aulas, a aludida professora o surpreendeu com abordagens intimidadoras, falando que ele iria ser reprovado no estágio supervisionado e demais cadeiras do período. Diante disso, o estudante tentou resolver a situação de forma amigável, porém não logrou êxito, pois tais abordagens continuaram a se repetir durante todo o semestre.

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Presidente do TRF diz que caso de Lula será julgado antes da eleição

O presidente do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, Carlos Eduardo Thompson Flores

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, Carlos Thompson Flores, disse nesta quinta-feira (13) que os processos da Lava Jato na corte, incluindo o do ex-presidente Lula, serão julgados antes da eleição de 2018.

Os prazos no Tribunal Regional têm importância crucial para a campanha do próximo ano, já que Lula pode ter a candidatura a presidente barrada se a sentença que o condenou no primeira grau for confirmada em uma instância superior.

“Aqui é uma especulação minha, acredito que esse processo, ali por agosto, mais tardar em setembro, já está no tribunal. E até agosto do ano que vem, nós temos calendário eleitoral, deve estar julgado ou pautado para julgamento”, disse Thompson Flores, em entrevista à rádio Bandnews. As informações são da Folha de São Paulo.

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Assembleia do RN aprova lei que congela orçamento de 2018

Servidores entraram no plenário após a LDO ser aprovada pelos deputados estaduais. (Foto: Tulio Ratto)

Servidores entraram no plenário após a LDO ser aprovada pelos deputados estaduais.

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, nesta quinta-feira (13), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para o ano de 2018. O texto congela o orçamento estadual do próximo ano, incluindo os valores dos salários dos servidores. Sindicatos protestaram e um grupo chegou a invadir o plenário.

Com a medida, o estado prevê receitas e despesas em R$ 12,3 bilhões. Os servidores foram às galerias do plenário protestar contra o projeto. Eles sugeriram aos deputados uma emenda que garantisse pelo menos a correção da inflação e queriam que a emenda fosse votada separadamente.

No entanto, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, colocou a matéria para votação em bloco. O projeto servirá como base para a Lei Orçamentária Anual 2018, que será produzida no segundo semestre. Os orçamentos de todos os poderes e órgãos públicos estaduais são definidas a partir dela. A partir desta sexta-feira (14), a Assembleia entra em recesso. As informações são do G1 RN.

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Secretário da Agricultura chama ajuda ambiental da Noruega de ‘migalha’

Eumar

 “Migalha.” Foi assim que o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novacki, descreveu a ajuda de US$ 1 bilhão dada pela Noruega para o Brasil nos esforços de combate ao desmatamento no País.

Há duas semanas, por causa do avanço do desmatamento na Amazônia, a Noruega anunciou que vai cortar os pagamentos ao Brasil em 2017 para o fundo que é administrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O anúncio ocorreu durante a visita do presidente Michel Temer (PMDB) ao país e foi considerada internamente como uma “deselegância” contra o Brasil.

Em Genebra, na Suíça, nesta quinta-feira, 13, Novacki questionou abertamente o comportamento de países estrangeiros contra a situação do meio ambiente no Brasil. As informações são de O Estado de São Paulo.

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Votação de denúncia em agosto causa ruído entre governistas

Deputado delegado Waldir (PR-GO) - André Dusek/Estadão

A possibilidade de ficar para agosto a votação da denúncia contra o presidente Michel Temer no plenário da Câmara causou um ruído entre os principais defensores do peemedebista na Casa. Diante da declaração do vice-líder do governo, Darcísio Perondi (PMDB-RS), de que a votação do pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) poderia ficar para agosto devido uma manobra da oposição, o vice-líder do PMDB, Carlos Marun (MS), divulgou uma nota descartando essa possibilidade.

“Em relação aos boatos de que o governo teria decidido adiar para agosto a votação no plenário da autorização para prosseguimento da denúncia do PGR contra o presidente, informo que são improcedentes”, disse Marun. O peemedebista disse que não cabia ao governo definir a pauta da Câmara e que a oposição não terá votos suficientes para autorizar o andamento da denúncia “independentemente do dia em que a sessão for marcada”.

Perondi voltou a culpar a oposição de estimular que seus parlamentares deixem Brasília para não dar quórum em plenário e impedir que se chegue aos 342 presentes necessários para abertura da sessão. “É lamentável, denunciam mas não querem votar”, reclamou. Preocupado em demonstrar que o governo não desistiu de votar nos próximos dias a denúncia, Perondi insistiu que, ao falar sobre votação após o recesso, falou em “possibilidade”. “Vamos aguardar até o fim da tarde”, desconversou. As informações são da Agência Estado.

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