Temor de delação de Palocci acelera MP que permite leniência de bancos

Presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn: BC reduziu para 0,8% a expectativa para alta do PIB em 2017

A medida provisória que autoriza o Banco Central e a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) a fecharem acordos de leniência com instituições financeiras, publicada na quinta-feira (8), tem como objetivo minimizar o impacto de revelações de crimes que possam afetar o sistema bancário.

Embora o BC já pleiteasse o direito de negociar a leniência, o assunto só avançou depois que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci e o operador Lúcio Funaro sinalizaram fechar acordos de delação premiada com o Ministério Público Federal.

A avaliação no governo é que ambos conhecem os bastidores dos principais negócios envolvendo os maiores bancos do país e que poderiam revelar irregularidades ao Ministério Público Federal em troca de redução de penas e desconto em multas.

O governo decidiu dar poderes ao BC e à CVM para que centralizem as investigações na esfera administrativa e só divulguem o que não oferecer risco ao sistema. As informações são da Folha de São Paulo.

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Janot critica ‘suposta utilização do aparato estatal’ contra Fachin

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, alertou para o suposto uso do “aparato do Estado para intimidar a atuação das autoridades”, em uma nota oficial encaminhada à imprensa neste sábado (10). Janot reagiu à notícia, publicada pela Revista Veja, de que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), a pedido do governo Temer, estaria investigando a vida do ministro Edson Fachin, relator do inquérito contra o presidente no Supremo.

“É com perplexidade que se toma conhecimento de suposta utilização do aparato estatal para desmerecer um membro da mais alta corte do País, que tem pautado sua atuação com isenção e responsabilidade”, afirmou Rodrigo Janot.

“O Ministério Público Brasileiro repudia com veemência essa prática e mantém seu irrestrito compromisso com o regime democrático e com o cumprimento da Constituição e das leis”, disse o chefe do Ministério Público. As informações são da Agência Estado.

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Polícia Federal pede ao STF mais prazo para investigar Temer

A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) mais prazo para concluir o inquérito que apura se o presidente Michel Temer cometeu crime de obstrução à justiça, corrupção passiva e participação em organização criminosa. No dia 30, o relator da Lava-Jato no STF, ministro Edson Fachin, tinha dado dez dias para o encerramento das investigações. Se for concedido mais tempo aos policiais, ainda assim a Procuradoria-Geral da República pode apresentar denúncia contra o presidente na próxima semana, como é esperado.

O prazo extra poderá ser usado para a PF concluir a perícia no áudio da conversa que o dono da JBS, Joesley Batista, gravou com o presidente. Em 22 de maio, a polícia informou ao STF que precisava de até 30 dias para concluir a análise. A perícia ainda não foi concluída. No caso dos áudios do ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), que é investigado no mesmo inquérito, o prazo inicial era de até 60 dias. As informações são de O Globo.

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JBS convoca mais executivos para aderir à delação

Joesley Batista, herdeiro da JBS Friboi

Até agora, apenas sete sócios e diretores prestaram informações ao MPF; especialistas dizem que mais funcionários terão de colaborar

Alexa Salomão, Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

Uma nova leva de executivos do grupo empresarial controlado pela J&F vai colaborar para complementar as delações já firmadas com a Procuradoria-Geral da República. A lista de candidatos está em elaboração, mas o Estado apurou que ao menos 20 executivos, entre diretores e presidentes de empresas do grupo, tinham proximidade com os acionistas, conhecimento dos ilícitos e podem terminar como novos delatores. A JBS tem 120 dias, a partir do acordo, para apresentar a lista.

Colaborações adicionais são necessárias para que outros funcionários, que conhecem ou tenham participado dos crimes confessados, confirmem o que foi relatado pelos delatores. No caso dos negócios da família Batista, os crimes narrados indicam que será preciso selecionar colaboradores na JBS, que atua no setor de bovinos com várias marcas, entre elas a Friboi; na Seara, empresa de alimentos à base de frangos e suínos; na Eldorado Celulose, do setor de papel; e também na J&F, a holding que assumiu multas e compromissos legais.

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‘Xerife do Senado’ defende anistia ao caixa dois

O senador João Aberto Souza (PMDB-MA)

Eleito presidente do Conselho de Ética, João Alberto Souza (PMDB-MA) diz que não se abala com pressão da opinião pública e critica a Operação Lava Jato

João Alberto Souza (PMDB-MA) já é figura cativa na presidência do Conselho de Ética do Senado. Na última semana, ele foi eleito para presidir pela sexta vez o órgão, que tem entre suas atribuições cassar mandatos de senadores envolvidos em malfeitos – algo que em tempos de Lava Jato, com quase um terço das 81 excelências sob suspeita, deveria assustar muita gente por lá.

No figurino de xerifão do Senado, porém, João Alberto não assusta. Muito pelo contrário. Ele se exibe alegremente como amigão de todos os colegas, de todos os partidos. E, polêmico, assume sem pruridos o discurso reinante entre os parlamentares que, muitas vezes à boca miúda, trabalham para minar a Lava Jato: ataca as delações premiadas, questiona as gravações usadas como prova na operação e propõe punições brandas para quem se meteu com caixa dois.

Para o senador, a devolução do dinheiro irregular já bastaria para livrar os políticos de qualquer embaraço judicial. “Se aquilo foi gasto com eleição, tem de ser anistiado. Nós não podemos colocar tudo num saco só”, afirma. Aos 82 anos, o presidente do Conselho de Ética defende que o Senado afaste “aqueles que não prestam”, mas ao mesmo tempo promete “olhar com carinho” a situação dos colegas enrolados.

Alckmin diz que decisão do PSDB sobre ministérios é secundária

O presidente Michel Temer (PMDB)

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), avaliou neste sábado (10) que é “secundário” para o partido ter ou não ter ministro no governo do presidente Michel Temer (PMDB). Segundo o governador, o mais importante é o PSDB apoiar as reformas que estão no Congresso, e que tratarão, na opinião dele, da retomada do crescimento econômico e empregos.

“O importante é a decisão do PSDB de apoiar todas as medidas e as reformas. Se vai ter ministro, se não vai ter ministro, é secundário. O importante é o compromisso do PSDB com o Brasil e nós não precisamos ter ministro ou não ter ministro para isso”, disse. “Decisão mais relevante é que o partido apoiará as reformas e ajudar o Brasil a retomar o emprego”, afirmou Alckmin que participou de evento em Ribeirão Preto (SP) no começo da tarde deste sábado.

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Nova delação pode piorar ainda mais a situação de Aécio

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) - 29/03/2017

Desesperadora, a situação de Aécio Neves pode piorar ainda mais. Seu operador, Oswaldo Costa, o Oswaldinho, está iniciando uma delação, segundo a coluna Radar assinada pelo jornalista da Veja, Mauricio Lima.

Na delação da Odebrecht, o tucano é apontado como suspeito de pedir e receber propina. Já na delação da JBS, ele é protagonista: foi gravado pedindo 2 milhões de reais a Joesley Batista para custear seus advogados.

Janot diz que prática de espionagem é “inaceitável”

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O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, também protestou contra a suposta espionagem do ministro Fachin. Para a PGR, a prática, uma vez que seja comprovada, é “inaceitável”.

– Não quero acreditar que isso tenha acontecido. Usar um órgão de inteligência do Estado de forma espúria para investigar um dos Poderes da República em plena atuação constitucional e legal, como forma de intimidação, isso sim é a institucionalidade de um Estado policial, de um Estado de exceção – disse Janot.

Segundo a revista “Veja”, o objetivo seria “bisbilhotar” a vida do ministro com o objetivo de encontrar qualquer detalhe possa fragilizar sua posição de relator da operação Lava-Jato. Fachin estaria sendo alvo da ofensiva por ter homologado a delação do dono da JBS, o empresário Joesley Batista, que gravou conversas comprometedoras com o presidente Michel Temer.

Em evento com Lula, petistas acusam TSE de proteger Temer

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ironizou o conteúdo das delações premiadas e disse que os parlamentares do PT devem rebater as acusações de caixa 2 na operação Lava-Jato. Durante posse de Luiz Marinho como presidente do PT de São Paulo, na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), neste sábado, Lula ainda afirmou que os tucanos sumiram depois de serem alvo de acusações. O ex-presidente disse ainda que “nunca o Brasil precisou tanto do PT como está precisando agora”.

Ao discursarem no evento, petistas acusaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de proteger o presidente Michel Temer no julgamento da chapa, na sexta-feira.

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, criticou o julgamento do tribunal.

– O TSE mudou sua interpretação para salvar o Temer – afirmou.

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“Inadmissível”, diz Cármen Lúcia sobre ofensiva contra Fachin

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Reportagem de VEJA desta semana revela que Temer acionou o serviço secreto para investigar o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo

Em nota divulgada neste sábado, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, afirma que “é inadmissível a prática de gravíssimo crime contra o STF, contra de democracia e contra as liberdades, se confirmada informação de devassa ilegal da vida de um de seus integrantes”.

Reportagem de VEJA desta semana informa que o governo, em ofensiva contra a Lava Jato, acionou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) para bisbilhotar a vida do ministro Edson Fachin, relator do inquérito aberto contra o presidente Michel Temer por corrupção, organização criminosa e obstrução de Justiça.

“Própria das ditaduras”, continua Cármen Lúcia, “como é esta prática, contrária à vida livre de toda a pessoa, mais gravosa é ela se voltada contra a responsável atuação de um juiz, sendo absolutamente inaceitável numa República Democrática, pelo que tem de ser civicamente repelida, penalmente apurada e os responsáveis exemplarmente processados e condenados na forma da legislação vigente”.

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Agora é guerra: Temer aciona serviço secreto para bisbilhotar Fachin

Fiel à máxima de que a melhor defesa é o ataque, o Palácio do Planalto decidiu mirar na Operação Lava-Jato. VEJA apurou que um dos alvos da artilharia é o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com um auxiliar do presidente Michel Temer, que pediu para se manter no anonimato porque não está autorizado a falar publicamente sobre o assunto, o governo acionou a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), o serviço secreto, para bisbilhotar a vida do ministro com o objetivo de encontrar qualquer detalhe que possa fragilizar sua posição de relator da Lava-Jato.

O pecado de Fachin, aos olhos do governo, foi ter homologado a explosiva delação do dono da JBS, Joesley Batista, que disparou um potente petardo contra o governo Temer. A investigação da Abin, que está em curso há alguns dias, já teria encontrado indícios de que Fachin voou no jatinho da JBS.

Em nota, o presidente Michel Temer negou que tenha usado a Abin para investigar a vida do ministro Fachin. “O governo não usa a máquina pública contra os cidadãos brasileiros, muito menos fará qualquer tipo de ação que não respeite aos estritos ditames da lei”, diz o comunicado divulgado pela Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República. Fonte: Veja

‘Bichado’, João Maia quer lançar sua irmã e deputada Zenaide para o senado em 2018

‘Bichado’ por denuncia do seu sobrinho feita pelo recebimento de propina de empresas que prestavam serviço ao DNIT no Rio Grande do Norte,  o presidente regional do PR, João Maia, que corre o risco de ser preso, assim como aconteceu com Henrique Alves, pretende lançar a sua irmã e deputada federal Zenaide Maia, como candidata a senadora nas eleições de 2018.

Procuradores da Lava Jato criticam ministros do TSE

Curitiba, Parana, Brasil, 26-04-2017, 15h00 - Entrevista com o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da forca tarefa da operacao Lava Jato no Ministerio Publico Federal. Deltan lanca hoje o livro "A Luta Contra a Corrupcao", sobre os tres anos de atuacao nos casos investigados na operacao. (Foto: Theo Marques/Folhapress - FSP-PODER)

“O procurador-geral eleitoral Nicolao Dino alerta: o que se achou que era um tumor tomou o corpo em metástase. O sistema político apodreceu”, escreveu o coordenador da Lava Jato.

Por Flávio Ferreira – Folha de São Paulo

Os coordenadores da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba criticaram os ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que votaram pela impossibilidade do uso de provas do acordo de delação premiada da empreiteira Odebrecht no julgamento da chapa Dilma-Temer na sexta-feira (9).

Em seu perfil em uma rede social, o procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima escreveu que o cientista político francês Olivier Dabène havia dito em entrevista que a sucessão de denúncias de corrupção no Brasil mostra o “cúmulo do cinismo” da classe política brasileira.

Após a citação, o procurador da Lava Jato no Paraná emendou: “Mas, na verdade, o verdadeiro cúmulo do cinismo é a cegueira intencional da maioria dos ministros do TSE em relação à corrupção exposta pelo acordo do MPF [Ministério Público Federal] com a Odebrecht”.

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Apesar dos apelos, Rocha Loures aparece para depor de cabelo raspado

O ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), apontado como “Homem da Mala” do presidente Michel Temer, apareceu de cabelo raspado para depor na sede da Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira. Loures, que é ex-assessor especial do presidente, tinha feito pedido para que não passasse pelo procedimento destinado a quem ingressa na prisão. Ele deixou a PF por volta das 10h30.

A defesa de Loures havia solicitado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que não lhe fosse imposto “tratamento desumano e cruel” e que não tivesse o cabelo raspado. Além disso, também foi requisitado acesso à “totalidade” das gravações da delação de executivos da JBS. As informações são de O Globo.

Declarações de Gilmar mudam entre 2015 e 2017

PODER - Brasilia - Quarta sessao do julgamento da cassaçao da chapa Dilma/Temer que acontece no TSE - Tribunal Superior eleitoral. Cenas gerais do lado de fora do plenario. Na foto, o Ministro Gilmar Mendes solta uma gargalhada pouco durante o voto do Ministro Luiz Fux. 09/06/2017 - Foto - Marlene Bergamo/Folhapress - 017 -

O presidente do TSE, Gilmar Mendes, deu declarações destoantes sobre a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer entre 2015, quando defendeu a continuidade do processo, e 2017, quando votou pela absolvição.

No voto de agosto daquele ano, Gilmar defendeu, por exemplo, que as instituições tinham de cumprir seu papel apesar da crise pela qual passava o governo Dilma. “Ponderaram-me que não deveríamos votar este processo hoje, porque estamos diante de manifestação no dia 16 de agosto. Mas este fato não se justifica, as instituições têm que cumprir seu papel”, afirmou.

Neste ano, porém, o ministro disse que a instabilidade política deveria ser levada em conta. “Temos uma situação bastante singular, que é a impugnação de chapa presidencial, em um grau de estabilidade ou de instabilidade que precisa ser considerado.” As informações são da Folha de São Paulo.

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